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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Água e florestas em perigo


No dia da Árvore, 21 de Setembro, diga não ao projeto de lei que pretende desfigurar o Código Florestal Brasileiro.
Boca Maldita – 10h as 18h – coleta de assinaturas, distribuição de material, infos
Pça. Santos Andrade – 16h – cortejo do funeral das nossas florestas (venha de preto)
 Clique na imagem para melhor vizualiza-la

De Flávio Krüger

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O estupro diário da natureza

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunida em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972 foi atenta à necessidade de um critério e de princípios comuns que ofereçam aos povos do mundo inspiração e guia para preservar e melhorar o meio ambiente humano. Proclama, entre outros, que: a) o homem é ao mesmo tempo obra e construtor do meio ambiente que o cerca, o qual lhe dá sustento material e lhe oferece oportunidade para desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente.
Em larga e tortuosa evolução da espécie humana neste planeta chegou-se a uma etapa em que, graças à rápida aceleração da ciência e da tecnologia, o homem adquiriu o poder de transformar, de inúmeras maneiras e em uma escala sem precedentes, tudo o que o cerca; b) o homem deve fazer constante avaliação de sua experiência e continuar descobrindo inventando, criando e progredindo.
Hoje em dia, a capacidade do homem de transformar o que o cerca, utilizada com discernimento, pode levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e oferecer-lhes a oportunidade de enobrecer sua existência.
Aplicado errônea e imprudentemente, o mesmo poder pode causar danos incalculáveis ao ser humano e a seu meio ambiente. Em nosso redor vemos multiplicarem-se as provas do dano causado pelo homem em muitas regiões da terra, níveis perigosos de poluição da água, do ar, da terra e dos seres vivos; grandes transtornos de equilíbrio ecológico da biosfera; destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências, nocivas para a saúde física, mental e social do homem, no meio ambiente por ele criado, especialmente naquele e que vive e trabalha; c) nos países industrializados, os problemas ambientais estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico; d) o crescimento natural da população coloca continuamente, problemas relativos à preservação do meio ambiente, e devem-se adotar as normas e medidas apropriadas para enfrentar esses problemas. De todas as coisas do mundo, os seres humanos são a mais valiosa; e) chegamos a um momento da história em que devemos orientar nossos atos em todo mundo com particular atenção às conseqüências que podem ter para o meio ambiente. Por ignorância ou indiferença, podemos causar danos imensos ou irreparáveis ao meio ambiente da terra do qual dependem nossa vida e nosso bem-estar.
Interessante que o homem, neste documento, aparece como “a coisa mais valiosa do mundo”. Ainda segundo ele, os seres humanos são os que “promovem o progresso social, criam riqueza social, desenvolvem a ciência e a tecnologia e, com seu árduo trabalho, transformam continuamente o meio ambiente humano. Com tais avanços na produção, na ciência e na tecnologia, a capacidade do homem de melhorar o meio ambiente aumenta a cada dia que passa”.
Mas será mesmo? Percebo em alguns pontos do documento mais uma prova cabal da arrogância e do egocentrismo de uma espécie que continuamente, em nome do progresso e do desenvolvimento econômico está destruindo o planeta. Como será o homem ‘a coisa mais valiosa do mundo’ se por si só não consegue sobreviver sem desmantelar o que o cerca? Suspeito desta afirmação. Penso que valioso seja alguém que tenha coragem para subsistir sem aniquilar, extinguir ou abater nenhuma outra espécie que faça parte do mesmo pedaço da terra em que viva.
Nada contra o documento, muito pelo contrário, mas para mim, valiosa é a Terra, seus vegetais, seus animais, tudo o que nela estava -e ainda está- antes do homem chegar e por nela a sua mão devastadora. Cidades onde administradores públicos afirmam que há árvores sem função ecológica e as destroem para em seu lugar, de forma equivocada, espalhar concreto para que mais carros andem, e que arrancam árvores nativas para construir canchas de rodeio em nome de uma pseudo-tradição, não podem ser consideradas modernas. Moderna é uma cidade que amplia seus espaços ao humano, dialoga com o meio ambiente, preserva o ar, não escraviza nem explora os animais, e que retira os carros das ruas deixando a cidade aos seus verdadeiros donos: os cidadãos.

De Vista-se

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Filme - Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte



Comentários:

Lembrando ainda, que um litro de gasolina é energia para mais de uma hora de chuveiro elétrico!!! ESTAMOS DESPERDIÇANDO VÁRIAS "BELO MONTES" PELAS RUAS DAS CIDADES.
De André Caon Lima

Gente bem preprada pelas ONGs...
Desonestas!
De J.C.Cascaes

Embora possa existir um pouco de manipulaçao internacional (ONGs preparadas para isso), a denuncia é de cunho veridica.
Somos contra a construçao da Usina de Belo Monte pois os danos socio-ambientais serao muito maiores que os benefícios que posssam vir a ser gerados.
A racionalizaçao do consumo energético me parece mais necessária que o aumento da produçao da mesma.
Em grandes centros urbanos, automóveis mono-ocupados consomem o que seria suficiente para cobrir a
produçao de Belo Monte. assim, bastaría "compartir el coche" para nao ter que atuar na construçao de um trauma como esse. Usando o transporte público entao...nem se fala.
De Roberto Ghidini Jr

terça-feira, 27 de julho de 2010

Índios trocam reféns por gerentes da usina invadida

Os cerca de 250 índios que mantinham reféns 280 funcionários do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Dardanelos, em Aripuanã (MT), no noroeste mato-grossense, a 1.050 km de Cuiabá, aceitaram, na noite de domingo (25), trocar todos os reféns por seis engenheiros e gerentes de setor, que se ofereceram para ficar no lugar dos trabalhadores braçais.

