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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Conseguiremos impedir a extinção em massa?

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

"Caros amigos,

Hoje existem apenas 300 baleias francas do atlântico norte e 99% das baleias azuis já foram eliminadas. Estes majestosos gigantes estão ameaçadas de extinção e seu caso está sendo usado como exemplo repetidamente. Mas na realidade, um terço de todas as formas de vida no planeta estão à beira da extinção.

O mundo natural está sendo esmagado pela atividade humana, poluição e exploração. Mas existe um plano para salvá-lo - um acordo mundial para criar, financiar e implementar áreas protegidas cobrindo 20% das nossas terras e mares até 2020. Agora mesmo, 193 governos estão reunidos no Japão para enfrentar esta crise.

Nós só temos 3 dias até o fim desta reunião crucial. Especialistas dizem que os políticos estão hesitantes em adotar um objetivo tão ambicioso, mas que um clamor público mundial poderá fazer a diferença, mostrando aos governantes que os olhos do mundo estão sobre eles. Clique para assinar a petição urgente e encaminhe este email amplamente - a mensagem será entregue diretamente para a reunião no Japão:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

Ironicamente 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. Os nossos governos já deveriam estar caminhando para "uma redução significativa da taxa atual da perda da biodiversidade". Eles falharam repetidamente, cedendo para a indústria e trocando assim a proteção das espécies por lucros limitados. Nossos animais, plantas, oceanos, florestas, solos e rios estão sufocando sob fardos imensos de super-exploração e outras pressões.

Os seres humanos são a principal causa desta destruição. Mas podemos reverter a situação - já salvamos espécies da extinção antes. As causas do declínio da biodiversidade são vastas e salvá-la vai exigir uma guinada das promessas vagas, sem clareza de quem financia a proteção, para um plano ousado, com fiscalização rigorosa e financiamento sério. O plano de 20/20 é justamente isto: os governos serão forçados a executar programas rigorosos para garantir que 20% das nossas terras sejam protegidas até 2020, e para isso aumentar drasticamente o financiamento.

Tem que ser agora. Em todo o mundo o quadro está cada vez mais sombrio - há apenas 3.200 tigres na natureza, os peixes dos oceanos estão se esgotando e nós estamos perdendo fontes de alimentos ricos para a monocultura. A natureza é resistente, mas temos que prover espaços seguros para ela se recuperar. É por isso que esta reunião é fundamental - é um momento decisivo para acelerar ações baseadas em compromissos claros para proteger nossos recursos naturais.

Se os nossos governos sentirem a pressão esmagadora do público para serem corajosos nós podemos convencê-los a aderirem ao plano de 20/20 nesta reunião. Mas para isto vamos precisar que cada um de nós que está recebendo esta mensagem, faça-a ecoar até chegar na convenção no Japão. Assine esta petição urgente abaixo e depois encaminhe-a amplamente:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

Este ano os membros da Avaaz tiveram um papel fundamental na proteção dos elefantes, defendendo a proibição da caça às baleias, e garantindo a maior Reserva Marinha do mundo nas Ilhas Chagos. Nossa comunidade tem mostrado que podemos definir objectivos ambiciosos - e vencer. Esta campanha é a próxima etapa na batalha essencial para criar o mundo que a maioria de nós em todos os lugares querem - onde os recursos naturais e das espécies são valorizados e o nosso planeta está protegido para as futuras gerações.

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

Com esperança,

Alice, Iain, Emma, Ricken, Paula, Benjamin, Mia, David, Graziela, Ben, eo resto da equipe da Avaaz"

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cidade do Reino Unido usa esgoto tratado para aquecer casas


