O uso da bicicleta se limita hoje quase que apenas aos passeios de feriados e fins de semana. Recuperar e ampliar este prestígio do simpático, saudável e ecológico veículo junto à população, em especial crianças e jovens, através das escolas, é a proposta básica do workshop Tour do Rio - Ciclismo, Educação, Planejamento e Sustentabilidade, realizado nesta segunda-feira, em um hotel de Copacabana.
No encontro, as qualidades da bicicleta foram exaltadas por gente que conhece mais do que ninguém o potencial deste invento que remonta há mais de um século e tem origem imprecisa. Mas, o primeiro modelo a ser chamado de bicicleta surgiu na Europa em meados do século XIX. Era toda de metal, com duas rodas, uma enorme na frente e uma menor atrás, mas os pedais ficavam na primeira. De lá pra cá, o veículo evoluiu e se espalhou pelo mundo. Estima-se que haja um pouco mais de um bilhão de unidades no planeta. Hoje em dia, é o principal veículo de locomoção de algumas cidades européias e asiáticas.
O governo do estado, através da Secretaria de Transportes, decidiu incentivar o uso do veículo.- Estamos tentando trazer novamente para a cultura do brasileiro, e do carioca em especial, o uso da bicicleta como meio de transporte. Queremos que o máximo possível de pessoas se desloque de bicicleta para ir ao trabalho, à escola, às compras. Ao fazer isso, a pessoa economiza no bolso, contribui para diminuir o número de automóveis nas ruas e ainda faz um bem à sua saúde. Por isso, estamos apoiando o workshop e o próprio Tour do Rio, um evento esportivo, mas que trará para a população a necessidade de usar este meio de transporte - argumentou o secretário.
A Secretaria de Transportes já desenvolve há três anos o programa Rio Estado da Bicicleta, com o qual incentiva e ajuda os municípios a desenvolverem projetos de ciclovias e bicicletários que facilitem a vida de quem deseja se deslocar nesse veículo. Segundo o coordenador do programa, Mauro Tavares, o Rio Estado da Bicicleta se subdivide em três subprogramas: educacional, promocional e operacional.- No primeiro, promovemos a educação no trânsito através da utilização de professores das escolas públicas como canais de conscientização dos alunos para o benefício do uso da bicicleta como meio de transporte alternativo e sustentável. No promocional, organizamos eventos ciclísticos como forma de trazer para a população o hábito de pedalar. E com o operacional desenvolvemos efetivamente os projetos de planejamento ciclovário junto às prefeituras, através de convênios - detalhou Tavares, adiantando que a Secretaria já assinou dez desses convênios.
Ao lado disso, a Secretaria desenvolve ações paralelas, como o convênio de cooperação técnica firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o qual está sendo feito o Plano Diretor de Transportes Não motorizados do Estado do Rio.- Este plano vai nortear todas as nossas ações de planejamento cicloviário. Com ele, teremos um instrumento que nos permitirá mais concretamente efetivar os projetos - argumentou o coordenador.
E novas iniciativas estão a caminho para incentivar esse meio de transporte no Estado do Rio. Também presente à abertura do encontro, o secretário nacional de Mobilidade, Luís Carlos Bueno, contou que o Ministério das Cidades irá repassar recursos à Secretaria de Transportes, através de um convênio a ser assinado em outubro, com o objetivo de tornar o Estado do Rio um modelo que possa vir a ser replicado no resto do país.
- Esses recursos serão utilizados na implementação de estudos viários e de ciclovias, aproveitando a nossa expertise nesse assunto que é o Rio Estado da Bicicleta - completou o secretário de Transportes.Segundo a presidente da empresa organizadora do encontro e da competição ciclística, Maria Luisa Jucá, o workshop antecede as provas do Tour do Rio, maior competição de ciclismo de alta performance da América Latina, que percorrerá, entre os dias 28 de julho e 1 de agosto, mais de 10 municípios fluminenses.
- Este projeto procura, sob o aspecto educacional, consicientizar as pessoas sobre como andar no trânsito, qual a forma de inserir a bicicleta no contexto como meio de transporte e de esporte. A gente acredita que através do ciclismo podemos fazer uma reviolução no estado inteiro, diminuindo a poluição e fazendo com que as criança aprendem um pouco a olhar o futuro de uma outra forma - explicou Jucá.
A secretária de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins, também prestigiou a abertura do encontro, além de representantes da Secretaria de Educação e das prefeituras de Angra dos Reis, Três Rios, Cabo Frio, Volta Redonda e Friburgo. O Tour do Rio, que percorrerá 783 quilômetros, reunirá estrelas mundiais dos pedais. Serão cerca de 150 atletas, com equipes convidadas segundo os critérios da União Ciclista Internacional (UCI).
Fonte: diariodovale
"Excesso de velocidade não é mais a única infração de trânsito flagrada pelos radares de Curitiba. Em 20 dias, 50 motoristas foram multados por parar irregularmente em faixas de pedestre, e outros 416 por avançar em sinal vermelho.
As novas funções dos radares foram ativadas pela Diretoria de Trânsito da Urbs - Urbanização de Curitiba S/A no último dia 3 de julho, em cinco endereços da cidade, aumentando a segurança dos pedestres. Outros dois entraram em funcionamento nesta quarta-feira.
Avanço em sinal vermelho é considerada falta gravíssima pelo Código Nacional de Trânsito, e além da multa de R$ 191,54, o motorista perde sete pontos na carteira de habilitação. No caso da parada em faixa de pedestre, considera infração média, o valor da multa é de R$ 85,13, com quatro pontos na carteira.
"As novas funções dos radares têm como objetivo maior o respeito e a segurança dos pedestres. Infelizmente, a punição é a única forma de alertar alguns motoristas para o respeito às leis de trânsito", diz a diretora de Trânsito da Urbs, Rosangela Battistella.
A função de registro de avanço de sinal e parada na faixa está ativada nos equipamentos instalados em locais de intensa travessia de pedestres, como na avenida Brasília, próximo à rua João Cubas; na Comendador Franco/Avenida das Torres perto do número 7.770 no sentido centro-bairro, e perto do número 7.805 no sentido bairro-centro; na Eduardo Carlos Pereira perto da rua Georgi Elias Dyoub Wassouf; e no cruzamento das ruas Julia Wanderley com Desembargador Motta.
No total, a cidade terá 140 radares de fiscalização de limite de velocidade, e metade deles fiscalizará também avanço de sinal vermelho e parada na faixa de pedestres. Todos os radares em funcionamento estão aferidos pelo IPEM/INMETRO, e já foram sinalizados .
Três novos radares entraram em funcionamento à zero hora desta quarta-feira (21), passando para 89 o número de locais onde há radares em operação na cidade. Dos três equipamentos, dois registram, além do excesso de velocidade, o avanço de sinal vermelho e a parada em faixa de pedestre.
No caso da fiscalização de limite de velocidade seis radares estão instalados na avenida Comendador Franco (Avenida das Torres) onde o limite de velocidade é de 70km/h; e quatro estão em locais com velocidade limite de 40km - na Sete de Setembro quase esquina com José de Alencar; João Gualberto com rua da Glória; João Gualberto com Luiz Leão; e República Argentina com avenida Água Verde. Os outros radares estão em ruas e avenidas onde o limite de velocidade é de 60km/h.
A relação completa dos endereços onde há radares em funcionamento está disponível no site da Urbs, Urbanização de Curitiba S/A e da Prefeitura de Curitiba."
Fonte: parana-online
Já é um começo!