"O clima está tranquilo no local. Inclusive já retiramos as nossas viaturas e voltaremos para a usina na manhã de hoje. Os reféns estão no pátio, onde ficam o alojamento, o refeitório, a farmácia etc", afirmou o capital Sebastião Taques do Espírito Santo, comandante da Companhia Independente da Polícia Militar de Aripuanã.

Ainda segundo o oficial da PM, está prevista para a manhã desta segunda-feira (26) uma reunião entre os indígenas e uma comissão, formada por representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e agentes da Polícia Federal. O policial afirma que os R$ 10 milhões noticiados pela imprensa como sendo a reivindicação dos indígenas não partiu de nenhum dos que invadiram a hidrelétrica.

Segundo o coordenador da Funai em Juína (MT), Antônio Carlos Ferreira Aquino, os índios reivindicam ações de reparação porque a hidrelétrica está sendo construída em cima de um cemitério sagrado para eles. “Eles não querem dinheiro em mãos”, explica Aquino. “O que eles querem é um programa de sustentabilidade da área que venha a ressarcir a perda que eles tiveram com esse sítio arqueológico”, completa o coordenador da Funai.
 Fonte: Abril Notícias

Onda sustentável invade a bolsa

Investidores querem ações de empresas comprometidas com questões sociais e ambientais. Para o Ethos, as corporações estão atentando para as questões que vão influenciar os negócios nos próximos anos.
 
Quais são os fatores que fazem um investidor comprar ações de uma determinada companhia no mercado de capitais? A perspectiva de crescimento, o potencial de um setor, a solidez de uma marca? Pois saiba que, além desses quesitos, cada vez mais os interessados em apostar no sobe e desce das bolsas têm considerado um indicador antes de mirar um alvo específico para aplicar seus recursos. É o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que mede o grau de envolvimento das organizações com questões como responsabilidade social e comprometimento ambiental. O indicador, inclusive, tem maior valorização do que outros mais famosos. Enquanto no último ano a tradicional carteira de ações baseada no Ibovespa subiu 21,12%, o ISE registrou um crescimento de 28,38%.

A ideia, que surgiu em 2005 na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), segue de perto uma tendência mundial, em que a rentabilidade de uma empresa está estreitamente relacionada com o comprometimento que ela tem com o social, o ambiental e aspectos relacionados à governança corporativa.

O interesse das empresas de ter seus papéis negociados com base no ISE pode ser medido pelo aumento da carteira composta por companhias tidas como sustentáveis. Quando o índice entrou em vigor, eram negociadas 33 ações de 28 empresas. Cinco anos depois, essa carteira já conta com 43 papéis das 34 companhias emissoras das 200 ações mais negociadas na Bolsa. Essas firmas, que atuam nos mais variados ramos da economia, como telecomunicações, energia, construção, bancos, aviação e siderurgia, têm um valor de mercado que chega a R$ 730 bilhões. “Quando o ISE foi lançado, havia apenas dois fundos que tinham como foco a sustentabilidade. Hoje, já existem 10”, conta a coordenadora de Índices de Preços da BM&FBovespa, Cristiane Quinta.

Dados da BM&FBovespa mostram que aqueles que apostaram em empresas com ações atreladas ao índice não têm do que reclamar. Desde quando foi criado, o indicador sofreu uma variação positiva de 85% na bolsa.

Boa imagem
“A procura por investimentos socialmente responsáveis não é recente e vem crescendo ao longo do tempo. As empresas sustentáveis geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão baseadas num tripé que envolve o meio ambiente, a sociedade e a solidez econômica”, conta o diretor de renda variável do Bradesco Asset Management, Herculano Aníbal Alves, acrescentando que as companhias que levam o “selo” ISE são muito bem vistas na Bolsa. “Acho que todas as companhias que têm papéis na BM&FBovespa querem fazer parte do índice. Isso agrega valor à marca e à sua imagem perante o consumidor. Se o investidor tiver que optar por duas empresas, é claro que ele vai naquela que tem uma melhor reputação dentro desses quesitos”, disse.

No entanto, não é qualquer empresa que pode fazer parte desse seleto rol das ações que têm o índice como referência. As companhias que desejam se inserir na carteira ISE — que é renovado no fim de todos os anos — devem passar por um longo e rigoroso processo de avaliação. Cabe a um Conselho Deliberativo, formado por instituições ligadas ao setor financeiro e socioambiental, examinar com lupa o histórico e a atuação das corporações levando em consideração diferentes critérios como políticas, indicadores de comprometimento, gestão de programas e metas sustentáveis, impacto que causam ao meio ambiente, entre outros.