Chefes de família de Didcot, cidade inglesa no condado de Oxfordshire, se tornaram os primeiros no Reino Unido a utilizar o gás fabricado a partir de seus próprios resíduos humanos e fornecidos através da rede nacional para aquecer seus lares.
Até 200 casas em Oxfordshire vão usar biometano feito a partir de esgoto que haviam descartado pela descarga durante as três semanas anteriores. O esgoto é limpo antes de ser transformado em biometano útil.
As empresas da área British Gas, Thames Water e Scotia Gas Networks têm a esperança de lançar o mesmo processo em todo o Reino Unido. Segundo uma perspectiva da União Europeia, até 2020, 15% da energia produzida pela Grã-Bretanha virá de fontes renováveis.
Orrill Martin, diretor de tecnologia, energia e inovação da British Gas, afirma que o fornecimento de gás através da rede nacional foi um passo lógico na oferta energética do país para cumprir esses objetivos. Ele acrescenta que os clientes não tem necessidade alguma de se sentirem enjoados, muito pelo contrário; eles devem estar orgulhosos de participar do esforço de reciclagem incomum.
“Eles não notarão qualquer diferença já que a de energia renovável não tem odor e a infraestrutura para entregar o gás já está pronta”, garantiu. Todo o processo deve levar cerca de 23 dias desde a descarga até o retorno como fonte de energia.
A prática do uso de biodigestores – bactérias cuidadosamente geridas – para transformar as fezes em um meio de geração de energia elétrica já está bem estabelecida em todo o país.
Mãe de duas crianças, Kathryn Rushton, de 45 anos, está entre os pioneiros cujo fornecimento de gás vem de esgoto. “Eu falei a meus filhos sobre a origem da energia e primeiro eles torceram os narizes”, conta. “Mas depois eles pensaram melhor e viram que é uma ótima ideia”.
“É feita a partir de algo que todos nós produzimos e é renovável. Estamos lutando para encontrar fontes de energia, de modo que devemos usar tudo o que pudermos. Eu sou definitivamente uma defensora dessa”, assegura.
Outras empresas de energia também anunciaram seus planos para injetar biometano direto para a rede no futuro. A United Utilities planeja servir 500 casas em Manchester utilizando o mesmo sistema empregado em Oxfordshire.O esquema de US$ 4,3 milhões entraria em vigor na metade de 2011.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Evento: Domingo = Pedal

"Neste domingo dia 10/10/10 acontecerá uma ação mundial em prol da redução do nível de CO2 na atmosfera, articulada pelo grupo 350.org!

Atualmente este nível se encontra em torno de 390ppm (partes por milhão), mais de 10% acima do limite máximo para a saúde humana, que é de 350ppm, por isso o nome: Pedalada dos 350!

  
     
Esta causa está diretamente ligada com os princípios da KurtiBike e de outros grupos como o Curitiba Bike Riders (grupo de pedaladas formado através do Couch Surfing) e o grupo Transporte Humano. Em conjunto faremos uma pedalada neste domingo para representar Curitiba neste evento mundial!

Como apoio, a KuritBike vai emprestar suas bicicletas de graça para quem quiser participar do passeio e não tiver uma (entre em contato antes para saber se ainda existem bikes disponíveis).

Então não se esqueça: Neste domingo dia 10/10/10 às 10 da manhã nos encontraremos no Passeio Público de Curitiba o lado do bicicletário para aproveitarmos um domingo livre de cabono e compartilhar com as pessoas de nossa cidade esta causa muito importante!"
Por KuritiBike

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Água e florestas em perigo


No dia da Árvore, 21 de Setembro, diga não ao projeto de lei que pretende desfigurar o Código Florestal Brasileiro.
Boca Maldita – 10h as 18h – coleta de assinaturas, distribuição de material, infos
Pça. Santos Andrade – 16h – cortejo do funeral das nossas florestas (venha de preto)
 Clique na imagem para melhor vizualiza-la

De Flávio Krüger

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O estupro diário da natureza

