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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conheça seus direitos e deveres do Ciclista

Conheça seus direitos e deveres do Ciclista
CTB - Código de Trâsito Brasileiro; Em relação ao que se refere com Bicicletas.

Link: http://www.4shared.com/file/220493837/875897ba/CTB-Bicicleta.html

domingo, 21 de novembro de 2010

Bebês não precisam de carros

A Ana Maria completou seis meses! E durante toda sua vida ela não teve carro. Vamos ver o que ela acha disso?
Ana Maria, se você não tem carro que transporte você usa?
O meu transporte preferido é o sling. Quando eu saio com o papai ou a mamãe, eles podem ir a pé, de ônibus ou até de bicicleta, mas eu fico no sling que é bem confortável. E logo, logo vou poder andar de bicicleta na cadeirinha também.
Mas se você tiver que sair de carro?
Bom, tem amiguinho meu, da mamãe e do papai que já esqueceu que pode andar sem carro. Aí para não deixar eles tristes, as vezes a gente acaba indo com eles pra não deixar eles sozinhos, mas não acontece muito não. Tenho até uma cadeirinha de segurança, porque andar de carro é muito perigoso mesmo sabe!!
Nem carrinho de bebê?
Que ideia fixa tio! Não gosto do carrinho não. As calçadas são muito ruins. Eu me chacoalho toda e as vezes nem tem onde passar. Além disso, os carros e as motos fazem muito barulho e me assustam. No sling abafa bem o barulho.
Mas você não fica com preguiça de sair assim?
Eu não! Eu vou sempre coladinho com a mamãe, é legal que só, ficar abraçadinha com ela!
Pena que você acaba saindo pouco né?
Ahh… a mamãe me leva sempre para visitar o médico de crianças. Mas eu já fui também visitar um monte de amiguinhos, fui em festinhas de aniversário de gente pequena e gente grande, em oficina de música, nas feirinhas… Vou sempre pra aula de ioga e brincar de piscina também.
E o seu pai não sai com vocês?
Sai sim. Quando tá todo mundo junto, a gente até prefere ir andando. A gente já foi a pé num lugar que ficava a mais de 5km daqui de casa. Foi legal que só, a gente passou num monte de rua que não tinha carro e conversou muitão. Se tivesse mais ruas assim, a gente andava ainda mais.
Você não gosta mesmo de carros?
Eu não! E acho que os adultos também não, porque quando tem criança por perto e aparece um carro, eles saem logo gritando e puxando a gente: “Cuidado com o carro! Cuidado com o carro!” Não sei porque tem tanta gente que acha tão bom ter carro. Assim quem quer andar de bicicleta fica com medo de sair de casa.

Ana Maria nasceu em maio de 2010 e nunca teve restrições de ir e vir para onde quisesse. Todos os gastos de transporte somam R$ 62 por mês. Incluindo as despesas com passagens de ônibus, as revisões de bicicleta, a ajuda com a carona, as corridas de táxi emergenciais para o Pequeno Príncipe e todos os outros deslocamentos da família inteira.
Por transportehumano

sábado, 20 de novembro de 2010

Para R. DaMatta, brasileiro enlouquece e vira nazifascista no trânsito

O sociólogo Roberto DaMatta reflete sobre o perigo de se transitar nas ruas, avenidas e rodovias brasileiras nas páginas de “Fé em Deus e Pé na Tábua” (Rocco, 2010), escrito em parceria com João Gualberto Moreira Vasconcellos e Ricardo Pandolfi.
Para os autores, há uma inversão dos valores democráticos no trânsito e quem domina a situação é a minoria motorizada em detrimento da maioria pedestre. Essa hierarquia invertida faz com que os motoristas se sintam empoderados e assumam comportamentos impensados, ditatoriais e desrespeitosos à lei.
“A minoria forte e protegida, explosivamente embrutecida por seus motores (e, muitas vezes, por seus revólveres e suas barras de ferro), torna-se opressora da maioria que, tentando seguir para o trabalho, para a escola ou simplesmente ir para casa, vê-se forçada a tentar sobreviver.”
“Do mesmo modo que um governo tem o poder de nos massacrar com o que lhe der na telha (impostos, política externa voltada para confraternizar com ditadores, descaso pelas regras mais comezinhas do bom-senso), nós – dentro de um veículo – viramos nazifascistas. Nos transformamos em hierarcas superiores em um espaço marcado pela igualdade. Admoestamos e damos lições brutais aos que ousam desobedecer ou desafiar o fato estabelecido de a rua ser dos carros.”
O volume analisa o motivo das pessoas se sobreporem com tanta facilidade às leis de trânsito e os fatores que levam os brasileiros atrás do volante a surtar violentamente.
Também é estudada a distribuição de automóveis, ônibus, motocicletas e bicicletas no espaço público e como eles se relacionam uns com os outros. Uma das principais ideias sustentadas é de que o carro funciona como uma extensão do corpo do próprio motorista.
Para ler mais …
De bicicletadadf

Cultura da Bicicleta no Brasil

Por mais que se tente esconder e sufocar, o Brasil tem sim uma cultura da bicicleta que transcende o lado unicamente esportivo ou recreativo (sem desmerecer nenhum desses dois importantes aspectos ligados ao veículo). Bicicleta é integração e solidariedade.