Preocupação mundial
De acordo com a diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto, o indicador reflete o momento vivido pelo mundo, de preocupação em torno de assuntos relacionados ao meio ambiente e boa governança. “Quando temos eventos traumáticos na natureza, como o vazamento de petróleo no Golfo do México ou o furacão Katrina — que impactou, e muito, os negócios das seguradoras —, somos deparados com uma realidade que nos faz refletir sobre os possíveis riscos de se investir num negócio que não é comprometido com o lado social e ambiental. Por isso, com a mudança de postura que o mercado vem adotando, os investidores estão passando a se importar cada vez mais com questões relacionadas à sustentabilidade. A tendência é que se invista cada vez mais nas empresas ISE, fazendo com que elas rendam mais”, declara.

Para o gerente de comunicação do Instituto Ethos, João Gilberto Azevedo, aos poucos, o ambiente empresarial atual está se atentando para as questões que vão influenciar, inclusive, os próprios negócios nos próximos anos, como os relacionados à distribuição da riqueza e ao uso predatório dos recursos naturais. “Aquelas companhias que têm uma estrutura mais robusta estão colocando esses temas rapidamente em sua agenda estratégica.
Fonte: correiobraziliense

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mudança no Código Florestal Brasileiro é um retrocesso

No tempo em que se deveria endurecer ainda mais o coração contra o desmatamento e lidar com a destruição das matas e da natureza com punho de ferro, o Brasil dá um passo para trás e aprova um código de leis permissivas que condenam o meio ambiente.
Nos tempos em que mais o ser humano precisa se conscientizar e agir em defesa da natureza, mudanças extremamente questionáveis ocorrem no Código Florestal Brasileiro, que chegam mesmo a ameaçar florestas e ecossistemas nacionais, causando prejuízos a toda a população, atual e futura, do planeta.
Instituído em 1965, o Código Florestal é um dos mais importantes sistemas de leis de proteção ambiental do país, contendo pressupostos vitais na conservação de recursos naturais. As alterações no corpo do documento marcam um retrocesso histórico e colocam em risco a sobrevivência das espécies, matas e reservas florestais.
Igualmente a diversos golpes políticos que o passado registrou em nossa história, essas mudanças mais se parecem com uma manobra bem articulada para o beneficio imediatista, limitado e irresponsável de alguns, sobretudo, dos ruralistas que alegam precisar de mais chão para plantar e criar, dando, com isto, o alimento que o mundo deseja.
Não se pode dizer que não era necessária uma reforma no código; ao contrário, isto era evidente e vinha sendo discutido com recorrência até que se criou a Câmara Técnica Temporária no Conselho Nacional de Meio Ambiente, que passou a construir, desde abril de 1999, a modernização da legislação florestal, mediante consulta ampla e democrática.
Foi justamente esta postura democrática, para não voltar a dizer a consciência, que faltou no momento de se firmarem as alterações, já que se pendeu para um só lado: o dos ruralistas. Mesmo com os esforços para deter a articulação rápida entre as entidades civis ligadas a questões ambientais, o texto substitutivo que recebeu o nome de Projeto de Conversão tramitou em tempo recorde e chegou ao Congresso Nacional em apenas seis dias.
13 votos contra cinco foi o resultado da votação que aprovou o texto que, entre outros absurdos, anistia os desmatadores de reservas legais e áreas de preservação permanente, reduz a área legal da Reserva Legal no Cerrado de 50 para 20% e a da Amazônia de 80% para 50%. O percentual, no caso, respeitando-se esse limite, passará a ser definido pelos Estados que, sabemos, possuem interesses próprios.
O texto autoriza que áreas de reflorestamento de pinheiros ou eucaliptos, bem como as de plantio de eucalipto, manga, coco, limão e outras culturas, sejam consideradas reservas legais, passando a ocupar o status de vegetação nativa. Que grande coisa para os exploradores da terra que não sabem ou, simplesmente, desprezam o valor de uma mata virgem.
O novo código também permite que florestas nativas sejam convertidas em lavouras nas propriedades mais produtivas, sem qualquer necessidade de se obter licença das autoridades ambientais, e que haja exploração econômica de florestas e outras formas de vegetação nas áreas de preservação permanente (margens dos rios, lagos e reservatórios, áreas de encosta e topos de morros).
Admite, também, que as florestas de preservação permanente sejam usadas para realização de construções, abertura de estradas, canais de derivação de água, e ainda para atividades de mineração e garimpo. Uma vitória que agrada aos exploradores e decepcionam os ambientalistas e a própria humanidade, uma vez que corrobora com a pior prática de desmatamento e deterioração da natureza. Além disso, houve uma redução da preservação das matas ciliares à margem de cursos com menos de cinco metros de largura, de 30 para 15 metros.
Estabelece-se o período de cinco anos consecutivos sem derrubada de matas para atividades agropecuárias e consolidação das áreas já utilizadas. Determina, também, a regularização da situação de cerca de 90% dos produtores rurais, que estão hoje na ilegalidade. Já para quem desrespeitar a lei ambiental, rege a obrigatoriedade de recompor as áreas destruídas ou desmatadas, com o que o responsável estará sujeito a sanções cíveis e penais. Isto, claro, se houver eficácia na fiscalização.
O cidadão que suprimir a vegetação de forma ilícita (contando a partir de 2008) ficará proibido de receber novas autorizações de supressão de vegetação. Mas, como a derrubada a favor das culturas é lícita, os latifundiários colherão a rodo, enquanto o mundo perderá ainda mais suas defesas naturais, corrompendo talvez uma última chance que ainda se tem de reverter em parte os danos causados à natureza terrestre.
Não podemos nos esquecer de que o Brasil, por sua extensão e por abrigar a Amazônia, representa uma das maiores esperanças mundiais de sobrevivência ambiental, onde se incluem os fatores que visam conter o crescimento do aquecimento global ou as águas que, por consequência deste, aumentam de volume por conta do degelo e procuram mais e mais espaço para ocupar no mundo.
O ser humano tem sido imediatista, talvez por ter sido criado à imagem e semelhança de um deus que, a julgar pelo que se registrou no Antigo Testamento da Bíblia sagrada, assim também o é. Porém, estamos enfrentando uma ameaça de destruição causada por este jeito de ser. Por querer resolver apenas os problemas atuais sem se pensar no futuro é que estamos passando por tantas tragédias. Inundações, tsunamis, tufões.
Contra o imediatismo humano, ambientalistas do mundo inteiro defendem a aplicação do conceito de sustentabilidade, inclusive, no Brasil. Segundo o Relatório de Brundtland, de 1987, sustentabilidade é “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações fufutras de suprir as suas”.
Na Wikipédia da internet, está escrito que a “Sustentabilidade propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir proeficiência na manutenção indefinida desses ideais”.
De maneira alguma se vê nem sustentabilidade nem conduta política ou ecologicmente correta no novo Código Florestal; tampouco preservação da biodiversidade ou dos ecossistemas naturais. Casos e mais casos de animais sem floresta que invadem o território urbano numa luta cruel e desvantajosa pela sobrevivência ocorrem em toda parte. Proliferação de pragas também são mais frequentes desde que o desmatamento atingiu as proporções da atualidade. Se permitirmos legalmente que se desmate mais, como poderemos reverter o desequilíbrio ecossistêmico?
“Condutas de políticas integradas para solucionar questões ambientais”, como a candidata à presidência da República, dona Marina Silva, defende em sua campanha, são viáveis desde que atendam às reais necessidades do meio, que não mais pode ser visto territorialmente, já que o que se faz aqui repercute do outro lado do planeta e vice-versa, demonstrando o caráter sinérgico da humanidade no dever de agir por ela mesma.
A candidata Marina, assim como muitos neste planeta, estão indignados com a aprovação na Câmara do novo Código Florestal. Segundo ela, a proposta apresentada revoga o primeiro artigo do código e faz com que as florestas deixem de ser um bem da humanidade. O artigo em questão diz que “As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo- se os direitos de propriedade, com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem”.
E, no parágrafo que se sucede, está que “As ações ou omissões contrárias às disposições deste Código na utilização e exploração das florestas e demais formas de vegetação são consideradas uso nocivo da propriedade, aplicando-se, para o caso, o procedimento sumário previsto no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil”.
Ou seja, o homem continua fazendo leis que revoga conforme seus interesses políticos, em detrimento das próprias raça e espécie e sem qualquer senso de responsabilidade global.
O novo código é polêmico, mas é mais que isso. Também é um chamado à população para que se levante com consciência contra a absurdez que homens de poder querem cometer contra o meio ambiente. É um chamado para que novas vozes se levantem antes mesmo do próximo plenário que discutirá a questão, e que deverá ocorrer apenas após as eleições brasileiras de 2010.
Portanto, é mister que nos preparemos com grande lucidez para irmos às urnas. Lembremo-nos de que nossas maiores armas para conseguir qualqur mudança são a nossa voz, a nossa pena e, no caso, o nosso voto.