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunida em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972 foi atenta à necessidade de um critério e de princípios comuns que ofereçam aos povos do mundo inspiração e guia para preservar e melhorar o meio ambiente humano. Proclama, entre outros, que: a) o homem é ao mesmo tempo obra e construtor do meio ambiente que o cerca, o qual lhe dá sustento material e lhe oferece oportunidade para desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente.
Em larga e tortuosa evolução da espécie humana neste planeta chegou-se a uma etapa em que, graças à rápida aceleração da ciência e da tecnologia, o homem adquiriu o poder de transformar, de inúmeras maneiras e em uma escala sem precedentes, tudo o que o cerca; b) o homem deve fazer constante avaliação de sua experiência e continuar descobrindo inventando, criando e progredindo.
Hoje em dia, a capacidade do homem de transformar o que o cerca, utilizada com discernimento, pode levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e oferecer-lhes a oportunidade de enobrecer sua existência.
Aplicado errônea e imprudentemente, o mesmo poder pode causar danos incalculáveis ao ser humano e a seu meio ambiente. Em nosso redor vemos multiplicarem-se as provas do dano causado pelo homem em muitas regiões da terra, níveis perigosos de poluição da água, do ar, da terra e dos seres vivos; grandes transtornos de equilíbrio ecológico da biosfera; destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências, nocivas para a saúde física, mental e social do homem, no meio ambiente por ele criado, especialmente naquele e que vive e trabalha; c) nos países industrializados, os problemas ambientais estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico; d) o crescimento natural da população coloca continuamente, problemas relativos à preservação do meio ambiente, e devem-se adotar as normas e medidas apropriadas para enfrentar esses problemas. De todas as coisas do mundo, os seres humanos são a mais valiosa; e) chegamos a um momento da história em que devemos orientar nossos atos em todo mundo com particular atenção às conseqüências que podem ter para o meio ambiente. Por ignorância ou indiferença, podemos causar danos imensos ou irreparáveis ao meio ambiente da terra do qual dependem nossa vida e nosso bem-estar.
Interessante que o homem, neste documento, aparece como “a coisa mais valiosa do mundo”. Ainda segundo ele, os seres humanos são os que “promovem o progresso social, criam riqueza social, desenvolvem a ciência e a tecnologia e, com seu árduo trabalho, transformam continuamente o meio ambiente humano. Com tais avanços na produção, na ciência e na tecnologia, a capacidade do homem de melhorar o meio ambiente aumenta a cada dia que passa”.
Mas será mesmo? Percebo em alguns pontos do documento mais uma prova cabal da arrogância e do egocentrismo de uma espécie que continuamente, em nome do progresso e do desenvolvimento econômico está destruindo o planeta. Como será o homem ‘a coisa mais valiosa do mundo’ se por si só não consegue sobreviver sem desmantelar o que o cerca? Suspeito desta afirmação. Penso que valioso seja alguém que tenha coragem para subsistir sem aniquilar, extinguir ou abater nenhuma outra espécie que faça parte do mesmo pedaço da terra em que viva.
Nada contra o documento, muito pelo contrário, mas para mim, valiosa é a Terra, seus vegetais, seus animais, tudo o que nela estava -e ainda está- antes do homem chegar e por nela a sua mão devastadora. Cidades onde administradores públicos afirmam que há árvores sem função ecológica e as destroem para em seu lugar, de forma equivocada, espalhar concreto para que mais carros andem, e que arrancam árvores nativas para construir canchas de rodeio em nome de uma pseudo-tradição, não podem ser consideradas modernas. Moderna é uma cidade que amplia seus espaços ao humano, dialoga com o meio ambiente, preserva o ar, não escraviza nem explora os animais, e que retira os carros das ruas deixando a cidade aos seus verdadeiros donos: os cidadãos.

De Vista-se

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Curitiba capital ecológica; na década de 90!

"Curitiba, que recebeu a alcunha de capital ecológica na década de 90, já não é mais a mesma. O levantamento “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável”, divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz dados que assustam até quem não se preocupa muito com o meio ambiente. De acordo com o estudo, a região da capital paranaense é uma das campeãs em picos de emissão de poluentes. Curitiba foi a cidade que mais violou os limites tolerados de poluição atmosférica nos últimos anos. Para se ter uma ideia do ponto a que chegamos, em relação ao PM10 – espécie de poeira perigosa por ser mais fina e atingir com mais facilidade os pulmões – foram registrados 24 abusos na região de Curitiba, contra dois no Rio de Janeiro e dois em São Paulo, durante todo o ano de 2008. Em reportagem da Gazeta do Povo, o secretário de Meio Ambiente de Curitiba, José Andreguetto, afirmou que “essas violações não querem dizer que é o caso de uma emergência e que temos de mobilizar a sociedade para evacuar a cidade”. Ainda não chegamos a esse extremo, é claro, mas essas violações são com certeza uma alerta para que medidas de combate à poluição sejam tomadas desde agora. Fiscalizar a frota de carros e a indústria já seria um bom começo."
Fonte: gazetadopovo