O vídeo do Uirá mostra isso muito bem, através de suas fotografias.


por BicicletadaCuritiba

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ciclovias não são necessariamente boas

Ciclovia é uma palavra mágica para quem não usa a bicicleta. Você leu certo, para quem não usa a bicicleta. No Brasil, ela é geralmente vista como a panacéia para os ciclistas. E o pior, quando são inviáveis de implantar por falta de espaço ou qualquer motivo que seja, a situação está resolvida; pois o que não tem remédio, remediado está!
Mas não é exatamente assim que funciona. A ciclovia, uma via segregada para ciclistas, é apenas uma das várias medidas de incentivo à ciclomobilidade. E deve ser aplicada apenas em casos bem específicos, caso contrário, ela mais atrapalha do que ajuda. Quer saber como isso é possível?
Tirando de quem tem pouco
Muitas vezes, a ciclovia é implantada na calçada, tomando o espaço dos pedestres (em Curitiba, por exemplo, a rede inteira é assim). Isso além de gerar conflitos na circulação reduz ainda mais o exíguo espaço destinado a quem não está de carro e diminui consideravelmente a velocidade média do ciclista.
Perigo dobrado
Ao oferecer uma via de circulação diferenciada, a bicicleta fica fora do campo de visão dos motoristas. Inevitavelmente, nos cruzamentos a bicicleta precisa atravessar a rua e o risco de colisão aumenta consideravelmente.
Essas afirmações não são meros achismos. O blog VoudeBicicleta tem alguns números interessantes:
  • Cerca de 95% dos acidentes envolvendo bicicletas e carros ocorrem justamente nos cruzamentos de acordo com um relatório feito em Harvard.
  • Um estudo feito em Nova Iorque de 1996 a 2005 mostra também que acidentes com feridos graves ou mortes acontecem com maior frequência nos cruzamentos.
  • Em Copenhagen foi verificado que a implantação de ciclovias em algumas vias aumentou o número de acidentes entre carros e ciclistas nos cruzamentos em mais de 100%.
Além desses fatos, vale a pena reproduzir algumas das citações retiradas do blog Menos1Carro:
Uma Pista Ciclável paralela a uma via é extremamente perigosa. Utilizar a bicicleta neste tipo de via é análogo a utilizar o passeio. Quando este tipo de pista é só num dos lados da via, metade dos ciclistas andam contra o sentido do tráfego motorizado, tornando os cruzamentos mais perigosos.

The Dilemmas of Bicycle Planning, Schimek, Paul
Massachusetts Institute of Technology (MIT – Department of Urban Studies and Planning)
.
Pistas Bi-direccionais ao lado de uma via são extremamente perigosas.

Effective Cycling, John Forester
MIT Press, 6ª Edição, 1993, Cambridge, USA
.
Nos cruzamentos com semaforização, os ciclistas em Pistas Bi-direccionais estão 5 vezes mais em risco que a circular em coexistência. A utilização de corredores contrastantes só reduz o risco de acidente 1,5.

Safety of Cyclists at Urban Junctions
Schnull R. and Alrutz D., R262 Bundesanstalt Fur StraBenwesen, Germany 1993
.
Passeios partilhados entre peões e ciclistas ou Pistas Cicláveis, construídas ao nível dos passeios ou só pintadas sobre passeios, são uma invenção do planeamento de tráfego orientado para os carros que foi a tónica das décadas recentes. Andar de bicicleta nos passeios é perigoso em qualquer dos casos (legalizado ou não).

Projeto ”Greening Urban Transport”, 2000
The European Federation for Transport and Environment
.
É especialmente inapropriado sinalizar um passeio como via partilhada ou pista ciclável se fazer isso implicar a proibição de ciclistas de usar uma forma alternativa de servir as suas necessidades.

Guide for the Development of Bicycle Facilities”, 1999
American Association of State Highway Transportation Officials (AASHTO)
.
Ciclistas estão mais seguros quando agem e são tratados como condutores de veículos.

“Effective Cycling”, John Forester
MIT Press, 6ª Edição, 1993, Cambridge, USA
.
Um estudo recente em Helsinque mostrou que é mais seguro andar de bicicleta entre os carros que em pistas de bicicleta bi-direccionais ao longo das ruas. É difícil de imaginar que a nossa rede ciclável possa ser reconstruída. Mas em países e cidades que estão neste momento a começar a construir ciclovias, Pistas Cicláveis Bi-direccionais devem ser evitadas em arruamentos urbanos.

The risks of cycling, Eero Pasanen
Helsinki City Planning Department, 2001, Helsinque, Finlândia
Apesar de não existirem estudos nessa área aqui no Brasil, existem algumas opinões a respeito, como no artigo “Não use a ciclovia!” e o texto do engenheiro mecânico, mestre em engenharia de transportes pela Coppe/UFRJ e doutor em estudos de transportes pela Universidade de Londres, Paulo Cesar Marques da Silva publicado recentemente na Gazeta do Povo:
… As ruas são os espaços das cidades destinados à circulação de pessoas, a pé ou embarcadas em veículos… Na verdade, a rua, que comumente associamos ao espaço de circulação dos carros, só ficou assim muito recentemente. Há relatos da existência de ruas como lugares de encontros de pessoas para as mais diversas atividades desde o início da história da humanidade. Os automóveis, entretanto, com apenas um século de vida, apossaram-se delas de tal forma que não as chamamos mais de ruas se elas tiverem um uso diferente. Por sua vez, é possível que as ciclovias tenham nascido dessa ideia de apropriação das ruas. Em tese apresentada à Universidade de Kassel em 1990, Burkhard Horn mostrou como a construção de ciclovias na Alemanha do período nazista estava associada ao programa de motorização em massa, que requeria a priorização do tráfego de automóveis nas vias. O estímulo à aquisição e ao uso de automóveis teria levado o regime a investir numa medida que tirava as bicicletas das ruas.
…
Para velocidades e volumes moderados, o melhor é que bicicletas, automóveis e outros veículos convivam pacífica e harmonicamente.