Fonte: conexao orbum

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Resíduos da arborização urbana podem ser reaproveitados

"Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/06/2010
Resíduos da arborização urbana podem ser reaproveitados
Resíduos vegetais, gerados pela poda de árvores e pela manutenção de jardins, representam uma porção importante do lixo gerado em todas as cidades. Estudo mostra que eles podem ser reaproveitados. [Imagem: Andrevruas/Wikimedia]
Biomassa verde
Resíduos vegetais, principalmente gerados pela poda de árvores e pela manutenção de jardins, representam uma porção importante do lixo gerado em todas as cidades.
Mas, até hoje, não existem programas de destinação adequada desse material - menos ainda de sua reciclagem ou reaproveitamento.
Foi esta constatação que ensejou a pesquisa da engenheira florestal Ana Maria de Meira, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Em seu trabalho, Ana Maria propõe um modelo de gestão para os resíduos da arborização urbana - como madeira (galhos e troncos), folhas, flores e frutos.
Árvores urbanas
A pesquisa foi feita em Piracicaba, no interior de São Paulo, uma cidade de porte médio, que gera em média 180 toneladas desse material por mês, sendo 69% composto por ramos e galhos finos de até 8 centímetros (cm) de diâmetro.
Ana Maria acompanhou as equipes de poda da cidade durante quinze meses, monitorando a extração e recolhimento das dez espécies de maior frequência na arborização: espirradeira, ficus-benjamim, ipê, canelinha, oiti, chapéu de sol, quaresmeira, resedá, falso-chorão e sibipiruna.
"A primeira intenção foi saber a quantidade de material gerado, o que possibilita planejar seu destino. Além disso, mapeamos quais os motivos que geram a poda. Em sua maioria, elas ocorrem por falta de critérios na escolha das espécies, resultando em conflitos com os outros usos do solo urbano," relata a pesquisadora.
O estudo buscou, ainda, caracterizar os resíduos vegetais e avaliar a viabilidade de aproveitamento do material na produção de produtos sólidos de madeira (madeira serrada, móveis, pequenos objetos de madeira), como fonte de energia (lenha e carvão) e na compostagem com outros resíduos disponíveis nas cidades, como restos dos varejões e feiras livres.