Curitiba não é mais a mesma!

domingo, 5 de setembro de 2010

Forro ecológico usa saco vazio de cimento

Um projeto dos formandos do curso técnico em construção civil-edificações da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) João Martins Coube, de Bauru, promete ser uma alternativa tanto de aproveitamento sustentável dos materiais quanto de impulso econômico para diferentes setores.

A inovação, batizada de “Forreco” (originada de forro ecológico), baseia-se na produção de placas para forro concebidas a partir da transformação do papel dos sacos de cimento vazios.

O material é um dos principais itens de lixo nas construções e é de reciclagem considerada praticamente inviável economicamente .

Além de tirar do meio ambiente grande quantidade de detrito poluidor, cujo tempo de decomposição é alto e resulta em poluição do ar e de lençóis freáticos pela presença de resíduos do cimento em pó, a iniciativa também é de cunho socioeconômico, defendem idealizadores, professores e direção da escola.

“Além do caráter ecológico, também há o foco social”, destaca Ademir Redondo, diretor do Senai de Bauru. “Proporcionaríamos material de custo menor, com a possibilidade da implantação do forro até mesmo nos empreendimentos mais populares”, enaltece o aluno Cosme Cipriano, autor do projeto ao lado dos colegas Eliane Regina Ariosi Campos, Michel Lucas Medeiros e Gildo Bonfim da Silva.

A ideia faz parte do trabalho de conclusão de curso dos estudantes e fez sucesso durante a edição 2010 do programa “Inova Senai”, que premia alunos e professores da escola que apresentarem os melhores projetos de pesquisa aplicada. Exposta até anteontem em São Paulo, a proposta chamou a atenção de construtores e acadêmicos da área, além de ganhar destaque na mídia nacional.

Selecionado entre 132 projetos apresentados por alunos de todo o Estado, o trabalho dos estudantes bauruenses ficou entre os 40 melhores que buscam uma vaga na etapa nacional do concurso. 

Do lixo para o teto
Para a elaboração do projeto, os alunos percorreram construções por toda a cidade e observaram a grande quantidade de sacos de papel descartados. Com o alto valor da reciclagem, resultante do custo para separar resíduos de cimento do papel, as embalagens se tornam problema ambiental caso não sejam destinadas para aterros ou bolsões específicos.

A partir do reaproveitamento, enfatiza o professor do curso e arquiteto Luiz Antônio Branco, é agregado valor a um material praticamente desprezado, inclusive por catadores de itens recicláveis.

As placas, assegura o arquiteto, são duráveis e possuem resistência. “Elas são reforçadas por fibras formadas pela própria permanência de resto de cimento junto ao papel. Esse é o contraponto. Não é viável reciclar, mas, ao mesmo tempo, isso deixa o material perfeito para o produto”, explica Branco.

“Além disso o próprio papel é de altíssima resistência”, acentua o professor, salientando, ainda, que os resíduos do cimento deixam as placas de forro resistentes ao fogo. Testes feitos com auxílio de maçarico comprovam essa característica, asseguram aluno e professor. “O fogo não atravessa”, garante Branco. “Claro que muitos outros testes ainda precisam ser feitos. Estamos em fase inicial”, pondera.

Entulho de construção deve ir para bolsão
Em Bauru, o entulho da construção civil legalmente recolhido é remetido para um bolsão controlado. Previsto pela resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que classifica os resíduos de acordo com categorias. O procedimento, além de evitar a poluição, seja do solo, ar ou visual, ainda auxilia no controle de outro problema ambiental, as erosões.

Os chamados resíduos inertes (tijolos, blocos ou cerâmicas), detalha o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, por não necessitarem de qualquer processo de beneficiamento, quando não há incentivo para reaproveitamento por parte dos próprios construtores, são empregados no combate às fissuras no solo.