Paulo Cesar Marques da Silva
Prof. do Depto. de Engenharia Civil e Ambiental e do Programa de Pós-Graduação em Transportes da UnB
Portanto, se você estava esperando mais ciclovias para começar a pedalar, não precisa mais esperar.

De transportehumano

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Fora da Casinha" no Bicicletário Livre do Centro Cívico - 06/11

"""Esta localização foi escolhida por ser um
ponto de referência durante uma série de
atividades relacionadas à mobilidade urbana,
que acontecem em setembro. Uma “carcaça
de fusca”, posicionada entre o rio Belém e a
sede do governo, simboliza o movimento no
qual um grupo de artistas 'e ativistas' promove sua arte
e questiona o relacionamento da sociedade
com a cidade."""

Serviço:
06 de novembro
“Fora da Casinha” no Bicicletário
Grupos musicais: FELIXBRAVO, Mulheres e Canções com Janaina
Fellini, Molungo, Espontaneous, Locomotiva Duben, Real Coletivo
Dub, Dj Dé Gomide
Intervenções visuais de artistas locais
14h | Gratuito
Rua Cnso. Raul Viana – Em frente ao Palácio das Araucárias


 Este evento faz parte da Corrente Cultural da Promoção dos '50 anos RPC TV'

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ALMOÇO BENEFICENTE AMIGO ANIMAL SÁBADO 06/11 COM PRODUTOS E CANTINA - CURITIBA-PR‏

"Amigos, neste sábado 06/11 acontecerá o ALMOÇO BENEFICENTE POLENTA COM FRANGO E SOJA DA AMIGO ANIMAL, no Espaço Laire Capraro no Centro Cívico, na Rua Euclides Bandeira, n.801, em frente à ciclovia e ao Palácio Iguaçu - Tribunal de Contas, ao lado da Clínica de Olhos, em Curitiba-PR. Há estacionamento no local.

A Rede Globo do PR estará promovendo o show do cantor Roberto Carlos bem em frente ao local, na Praça Nossa Senhora da Salete, juntamente com outros cantores, então será uma oportunidade para vocês assistirem aos shows e fazerem suas refeições em nosso evento e ainda adquirir produtos para dar de presente neste final de ano, principalmente para amigo secreto.

Vejam a programação do evento:
Feira com venda de produtos da AMIGO ANIMAL - 10h às 19h
Almoço Beneficente Polenta com Frango e Opção Vegetariana com Soja (Proteína Texturizada), com saladas e deliciosas sobremesas - 12h às 15h (R$ 12,00 por pessoa, criança até 05 anos não paga, bebidas e sobremesas à parte)
Cantina com deliciosos bolos e salgados - 10h às 21h

Precisamos de voluntários em período parcial ou integral para ajudar a montar e desmontar as barracas e vender nossos produtos, bem como ajudar na cantina e almoço. Quem se interessar favor responder com horário de disponibilidade.

Para todos os itens aceitaremos cartão de crédito e débito Visa e Mastercard.

Traga seu animal de estimação para passear, o acesso deles é livre.

Não haverá doação nem recolhimento de animais.

Você poderá aproveitar a oportunidade para adquirir novos produtos: camisetas, pijamas, jóias de prata e douradas, além dos tradicionais: canecas, toalhas, tapetes, relógios, moletons, roupas e camas para cães, bolsas, adesivos Memo Pet, artigos para cães e gatos (coleiras, brinquedos, etc.), diversos produtos para você e seu pet e vários outros itens da grife.

Venha provar nosso delicioso almoço e lanche na CANTINA (agradecemos a quem puder efetuar doação de bolos, doces e salgados, vegetarianos ou não, é só levar no dia).

Ajude-nos a divulgar o evento, solicitando e repassando o folder por e-mail. Abraços, Equipe de Voluntários da Amigo Animal - 41-9975-2711."
De amigoanimal

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Conseguiremos impedir a extinção em massa?

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

"Caros amigos,

Hoje existem apenas 300 baleias francas do atlântico norte e 99% das baleias azuis já foram eliminadas. Estes majestosos gigantes estão ameaçadas de extinção e seu caso está sendo usado como exemplo repetidamente. Mas na realidade, um terço de todas as formas de vida no planeta estão à beira da extinção.

O mundo natural está sendo esmagado pela atividade humana, poluição e exploração. Mas existe um plano para salvá-lo - um acordo mundial para criar, financiar e implementar áreas protegidas cobrindo 20% das nossas terras e mares até 2020. Agora mesmo, 193 governos estão reunidos no Japão para enfrentar esta crise.

Nós só temos 3 dias até o fim desta reunião crucial. Especialistas dizem que os políticos estão hesitantes em adotar um objetivo tão ambicioso, mas que um clamor público mundial poderá fazer a diferença, mostrando aos governantes que os olhos do mundo estão sobre eles. Clique para assinar a petição urgente e encaminhe este email amplamente - a mensagem será entregue diretamente para a reunião no Japão:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

Ironicamente 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. Os nossos governos já deveriam estar caminhando para "uma redução significativa da taxa atual da perda da biodiversidade". Eles falharam repetidamente, cedendo para a indústria e trocando assim a proteção das espécies por lucros limitados. Nossos animais, plantas, oceanos, florestas, solos e rios estão sufocando sob fardos imensos de super-exploração e outras pressões.