Educação para o verde
O plano de gestão proposto por Ana Maria segue três linhas de ação: a redução da geração, a valorização dos resíduos e a disposição final, em casos emergenciais.
A redução da geração pode ser obtida por meio da definição de critérios de poda e remoção mais adequados, da capacitação da mão de obra que executa essas atividades, da escolha das espécies, das condições do plantio e condução do crescimento, além da educação da população para que entenda a importância da arborização urbana.
"Não há treinamento da mão de obra responsável pelo serviço e a própria relação dos moradores com as árvores não tem um vínculo tão forte que pudesse impedir a derrubada de muitas delas", explica a pesquisadora.
Valorização do lixo
Em relação à valorização ou aproveitamento, Ana Maria destaca que é preciso conhecer o material para a tomada de decisão mais adequada.
"Fizemos a caracterização, quantificando o volume por classe de diâmetro; determinando a densidade, o teor de umidade, a cor, a quantidade de carbono fixo, cinzas etc. Essas variáveis indicarão se os resíduos poderão ser desdobrados em tábuas ou transformados em pequenos objetos de madeira, móveis, equipamentos urbanos, esquadrias para serem usadas em habitação popular; o seu potencial energético para uso como lenha, carvão, briquete ou pellets; a possibilidade de produzir composto orgânico, entre outras formas de valorização. Com isso é possível separar o material para diferentes destinações, obtendo o máximo de retorno econômico, social e ambiental", explica a engenheira florestal.

Descarte adequado do lixo
Resíduos da arborização urbana podem ser reaproveitados
A confecção de pequenos brinquedos e peças de decoração estão entre as alternativas apontadas pelo estudo para o reaproveitamento das madeiras oriundas da poda de árvores. Na imagem, as pesquisadoras Ana Maria de Meira e Adriana Maria Nolasco. [Imagem: Caio Albuquerque (ESALQ/Acom)]
 
A terceira linha de ação do plano de gestão é a disposição final.
O plano propõe redução na geração de resíduos ou valorização desse material mas, conforme relata a professora Adriana Maria Nolasco, em algumas situações isso não é viável: "Imaginemos um caso de uma prefeitura de pequeno porte que não possui recursos financeiros ou mão de obra qualificada. Mesmo assim ela terá de dar um destino final ao resíduo".
A pesquisa propõe o descarte de forma adequada, em local apropriado, com segurança, sem risco de incêndio, que não se despeje simplesmente em terrenos baldios e sim em aterros ou áreas próprias controladas. "Dadas as características desse resíduo, a disposição não é a forma de manejo mais indicada, mas diante da necessidade, que se faça da forma menos impactante possível", comenta a professora.
Outra forma de destino ao material excedente é a parceria entre os municípios. "As prefeituras podem, inclusive, encontrar formas de arranjo e o material de uma determinada localidade pode, por exemplo, ser transferido para um outro município que já aproveita esse resíduo", ressalta Ana Maria.

Brinquedos nascidos do lixo
Na mesma linha de pesquisa, duas alunas do curso de Engenharia Florestal da Esalq, Renata Carolina Gatti e Juliana Paschoalini Arthuso, desenvolveram brinquedos e pequenos objetos usando esses resíduos.
As peças fazem parte de um portfólio de brinquedos que servirá de modelo para produção em programas municipais. Em 2010, o projeto continua com um grupo de estagiários desenvolvendo outros produtos."

Fonte: inovacaotecnologica

Toddy: achocolatado ganha versão vegana e orgânica

"Um dos achocolatados mais famosos entre os brasileiros acaba de ganhar uam versão orgânica e vegana. Segundo o site do produto – visite e saiba mais www.toddy.com.br/organico – o lançamento traz apenas cinco ingredientes: cacau e açúcar orgânicos, extrato de malte, sal e lecitina de soja.
Assista a um vídeo que conta um pouco do processo produtivo deste produto."
 De Vista-se

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Embalagens impulsionam Certificação FSC no Brasil

"A marca do Conselho de Manejo Florestal (FSC), até alguns anos pouco conhecida no país, já faz parte da vida de milhões de brasileiros. Atualmente, é comum observar o selo FSC em embalagens de suco e leite, contas de telefone, publicações, extratos bancários e faturas de cartão de crédito.

A Tetra Pak, maior fabricante de embalagens do mundo, com duas fábricas e 1.200 funcionários no Brasil, anuncia que, em 2010, metade da produção brasileira da empresa terá o selo FSC. "São 5 bilhões de embalagens que chegarão aos lares com a marca da principal certificação do planeta", afirma Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da empresa.