“Temos a lei municipal número 4.646, de 2002, que permite a utilização dos resíduos para conter a voçoroca e hoje destinamos para algumas áreas erodidas”, acrescenta o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Sidnei Rodrigues.

Todo o material destinado ao bolsão da prefeitura é recolhido por transportadores especializados filiados à Associação dos Transportadores de Resíduos Inertes (Asten), com cerca de 30 filiados. “Eles próprios fiscalizam a qualidade do material que chega. Se for notado resíduo fora das características eles entram em contato conosco, além de também termos fiscal lá”, detalha.

Transportadores e empresas que depositam resíduos fora das especificações, ou seja, de outras categorias, como produtos químicos, são notificados e, em caso de reincidência, multados.

Os rejeitos de outras especificações, detalham o secretário Valcirlei Gonçalves da Silva e o diretor de divisão da Semma, são encaminhados para áreas adequadas em outras cidades, a cargo das próprias construtoras.

Caso a empresa seja flagrada depositando entulho de forma irregular, fica passível de advertência e multas variantes entre R$ 500,00 e R$ 50 mil. Mas um empreendimento da cidade chegou a totalizar mais de R$ 250 mil como punição pela prática. A multa é questionada pela empresa na Justiça. “Provavelmente ela vai perder todos os bens”, confia Rodrigues.

Por Luiz Beltramin
Fonte JCNET

sábado, 4 de setembro de 2010

As bicicletas e as políticas citadinas

Mais um ano de “quase” democracia. A farsa da política representativa já é tão sentida quanto os sorrisos de marketing da maioria dos candidatos ao pleito. A disputa pelo consenso leva a destruição de todo pensamento original. A ânsia pela aprovação conduz os candidatos a criar todo tipo de parafernália artificial e mentirosa que almeja a ludibriação explícita. A repetição dos jargões leva a ausência de toda reflexão crítica, mesmo quando a prática pareça exigir ao menos um grito de reprovação.

Nos últimos anos, no entanto, o imaginário urbano vem sendo tomado de assalto por ideias realmente revolucionárias. Há quem pense que as calçadas possam virar pomares, os terrenos baldios transformarem-se em hortas e o campo “invadir” a cidade; outros que afirmam, sem nenhuma ingenuidade, que cada comunidade pode e deve ser responsável pela gestão de seus próprios resíduos. Declaram ainda que o bairro da Caximba deve se tornar uma área de recuperação ambiental permanente.

Existe também uma série de “perturbadores” que desejam libertar o limitado espaço urbano da exagerada e degradante concentração de automóveis. Dizem, estes idealistas, que a cidade deve voltar a ser um espaço de convivialidade, que a dimensão humana das coisas deve ser resgatada.

Tais movimentos são pontuais, mas reclamam uma crítica generalizada. Buscam, na verdade, formas de atuação diretas. Desejam um ambiente de respeito genuíno ao ciclista. A bicicleta é considerada, por eles, um poderoso símbolo, capaz de transformar a imagem que temos de nós mesmos e da cidade como um todo. Optar pela bicicleta é, em nossa realidade atual, ir contra a corrente. Resistir às pressões das empresas automobilísticas, das empreiteiras, da especulação imobiliária e a todo um sistema que, como apontou Illich, pretende fazer do homem um consumidor passivo de mercadorias por toda a vida.

Há na escolha pela bicicleta, certamente, caminhos perigosos. Há o risco de redescobrir a vida mais autêntica. A brincadeira das crianças. O tempo livre do relógio. O prazer da autopropulsão. Há também o elogio da cidade invisível – aquela que somente quem anda e pedala conhece, pois está atento aos detalhes da microvida urbana. A bicicleta favorece o acesso à cidade e é dever do poder público levar isso em consideração.

Neste mês de setembro, que hoje se inicia, Curitiba é mais uma vez palco de ações de diversos desses grupos que visam mobilizar as consciências em uma transformação política efetiva. Atividades que provocam uma nova atenção, um novo olhar sobre a cidade. É o mês da bicicleta.