Os seres humanos são a principal causa desta destruição. Mas podemos reverter a situação - já salvamos espécies da extinção antes. As causas do declínio da biodiversidade são vastas e salvá-la vai exigir uma guinada das promessas vagas, sem clareza de quem financia a proteção, para um plano ousado, com fiscalização rigorosa e financiamento sério. O plano de 20/20 é justamente isto: os governos serão forçados a executar programas rigorosos para garantir que 20% das nossas terras sejam protegidas até 2020, e para isso aumentar drasticamente o financiamento.

Tem que ser agora. Em todo o mundo o quadro está cada vez mais sombrio - há apenas 3.200 tigres na natureza, os peixes dos oceanos estão se esgotando e nós estamos perdendo fontes de alimentos ricos para a monocultura. A natureza é resistente, mas temos que prover espaços seguros para ela se recuperar. É por isso que esta reunião é fundamental - é um momento decisivo para acelerar ações baseadas em compromissos claros para proteger nossos recursos naturais.

Se os nossos governos sentirem a pressão esmagadora do público para serem corajosos nós podemos convencê-los a aderirem ao plano de 20/20 nesta reunião. Mas para isto vamos precisar que cada um de nós que está recebendo esta mensagem, faça-a ecoar até chegar na convenção no Japão. Assine esta petição urgente abaixo e depois encaminhe-a amplamente:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

Este ano os membros da Avaaz tiveram um papel fundamental na proteção dos elefantes, defendendo a proibição da caça às baleias, e garantindo a maior Reserva Marinha do mundo nas Ilhas Chagos. Nossa comunidade tem mostrado que podemos definir objectivos ambiciosos - e vencer. Esta campanha é a próxima etapa na batalha essencial para criar o mundo que a maioria de nós em todos os lugares querem - onde os recursos naturais e das espécies são valorizados e o nosso planeta está protegido para as futuras gerações.

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/98.php?CLICKTF

Com esperança,

Alice, Iain, Emma, Ricken, Paula, Benjamin, Mia, David, Graziela, Ben, eo resto da equipe da Avaaz"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quais são os desafios da mobilidade urbana no Brasil?

"O tema da mobilidade urbana vem sendo pouco discutido nestas eleições. Mas acho que este é um assunto que interessa a todos nós. Para se ter uma ideia, do total de viagens realizadas no país, 41% não são motorizadas, ou seja, são feitas a pé ou de bicicleta. E pedestres e ciclistas sofrem com a ausência de políticas públicas nesta áreas. Um dado impressionante é que o Brasil tem praticamente o mesmo número de usuários de transporte individual – carro, moto – e coletivo – ônibus, trem, metrô. Cada um representa cerca de 30%.
Nas cidades com mais de um milhão de habitantes, no entanto, o transporte público é responsável por uma parcela maior do deslocamento, entre 36 a 40%. Mas infelizmente é no transporte público que as viagens são mais demoradas. O tempo médio é de vinte minutos, sendo que em algumas cidades esse tempo está chegando a quarenta minutos. E essa á uma das principais queixas dos usuários, além da superlotação e da precariedade do transporte.
Uma das formas de enfrentar essa questão está relacionada com o custo do transporte. Hoje, é o usuário quem paga o custo do transporte e compensa as gratuidades. Então, poucas linhas são disponibilizadas, os ônibus ficam lotados, tudo pra fechar a equação.
A verdade é que, em todos os lugares do mundo onde o transporte público é eficiente e de qualidade, ele é também subsidiado pelo governo com dinheiro público. Claro que, dependendo do transporte, o subsídio precisa ser maior. Qual seria, então, a maneira de enfrentar essa questão?
Os profissionais da área de transporte defendem há muito tempo a desoneração do setor, ou seja, custos mais baixos, gasolina e eletricidade mais baratas etc. Com isso a tarifa poderia ser mais baixa para o usuário e os custos mais baratos para as empresas que operam os transportes. Para se ter uma ideia, existe um cálculo que afirma que o custo da operação do metrô no mundo é de U$ 3,5 por pessoa. Um valor muito alto pro usuário arcar.
E sem metrô, é possível melhorar o transporte público? Sim, muitas coisas podem ser feitas independentemente do metrô, como os corredores exclusivos de ônibus. Mas aí aparece uma outra dificuldade histórica: enfrentar a briga com o usuário do carro, que não quer perder o seu espaço."
Fonte: raquelrolnik

domingo, 26 de setembro de 2010

Guerra do Petróleo


1 milhão de iraquianos mortos e 3 trilhões de dólares gastos em 7 anos de guerra... apenas o exemplo mais bem conhecido...

As indústrias de automóveis são de que nacionalidade? Quantas marcas de carro não-americanas ou européias ou asiáticas você conhece? Qual serão os interesses deles?

Qual a melhor maneira de 50 pessoas se transportarem pela cidade?

Qual a melhor maneira de 50 pessoas se transportarem pela cidade?
1) 50 bicicletas. 2) 50 carros. 3) 1 ônibus.