O executivo destaca ainda que, até 2014, 100% das embalagens fabricadas pela Tetra Pak no Brasil – ou seja, 10 bilhões de unidades – terão a chancela do Conselho de Manejo Florestal. Empresas como Coca-Cola, Unilever, Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Pepsico já aderiram à certificação em embalagens de lácteos, sucos e outros produtos.

A certificação FSC assegura que o processo produtivo certificado utiliza insumos em conformidade com critérios ambientais e sociais, seguindo condicionantes de sustentabilidade, e obedecendo às legislações trabalhista e fiscal.

Fernando Von Zuben acrescenta que, por uma política de sustentabilidade da empresa, os custos adicionais de uma embalagem certificada não são repassados para os clientes. "Não cobramos nada a mais das empresas por isso, nosso objetivo é aplicar, de fato, os conceitos de sustentabilidade", disse. A Tetra Pak investe anualmente, no Brasil, R$ 7 milhões em ações voltadas para a sustentabilidade socioambiental.

CONSERVAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL
"O cliente que compra um produto que leva o carimbo do FSC pode ter a certeza de estar contribuindo para a conservação do meio ambiente e para a inclusão social de milhares de comunidades, que recebem um preço justo por sua produção", avalia Mauro Armelin, coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil.

Dados do Imaflora – certificadora independente credenciada pelo FSC – dão conta de que, no Brasil, a certificação por cadeia de custódia, que atesta a sustentabilidade socioambiental de toda a cadeia produtiva, cresceu 28% no ano de 2009, em comparação com o ano anterior.

"Os setores gráfico, de embalagens e de tissues [lenços de papel e similares] são os principais responsáveis por esse crescimento", informa Luciana Papp, coordenadora de certificação do Imaflora.

Luciana Papp destaca que, nos últimos anos, a quantidade de áreas certificadas na Amazônia ficou estagnada, principalmente por questões ligadas à demora no licenciamento de projetos e a indefinições por parte do poder público. "Esperamos que, a partir do ano que vem, as áreas certificadas voltem a crescer com as concessões de florestas públicas para a atividade madeireira sustentável", salienta a coordenadora.

Mauro Armelin, do WWF-Brasil, também demonstra otimismo em relação ao potencial de crescimento das áreas certificadas na Amazônia. "Depois de três anos arrumando a casa, tudo indica que o Serviço Florestal Brasileiro terá condições de implementar de forma efetiva as concessões. A expectativa é que sejam licitados 400 mil hectares ainda em 2010", relata.

De acordo com a lei de concessões de florestas públicas, comunidades e empresas poderão explorar, de forma sustentável, áreas de florestas públicas. A ideia é que, com o modelo, criem-se condições de
geração de emprego e renda aliada à conservação das florestas.

No Brasil, atualmente, cerca de 5 milhões de hectares contam com a certificação FSC. O percentual é baixo, especialmente considerando-se a extensão de áreas florestais no país e levando-se em conta o fato de, no mundo, haver 130 milhões de hectares certificados."

De Agrosoft

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Gestão ambiental nos municípios do Estado

"Relatório de sustentabilidade ambiental divulgado ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostra que 274 (70%) dos municípios do Paraná contam com instrumentos de gestão ambiental, como conselhos, consórcios intermunicipais e comitês de bacias hidrográficas.

De acordo com a coordenadora do estudo, Ana Claudia Muller, a aplicação de políticas ambientais tem refletido diretamente no desenvolvimento econômico dos municípios.
Além de demonstrar os avanços na área de sustentabilidade ambiental, ela ressalta que os indicadores evidenciam as áreas que mais carecem de políticas públicas ambientais e econômicas.

Ana Claudia chama a atenção para regiões que dispõem de recursos reduzidos a serem aplicados em áreas de conservação, como em alguns municípios do Norte Velho. “Essa região não tem um bom dinamismo econômico. É uma das que estão mais vulneráveis e que mais necessitam de políticas públicas de proteção ambiental”.

O levantamento também traz informações quanto ao número de municípios beneficiados com o ICMS ecológico, que prevê recursos para os municípios que desenvolvem programas de áreas protegidas e mananciais de abastecimento. Segundo o Ipardes, 240 municípios recebem atualmente o benefício.

O levantamento do Ipardes também mostra que, nos últimos três anos, o Paraná perdeu 0,6% de sua cobertura vegetal nativa. Atualmente a vegetação representa 12% do território paranaense.
Desde 1980, a perda foi de 3,5%. “A estabilização da perda vegetal é reflexo dos investimentos que o Estado vem fazendo na recuperação e conservação destas áreas”, observou Ana Claudia Muller.

Transporte


De acordo com o Ipardes, no Paraná, a taxa de veículos particulares para cada mil habitantes é de 90% e 10% é de transporte coletivo. São 3,88 ônibus para cada mil habitantes e 37 veículos particulares para cada mil.
Outro dado inédito divulgado ontem refere-se ao uso de agrotóxicos, já que o Paraná possui 80% de seu território ocupado pela produção agropecuária. Segundo o Ipardes, o Paraná utiliza 12 quilos de agrotóxico por hectare ao ano, enquanto a média brasileira de consumo é um terço menor 4 quilos por hectare ao ano."
De parana-online

A desgraça foi feita!(e continua!)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

evento: A Natureza da Sustentabilidade

Entao pessoal  havera um evento mto interessante, acho que interessa a todos que leem o blog e vale a pena dar uma olhada.