O fim do inverno anuncia uma realidade florida, permeada de sonhos e vislumbres de uma cidade onde o pé do pedestre seja a referência de saúde e vitalidade. Onde os ciclistas não precisem confrontar a ignorância e a rispidez da multidão motorizada.

Setembro é o mês da bicicleta. Que assim seja por muitas primaveras!

Goura Nataraj, filósofo, membro do Coletivo Interlux, é professor de sânscrito.

gazetadopovo

"Cidade não é problema; cidade é solução" de Jaime Lerner

É com esse pensamento que o brasileiro Jaime Lerner começa sua palestra na conferência do TED. O paranaense ganhou destaque no cenário internacional da década de 70, quando liderou a revolução que transformou a cidade de Curitiba em exemplo de planejamento sustentável, transportes públicos eficientes, respeito ao meio ambiente e foco nas pessoas. No vídeo, ele conta de forma bem humorada a chave para transformar as cidades em soluções para problemas globais, como as mudanças climáticas.
Lerner afirma que todas as cidades do mundo podem ser melhoradas em menos de três anos, independente de escala ou de recursos financeiros. "Todo problema de uma cidade tem de ter sua própria equação de co-responsabilidade", afirma. Ela conta que um dos segredos para isso é o design urbano. "Toda cidade tem seu próprio design. Mas para fazer acontecer, às vezes você tem de propor um cenário e uma ideia que todos, ou a grande maioria, irão ajudá-lo a fazer acontecer”.
Para isso, é preciso pensar em toda a estrutura da cidade, torná-la mais conectada e menos segmentada. E para fazer com que as pessoas circulem por ela de forma eficiente e menos agressiva é preciso combinar todos os meios de transportes existentes em um modelo único, sem fazer com que eles briguem pelo mesmo espaço.



Clique em View subtitles e selecione a legenda que desejar



Exemplo desse modelo é a Rede Integrada de Transporte (RIT), sistema de mobilidade desenvolvida na cidade de Curitiba durante sua gestão como prefeito da cidade. Durante a palestra, Lerner fala sobre a criação e o funcionamento da RIT e como foi preciso 25 anos até que outra cidade (Bogotá) se inspirasse a fazer o mesmo.
Hoje, o sistema já é referência para dezenas de outras cidades espalhadas pelo mundo. “Isso significa que duas coisas: mobilidade e sustentabilidade, estão se tornando muito importantes para as cidades”, afirma. Ele garante que a importância dessa disseminação é vital, e não apenas para o local onde a mudança está sendo feita. “Toda cidade, apesar dos problemas normais, têm um papel muito importante em conviver com toda a humanidade”.
Outra dica do arquiteto é trabalhar de forma rápida, sem perder muito tempo com planejamentos. "Não podemos ser tão prepotentes e pensar que temos todas as respostas. É importante começar e ter a contribuição de pessoas, e elas podem ensinar você se você não estiver no caminho certo"


De EcoDesenvolvimento.org em 23/09/2009

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Filme - Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte



Comentários:

Lembrando ainda, que um litro de gasolina é energia para mais de uma hora de chuveiro elétrico!!! ESTAMOS DESPERDIÇANDO VÁRIAS "BELO MONTES" PELAS RUAS DAS CIDADES.
De André Caon Lima

Gente bem preprada pelas ONGs...
Desonestas!
De J.C.Cascaes

Embora possa existir um pouco de manipulaçao internacional (ONGs preparadas para isso), a denuncia é de cunho veridica.
Somos contra a construçao da Usina de Belo Monte pois os danos socio-ambientais serao muito maiores que os benefícios que posssam vir a ser gerados.
A racionalizaçao do consumo energético me parece mais necessária que o aumento da produçao da mesma.
Em grandes centros urbanos, automóveis mono-ocupados consomem o que seria suficiente para cobrir a
produçao de Belo Monte. assim, bastaría "compartir el coche" para nao ter que atuar na construçao de um trauma como esse. Usando o transporte público entao...nem se fala.
De Roberto Ghidini Jr

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Programação do mês da Bicicleta

Já chegando setembro, e enfim a programação do Arte Bicicleta & Mobilidade  2010, várias coisas legais para todos os gostos.