Clique na imagem para ampliar.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Automóvel X Homicídios

Segundo estatística do IBGE, a cada 100 mil habitantes, 30,4 pessoas morreram no trânsito, em 2007, contra 29,5 vítimas de homicídios.

No Paraná é mais fácil morrer no trânsito do que assassinado. A constatação se baseia nos dados dos Indicadores de Desenvolvi­­mento Sustentável (IDS), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2007, a cada grupo de 100 mil habitantes, 30,4 pessoas sofreram acidentes relacionados ao transporte, enquanto 29,5 pessoas foram vítimas de homicídios. Com 35 mil mortes em 2007, o Brasil ocupa a quinta posição nos números absolutos de mortes no trânsito, perdendo apenas para Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Não é exagero, portanto, incluir o trânsito entre as questões prioritárias de saúde pública.

As ruas e rodovias são um ambiente onde os motoristas se encontram a todo instante e, por esse motivo, o índice é alto. “Há um número grande de pessoas convivendo e se sujeitando aos riscos, basta ver o que acontece nos feriados”, analisa Marcelo Araújo, presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) e professor do Unicuritiba.

Apesar dos números assustadores, é preciso fazer uma ressalva: entre 1992 e 2007, o índice de mortes no trânsito saltou de 18,3 para 20,3 a cada 100 mil habitantes – crescimento de 11%. En­­quanto só no Paraná a frota de veículos subiu muito mais em um curto período de tempo: o aumento foi de 35% entre janeiro de 2007 e julho de 2010, saltando de 3,7 milhões para quase 5 milhões de automóveis. Esse cenário se repete em todo o Brasil.

Causas
Entre especialistas, o mau comportamento é apontado como responsável pelas ocorrências e consequentes óbitos, sobretudo de pedestres. Indicar, no entanto, os motivos que levam os motoristas e transeuntes a desrespeitar as leis não é tão simples.
Não são os carros ou as estradas os responsáveis pelos acidentes: nove em cada dez atropelamentos ou colisões são causados por erros dos motoristas, segundo as estatísticas do Detran-PR. “Costumamos dizer que o acidente é uma infração que não deu certo”, afirma a coordenadora de Educação para o Trânsito do Detran-PR, Maria Helena Gusso Mattos.
A diretora de trânsito de Curitiba, Rosângela Battistella, analisa que muitos condutores encontram na direção uma válvula de escape para enfrentar seus problemas. “Às vezes, uma pessoa calma e serena não consegue lidar com o trânsito e não percebe que o carro é uma arma”, opina.
Segundo a psicóloga especialista em trânsito Adriane Picchet­to Machado, estudos psicológicos mostram que, quando não se sentem em perigo, as pessoas se descuidam e esquecem de dar atenção à própria segurança. Outros dois fatores que favorecem o cometimento de infrações são o anonimato do motorista e a relação de poder dele com a máquina. “É como se o condutor tivesse no trânsito a possibilidade de cometer erros sem se revelar, ainda mais com vidros escuros”, diz.

Educação e fiscalização
A solução, então, para os problemas vividos no trânsito passa necessariamente pela educação do motorista, o que acontece com conscientização ou fiscalização. As câmeras e radares no trânsito evitam ocorrências, por exemplo. “Quanto mais vigilância, mais as pessoas são forçadas a andar nos limites”, diz o engenheiro elétrico especialista em trânsito e diretor de Negócios Internacionais da Perkons, José Mario de Andrade.
Na avaliação de Maria He­­lena, a mudança de comportamento ocorre de forma gradativa, com a conscientização por meio de campanhas e fiscalização. Enquanto isso, a fiscalização se transforma em meio de ensinar.
Para educar desde cedo, há quem defenda a inclusão da disciplina sobre trânsito na escola ou a inserção do trânsito no currículo escolar. Conforme o Denatran, o Ministério da Edu­­cação trata o trânsito como tema universal e não disciplina obrigatória. Por isso fica a critério das escolas decidirem se tratam do assunto, seguindo normas estabelecidas pelo Contran.
Parentes de vítimas ficam com sensação de impunidade
Para quem perde alguém no trânsito, a sensação, muitas vezes, é de impunidade. A maior parte dos homicídios de trânsito, porém, são considerados culposos (quando não existe a intenção de matar). Apenas em exceções o condutor é indiciado pelo dolo eventual (quando assume o risco de matar). “Nos homicídios comuns, há a intenção de matar. Tradicional­­mente, no trânsito, você não encontra a pessoa que joga o carro em cima de alguém para cometer homicídio”, esclarece Marcelo Araújo, presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná (OAB-PR).

Falta consciência
Na maior parte dos acidentes, a imprudência, a negligência ou a imperícia estiveram presentes. Isso acontece, na avaliação de Araújo, não pela falta de punição, mas pela falta de consciência de condutores e pedestres. “Isso só vai acontecer com o trabalho de base, focando em comportamento”, diz. Essa batalha precisa ser encampada pela sociedade: “Por que ninguém mais fuma em vários lugares? Alguém sabe o valor da multa por fumar em lugar público? A própria sociedade impôs esse comportamento e precisa fazer o mesmo com o trânsito”, diz.