"O evento aborda de maneira geral a sustentabilidade e meios de atingí-la com uma melhora na qualidade de vida."(Andre Caon Lima)


LOCAL: Centro de Cultura Feminina do Paraná
DATA: 29/05/2010 – Sábado
HORA: 14h00min
INVESTIMENTO: R$25,00
Informações e reservas: 3018-5008 ou pelo contato@clarear.net
Clarear – Instituto de Educação, Cultura e Bem Estar
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Temas abordados:

Economia Ecológica e Sustentabilidade
O Olhar Sustentável
Agricultura Sustentável
Mobilidade Humana
Vida e Sustentabilidade
Inovação Tecnológica Sustentável – O Desafio do Séc. XXI

Mais informações:
http://www.clarear.net/a-natureza-da-sustentabilidade/

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Exposição SOS Terra no Shopping Mueller

Trabalho apresenta soluções em sustentabilidade através da arte, moda, design e da construção civi.

 A mostra SOS Terra, criação do artista plástico potiguar Thiago Cóstackz chega a Curitiba dia 25 de maio, no Shopping Mueller. Depois de São Paulo, a capital paranaense será a segunda cidade a receber o projeto que luta pela preservação do meio ambiente e pela conscientização popular. O trabalho apresenta soluções em sustentabilidade através da arte, moda, design e da construção civil.

A exposição exibirá várias obras de autoria do artista com forte apelo ambiental. O material utilizado nas peças não agride a natureza. A tinta corporal usada por Cóstacz na composição das imagens é à base de água, que não polui os mananciais. Os painéis foram confeccionados com madeira ecológica.

Uma grande escultura S.O.S, medindo 5m x 3m, esculturas de animais cobertos com folhas e estampas de espécies severamente ameaçadas fazem parte da exposição. Destaque para a onça-pintada - felino mais ameaçado das Américas - e os sapos coloridos da Amazônia - grandes vítimas do aquecimento global hoje. 

Como forma de clamor pela preservação do meio ambiente em prol destes animais, Cóstackz produziu fotos de divulgação da mostra com interferências e pinturas em seu próprio corpo (body art), reproduzindo as estampas destes animais. O trabalho fica em exposição no Piso Cinemas até dia 8 de junho. A iniciativa de Thiago Cóstacz conta com apoio de diversas celebridades, sendo a top Fernanda Tavares a grande parceira no lançamento realizado em São Paulo no mês passado.

Esta será a segunda vez que o artista expõe em prol do meio ambiente em Curitiba. Em setembro de 2009, ele trouxe à capital paranaense a mostra itinerante Mitos & Ícones, que fazia uma releitura das mais conhecidas obras da história da arte mundial usando como personagens algumas das celebridades mais populares do país. A exposição foi o primeiro passo de um projeto que tem como objetivo a fundação do primeiro Museu de Arte Contemporânea e Sustentável do Brasil, na cidade de Natal, berço do artista.

Este evento SOS Terra, tem a mesma finalidade, mas chama a atenção imediata da população na preservação de espécies ameaçadas de extinção e a necessidade de agir de forma integrada no combate ao aquecimento global.

Fonte: bemparana

Estudos de impacto ambiental urbano

O proprietário de um terreno tem algumas regalias consideráveis, talvez a principal seja a de manter o terreno baldio até que a valorização e o crescimento da cidade justifiquem vendê-lo ou o proprietário antigo vir a construir algo. Obviamente a edificação de sua residência afeta o meio ambiente urbano, será, contudo, um imóvel suportável.

O problema começa quando, a critério do empreendedor e com omissão ou relaxamento de estratégias de inserção dessa construção, começamos a ultrapassar os limites razoáveis de ocupação de solo com a criação de atividades, impermeabilização do solo, geração de focos de atração de movimento etc. excessivos.

Para agravar essa situação o Estado e Município oferecem uma segurança ridiculamente incapaz de dar tranqüilidade à população, deixando-nos à mercê da violência do trânsito, dos assaltantes, traficantes etc.

Podemos até perguntar, isso seria proposital? Atende interesses políticos? Grandes grupos econômicos e seus lobistas e políticos fazem leis e decretos para ajudar esses poderosos bem ou mal intencionados?

Infelizmente as ruas não são de borracha, os sistemas de captação de águas pluviais têm limites, as calçadas precisam de padrões que não disciplinamos, a cidade cresce e atinge pontos de saturação.

Para projetos no meio de florestas ou desertos exige-se uma coleção de estudos e documentos, audiências e registro, um calvário que só cresce. E nas cidades?

Em Curitiba, por exemplo, temos uma lei de “solo criado” que é uma gracinha. Assim em ruas já complicadas vemos prédios enormes em construção. Os alvarás são dados, flexibilizando-se lógicas de cautela, sem maiores explicações.