Clique na imagem para ampliar
 Gravura: José Roberto da Silva.
Visite: http://artebicicletamobilidade.wordpress.com/

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rock in Rio terá tapete de dança e bicicletas

Brincadeiras vão incentivar respeito ao ambiente. Plásticos serão reciclados

POR CRISTINE GERK
Rio - O Rock in Rio do ano que vem vai se transformar num grande parque de diversões verde. O público será convidado a pular em tapetes de dança e pilotar bicicletas que geram energia através do movimento. Além disso, haverá máquinas tipo caça-níquel, onde os roqueiros poderão reciclar suas garrafas plásticas.
Foto: Divulgação
Os organizadores do festival vão premiar quem topar participar das brincadeiras ligadas ao meio ambiente. Os vencedores das disputas responderão a um quiz e, se acertarem as questões, ganharão presentes, como camisetas e bonés.
As emissões de carbono do evento serão compensadas com plantio de árvores ou com apoio em projetos ambientais. Todos os resíduos produzidos no festival, como recipientes de plástico e de papel, serão direcionados para reciclagem. Lata e vidro não são permitidos no evento. “Vamos fazer uma campanha pelo uso do transporte público, já que metade das emissões do festival vem do deslocamento”, comenta Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio. “Estamos estudando ainda a contratação de mão de obra de baixa renda para trabalhar no festival”.
O festival ocupará 150 mil metros quadrados em Jacarepaguá, com investimento de R$ 40 milhões da prefeitura. O espaço será adaptado para área de lazer de atletas na Olimpíada de 2016 e servirá como arena permanente para grandes shows no Rio. Acima, simulação de como ficará o local | Foto: Divulgação

Fonte: o dia online Terra

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Secretarias do Meio Ambiente se reúnem para debater projetos sustentáveis para a Copa de 2014

As questões de licenciamento ambiental e os projetos de sustentabilidade das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 estão sendo discutidos nesta quinta-feira (29/7) na 2ª Reunião da Câmara de Meio Ambiente do Ministério do Esporte, em Brasília. Os debates envolvem obras nos estádios, mobilidade urbana, aeroportos e outros que fazem parte da Matriz de Responsabilidades firmada entre governo federal, estados e municípios.

Os representantes das prefeituras e de governos estaduais presentes à reunião apresentam relatórios sobre o andamento da instalação das câmaras de Meio Ambientes nos níveis municipal e estadual, e também os trabalhos que vêm sendo realizados nessa área para viabilizar os projetos ligados à Copa do Mundo que precisam levar em consideração as questões ambientais para receberem licenciamento das secretarias estaduais e municipais.

Entre as cidades que apresentaram seus relatórios pela manhã, Belo Horizonte foi um dos destaques. A cidade mostrou a estrutura já montada para acompanhar e certificar os projetos que serão realizados para o Mundial de 2014. Tudo está vinculado ao Planejamento Estratégico Integrado para a Copa, com grupos temáticos organizados em áreas como marketing e turismo, que possui uma lista de projetos, entre eles, o da Lagoa da Pampulha, que envolve desassoreamento, tratamento e saneamento.

A representante do Rio de Janeiro, Márcia Real, explicou que o estado ainda não criou uma Câmara de Meio Ambiente, mas já desenvolve muitas ações de sustentabilidade direcionadas para as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas na cidade e já poderão ser aproveitadas durante a Copa de 2014. Sobre o Estádio do Maracanã, ela disse que o licenciamento ambiental para as obras já está concedido.

O coordenador da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa de 2014 do Ministério do Esporte, Cláudio Langone, falou sobre os projetos que o governo federal deseja desenvolver para a Copa de 2014. Um deles é o da Copa Orgânica, que “visa a ampliar o mercado de produtos orgânicos ou sustentáveis, tendo como objetivo a Copa e com vistas a aumentar a oferta e diminuir os preços desse tipo de produto agrícola”. Para isso, é preciso identificar e certificar os produtores que possam participar da cadeia de distribuição orgânica.
Fonte: superesporte