Fonte: gazetadopovo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Governador do Paraná veta PL que proíbe a utilização de animais em espetáculos circenses

O projeto que proíbe a apresentação, manutenção e a utilização de animais em espetáculos circenses no estado do Paraná é de autoria do deputado Luiz Nishimori (PSDB). Passou a ter nova redação por meio de um projeto substitutivo geral apresentado pela deputada Rosane Ferreira (PV), com apoio da Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB).
O projeto substitutivo geral foi apoiado pelas entidades de defesa dos animais, que trabalharam arduamente ao longo do primeiro semestre de 2010 pela sua aprovação junto aos deputados, esclarecendo dúvidas que alguns deles tiveram que poderiam comprometer a aprovação.
O projeto foi aprovado por todos os deputados e encaminhado para a sanção do governador Orlando Pessuti que, surpreendendo a todos, encaminha ofício ao presidente da Assembleia Legislativa no dia 31 de agosto de 2010 com veto ao projeto de lei. A publicação no Diário Oficial aconteceu somente no dia 9 de setembro.
A organização não governamental Ecoforça, uma das entidades envolvidas para a aprovação do referido projeto, não pôde deixar de manifestar seu repúdio ao veto do governador neste momento. “Não podemos aceitar o veto pelas justificativas apresentadas no ofício do governador, sem fazer uma pergunta: o projeto não passou pela Comissão de Constituição e Justiça? Não teve aprovação por parte da assessoria dos gabinetes dos deputados envolvidos? Ou vamos ter que aceitar que a assessoria jurídica da Assembleia Legislativa do Paraná não atua com competência, para termos o veto a um projeto por questões de ordem técnica tão simples, perceptível a qualquer profissional da área sem nenhuma experiência?”, pergunta o presidente da entidade Valdir Donizete de Moraes.
A Ecoforça sugere o envio de mensagens aos deputados estaduais do Paraná para que possam, reforçando seu voto a favor do projeto, decidir pela quebra do veto do governador. “Dessa forma, o estado do Paraná poderá entrar para o rol dos estados brasileiros que avançam em sua legislação rumo à defesa dos direitos animais, dando exemplo de modernidade, decidindo favoravelmente em nome daqueles que não podem se expressar – os animais.”, afirma Rosana Vicente Gnipper, diretora regional de Curitiba da entidadesta da ANDA.

Para mais informações contate a Ecoforça no email: ecoforca@gmail.com

Abaixo o ofício do governador, com as razões para o veto:
OF/CTL/CC nº 134/2010 Curitiba, 31 de agosto de 2010
Senhor Presidente,
Tenho a honra de acusar o recebimento do Ofício nº 147/10 – DAP/SA, dessa Presidência, e de levar ao conhecimento de Vossa Excelência que, usando da atribuição a mim conferida pelo art. 87, inciso VII, combinado com o§ 1º, do art. 71, ambos da Constituição Estadual, vetei o Projeto de Lei nº 737/07, por considerá-lo contrário ao interesse público, pelos motivos a seguir expostos.
O autógrafo tem por objetivo proibir, em todo território paranaense, a apresentação, a manutenção e a utilização, sob qualquer pretexto ou justificativa, de animais selváticos e/ou domésticos, sejam nativos ou exóticos, em espetáculos circenses.
O parágrafo único do art. 2º do presente Projeto de Lei assevera que os circos só poderão se desfazer dos animais quando os mesmos forem recebidos por zoológicos ou similares e, ainda, no art. 4º e incisos, são previstas sanções de alçada federal e municipal se a medida não for obedecida.
Saliente-se que sanções, por não cumprimento de lei federal ou municipal, devem ser previstas em normas próprias, no âmbito de cada ente da federação, não sendo possível que lei estadual, por exemplo, defina formas de cancelamento de alvará de funcionamento, visto ser esta prerrogativa de norma local.
Ademais, a Lei Federal nº 9.605/98, em seu art. 32, já previu o seguinte:
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.
Esses os motivos que me levaram a vetar o Projeto de Lei que, em anexo, restituo a essa Assembleia Legislativa.
Valho-me do ensejo para apresentar a Vossa Excelência meus protestos de apreço e consideração.
Orlando Pessuti
Governador do Estado

De ANDA

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Europa proíbe uso de grandes símios como cobaias para pesquisa científica

"A ciência será obrigada a deixar de utilizar na Europa os grandes símios em seus experimentos e terá que limitar ao máximo, de acordo com regras rígidas, o uso de outros animais, em uma decisão aprovada pelo Parlamento Europeu após dois anos de intensas negociações.




A nova regra proíbe o uso de chimpanzés, gorilas e orangotangos em experimentos científicos, enquanto o uso de outros primatas será objeto de uma “restrição estrita”.

A Eurocâmara aprovou, em termos gerais, que as experiências com animais sejam substituídas, na medida do possível, por um método alternativo cientificamente satisfatório. Os cientistas terão que trabalhar para que “a dor e o sofrimento infligidos sejam reduzidos ao mínimo”, afirma o texto aprovado em sessão plenária pelo Parlamento Europeu, com sede em Estrasburgo (França).

A norma, que tem prazo de dois anos para ser adotada pelos Estados europeus, completa uma lei aprovada em 2009 que proíbe os testes de produtos cosméticos em animais.

A eurodeputada parlamentar belga Isabelle Durant, verde, afirmou que “é possível reduzir o número de animais utilizados com fins científicos sem prejudicar a pesquisa”. Quase 12 milhões de animais são utilizados a cada ano com fins experimentais na UE.