Shoppings aparecem reluzentes em lugares que deveriam ter parques, universidades convencionais criam focos de trânsito concentrado em determinados horários, bares fecham calçadas, áreas com belas árvores desaparecem de um dia para o outro, garagens subterrâneas e áreas de estacionamento cobrem ou escavam o resto, sucessivamente descobrimos que a cidade normal fica absurdamente lenta, perigosa, saturada, poluída, descaracterizada.

Além desse cenário de mudanças, sabemos que em certos estágios os investimentos em infraestrutura se multiplicam obrigatoriamente para a manutenção de uso de espaços, que deveriam ser melhor distribuídos, gerando custos e mais impostos, concorrências onerosas, privilégios, focos de problemas.

Assim mergulhamos em projetos bilionários de transporte coletivo urbano, saneamento básico, energia, lixo etc. Isto seria justo?

Precisamos pensar na exigência de estudos de impacto ambiental urbano em cidades para obras significativas, públicas e privadas.

Prédios são ruas verticais, juntando atividades e pessoas que descem às ruas, produzem lixo, sobrecarregam sistemas de esgotos, energia e tudo o mais.

Atividades extraordinárias demandam análises bem feitas. Isso acontece no Brasil?

Cascaes
14.5.2010
Mirante pela Cidadania

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quais as dimensões da sustentabilidade?

"As constantes alterações climáticas, as crises no fornecimento de água, a poluição dos nossos rios, o crescimento desordenado nas cidades e a falta de consciência ecológica por parte da população brasileira trazem a reflexão sobre o meio ambiente e a sustentabilidade e a certeza de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos deixará de existir.

Sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o meio ambiente, agora e no futuro. É atender às necessidades da geração presente sem afetar a capacidade das gerações futuras de suprir as suas, garantindo com isso um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Ao visualizarmos as dimensões da sustentabilidade, surge um questionamento: é possível conseguir com que a economia cresça sem destruir os recursos e o ambiente dos quais o futuro depende? Sim, é possível, desde que haja a garantia do poder público e da coletividade de que ações efetivas serão realizadas visando à qualidade de vida e ao equilíbrio ambiental.

Neste sentido, ao poder público é certo que políticas públicas que visem à conservação do meio ambiente e à sustentabilidade de projetos econômicos devem sempre ser a ideia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante.

Já a coletividade, todos os cidadãos devem ser constantemente ensinados e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Entre elas, destinar corretamente os resíduos domésticos, a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas, a preservação das matas ciliares, o racionamento de água e luz e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.

Deste modo, diminuindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis, os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e das atividades econômicas de qualquer natureza estará assegurada.

Tornar real o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, a utilização de sacolas ecológicas, o aproveitamento de partes descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos e nas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente.

Para finalizar, tenho que o mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará gerará um impacto no meio ambiente."
Fonte: ClicRBS

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dê uma mão para a Terra

A mensagem é boa!
Da uma olhada.
http://www.youtube.com/watch?v=Ep9MFiWXR8M

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PASSEATA

Apenas repassando mas não menos importante:
"ATENÇÃO - PASSEATA!
Neste sábado ( 24-04 ) realizaremos
uma passeata contra o novo código ambiental.
Local - Saída - Praça Ozório as 09-30hrs, chegada
na praça Santos de Andrade em frente a UFPR.
Camisetas da campanha estarão a venda no local e na sexta-feira
comigo e com o Ricardo ( UFPR ) R$15,00. Quem não comprar a camiseta, favor
ir de verde!
POR FAVOR COMPAREÇAM!
Precisamos acordar a população e isso tem que ser agora ! Não deixe pra
decidir amanhã o futuro do planeta, pode ser tarde demais.
Maiores informações.
bianca_star4@hotmail.com
Atenciosamente.
Bianca."
http://www.sosma.org.br/exterminadores/home.php

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aldo Rebelo deixe as florestas em paz

Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado. Assine a petição para não permitir que a bancada da motosserra desfigure nosso Código Florestal.
O deputado Aldo Rebelo irá apresentar em breve um documento com as propostas de alteração dessa lei. E tudo indica que elas vão anistiar desmatadores e flexibilizar a proteção de nossas matas.
Há mais de dez anos, representantes da bancada ruralista deram partida numa ofensiva para mudar o Código Florestal em seu próprio benefício. A preservaçao das florestas é fundamental não só para a manutenção da biodiversidade, mas para equilibrar o clima no Brasil e no resto do planeta. Diante das chuvas torrenciais que provocaram deslizamentos e mortes no Rio de Janeiro, e que tendem a se tornar cada vez mais frequentes, a tarefa de resguardar o que resta de nossas matas é cada vez mais urgente.

Aldo Rebelo já deu indicações que está ao lado dos ruralistas que querem cada vez mais empurrar a agricultura e a pecuária para dentro da Amazônia e para o que sobrou de vegetação nativa em outros biomas brasileiros.

Mande um e-mail para o Aldo Rebelo dizendo que a questão é relevante demais para ser decidida apenas por meia dúzia de deputados em um ano de eleições. O assunto precisa ser debatido por todos os brasileiros e, portanto, o mínimo que se espera de nossos representantes no Congresso é que ao invés de mexerem em legislação tão fundamental no fim de seus mandatos, é que tenham a coragem de levar o assunto para a campanha eleitoral.
Ajude a impedir que as nossas florestas continuem a ser devastadas.
Assine a petição