Com informações do Terra Nota da Redação da ANDA: Já é sabido que a utilização de animais na experimentação científica, além de não ser ética e não respeitar os direitos animais, não atende ao que devem cumprir os estudos científicos. Temos recursos de sobra para fazer uma ciência ética, evoluída e realmente útil para a vida – sem utilizar animais como escravos a serem torturados em laboratórios. Animais são seres sencientes e sujeitos de direito. Essa medida aprovada pelo parlamento europeu é um passo importante, mas deve se estender a todas as espécies que ainda são vítimas dessa ciência retrógrada. O respeito à vida de todos os seres deve estar dentro de tudo que realizamos, em qualquer área do conhecimento, em qualquer escolha, ação ou gesto que praticamos."
 De Vista-se

Um grande salva!

Eminem diz que vestido de carne crua de Lady Gaga “cheirava mal”

Segundo o tabloide britânico “Daily Mirror”, o rapper Eminem não gostou de se sentar próximo a Lady Gaga durante o MTV Video Music Awards porque o vestido de carne crua dela cheirava mal. “Marshall disse que não queria passar a noite sentado ao lado de uma pilha de carne”, afirmou uma fonte próxima ao americano à publicação.
Ainda segundo a reportagem, a cantora Cher “manteve distância” de Gaga ao lhe entregar o troféu de melhor clipe do ano.

Polêmica
A entidade de defesa dos direitos dos animais PETA fez um pronunciamento na segunda-feira, dia 13, sobre o traje da cantora pop. “Carne é o corpo em decomposição de um animal que não queria morrer, e depois de ficar sob as luzes da TV ia cheirar como carne podre. Não é muito atraente”, disse um porta-voz da organização.
Em entrevista à apresentadora Ellen DeGeneres, Gaga declarou que não queria desrespeitar os vegetarianos ao usar o vestido. Segundo ela, estava apenas defendendo aquilo que acreditava. “Se não lutarmos pelos nossos direitos, muito em breve teremos tantos direitos quanto a carne nos nossos ossos. E eu não sou um pedaço de carne”, disse.
Fonte

O estupro diário da natureza

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunida em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972 foi atenta à necessidade de um critério e de princípios comuns que ofereçam aos povos do mundo inspiração e guia para preservar e melhorar o meio ambiente humano. Proclama, entre outros, que: a) o homem é ao mesmo tempo obra e construtor do meio ambiente que o cerca, o qual lhe dá sustento material e lhe oferece oportunidade para desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente.
Em larga e tortuosa evolução da espécie humana neste planeta chegou-se a uma etapa em que, graças à rápida aceleração da ciência e da tecnologia, o homem adquiriu o poder de transformar, de inúmeras maneiras e em uma escala sem precedentes, tudo o que o cerca; b) o homem deve fazer constante avaliação de sua experiência e continuar descobrindo inventando, criando e progredindo.
Hoje em dia, a capacidade do homem de transformar o que o cerca, utilizada com discernimento, pode levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e oferecer-lhes a oportunidade de enobrecer sua existência.
Aplicado errônea e imprudentemente, o mesmo poder pode causar danos incalculáveis ao ser humano e a seu meio ambiente. Em nosso redor vemos multiplicarem-se as provas do dano causado pelo homem em muitas regiões da terra, níveis perigosos de poluição da água, do ar, da terra e dos seres vivos; grandes transtornos de equilíbrio ecológico da biosfera; destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências, nocivas para a saúde física, mental e social do homem, no meio ambiente por ele criado, especialmente naquele e que vive e trabalha; c) nos países industrializados, os problemas ambientais estão geralmente relacionados com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico; d) o crescimento natural da população coloca continuamente, problemas relativos à preservação do meio ambiente, e devem-se adotar as normas e medidas apropriadas para enfrentar esses problemas. De todas as coisas do mundo, os seres humanos são a mais valiosa; e) chegamos a um momento da história em que devemos orientar nossos atos em todo mundo com particular atenção às conseqüências que podem ter para o meio ambiente. Por ignorância ou indiferença, podemos causar danos imensos ou irreparáveis ao meio ambiente da terra do qual dependem nossa vida e nosso bem-estar.
Interessante que o homem, neste documento, aparece como “a coisa mais valiosa do mundo”. Ainda segundo ele, os seres humanos são os que “promovem o progresso social, criam riqueza social, desenvolvem a ciência e a tecnologia e, com seu árduo trabalho, transformam continuamente o meio ambiente humano. Com tais avanços na produção, na ciência e na tecnologia, a capacidade do homem de melhorar o meio ambiente aumenta a cada dia que passa”.
Mas será mesmo? Percebo em alguns pontos do documento mais uma prova cabal da arrogância e do egocentrismo de uma espécie que continuamente, em nome do progresso e do desenvolvimento econômico está destruindo o planeta. Como será o homem ‘a coisa mais valiosa do mundo’ se por si só não consegue sobreviver sem desmantelar o que o cerca? Suspeito desta afirmação. Penso que valioso seja alguém que tenha coragem para subsistir sem aniquilar, extinguir ou abater nenhuma outra espécie que faça parte do mesmo pedaço da terra em que viva.
Nada contra o documento, muito pelo contrário, mas para mim, valiosa é a Terra, seus vegetais, seus animais, tudo o que nela estava -e ainda está- antes do homem chegar e por nela a sua mão devastadora. Cidades onde administradores públicos afirmam que há árvores sem função ecológica e as destroem para em seu lugar, de forma equivocada, espalhar concreto para que mais carros andem, e que arrancam árvores nativas para construir canchas de rodeio em nome de uma pseudo-tradição, não podem ser consideradas modernas. Moderna é uma cidade que amplia seus espaços ao humano, dialoga com o meio ambiente, preserva o ar, não escraviza nem explora os animais, e que retira os carros das ruas deixando a cidade aos seus verdadeiros donos: os cidadãos.

De Vista-se

sábado, 4 de setembro de 2010

As bicicletas e as políticas citadinas

Mais um ano de “quase” democracia. A farsa da política representativa já é tão sentida quanto os sorrisos de marketing da maioria dos candidatos ao pleito. A disputa pelo consenso leva a destruição de todo pensamento original. A ânsia pela aprovação conduz os candidatos a criar todo tipo de parafernália artificial e mentirosa que almeja a ludibriação explícita. A repetição dos jargões leva a ausência de toda reflexão crítica, mesmo quando a prática pareça exigir ao menos um grito de reprovação.

Nos últimos anos, no entanto, o imaginário urbano vem sendo tomado de assalto por ideias realmente revolucionárias. Há quem pense que as calçadas possam virar pomares, os terrenos baldios transformarem-se em hortas e o campo “invadir” a cidade; outros que afirmam, sem nenhuma ingenuidade, que cada comunidade pode e deve ser responsável pela gestão de seus próprios resíduos. Declaram ainda que o bairro da Caximba deve se tornar uma área de recuperação ambiental permanente.

Existe também uma série de “perturbadores” que desejam libertar o limitado espaço urbano da exagerada e degradante concentração de automóveis. Dizem, estes idealistas, que a cidade deve voltar a ser um espaço de convivialidade, que a dimensão humana das coisas deve ser resgatada.

Tais movimentos são pontuais, mas reclamam uma crítica generalizada. Buscam, na verdade, formas de atuação diretas. Desejam um ambiente de respeito genuíno ao ciclista. A bicicleta é considerada, por eles, um poderoso símbolo, capaz de transformar a imagem que temos de nós mesmos e da cidade como um todo. Optar pela bicicleta é, em nossa realidade atual, ir contra a corrente. Resistir às pressões das empresas automobilísticas, das empreiteiras, da especulação imobiliária e a todo um sistema que, como apontou Illich, pretende fazer do homem um consumidor passivo de mercadorias por toda a vida.

Há na escolha pela bicicleta, certamente, caminhos perigosos. Há o risco de redescobrir a vida mais autêntica. A brincadeira das crianças. O tempo livre do relógio. O prazer da autopropulsão. Há também o elogio da cidade invisível – aquela que somente quem anda e pedala conhece, pois está atento aos detalhes da microvida urbana. A bicicleta favorece o acesso à cidade e é dever do poder público levar isso em consideração.

Neste mês de setembro, que hoje se inicia, Curitiba é mais uma vez palco de ações de diversos desses grupos que visam mobilizar as consciências em uma transformação política efetiva. Atividades que provocam uma nova atenção, um novo olhar sobre a cidade. É o mês da bicicleta.

O fim do inverno anuncia uma realidade florida, permeada de sonhos e vislumbres de uma cidade onde o pé do pedestre seja a referência de saúde e vitalidade. Onde os ciclistas não precisem confrontar a ignorância e a rispidez da multidão motorizada.

Setembro é o mês da bicicleta. Que assim seja por muitas primaveras!

Goura Nataraj, filósofo, membro do Coletivo Interlux, é professor de sânscrito.

gazetadopovo

"Cidade não é problema; cidade é solução" de Jaime Lerner

É com esse pensamento que o brasileiro Jaime Lerner começa sua palestra na conferência do TED. O paranaense ganhou destaque no cenário internacional da década de 70, quando liderou a revolução que transformou a cidade de Curitiba em exemplo de planejamento sustentável, transportes públicos eficientes, respeito ao meio ambiente e foco nas pessoas. No vídeo, ele conta de forma bem humorada a chave para transformar as cidades em soluções para problemas globais, como as mudanças climáticas.
Lerner afirma que todas as cidades do mundo podem ser melhoradas em menos de três anos, independente de escala ou de recursos financeiros. "Todo problema de uma cidade tem de ter sua própria equação de co-responsabilidade", afirma. Ela conta que um dos segredos para isso é o design urbano. "Toda cidade tem seu próprio design. Mas para fazer acontecer, às vezes você tem de propor um cenário e uma ideia que todos, ou a grande maioria, irão ajudá-lo a fazer acontecer”.
Para isso, é preciso pensar em toda a estrutura da cidade, torná-la mais conectada e menos segmentada. E para fazer com que as pessoas circulem por ela de forma eficiente e menos agressiva é preciso combinar todos os meios de transportes existentes em um modelo único, sem fazer com que eles briguem pelo mesmo espaço.



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Exemplo desse modelo é a Rede Integrada de Transporte (RIT), sistema de mobilidade desenvolvida na cidade de Curitiba durante sua gestão como prefeito da cidade. Durante a palestra, Lerner fala sobre a criação e o funcionamento da RIT e como foi preciso 25 anos até que outra cidade (Bogotá) se inspirasse a fazer o mesmo.
Hoje, o sistema já é referência para dezenas de outras cidades espalhadas pelo mundo. “Isso significa que duas coisas: mobilidade e sustentabilidade, estão se tornando muito importantes para as cidades”, afirma. Ele garante que a importância dessa disseminação é vital, e não apenas para o local onde a mudança está sendo feita. “Toda cidade, apesar dos problemas normais, têm um papel muito importante em conviver com toda a humanidade”.
Outra dica do arquiteto é trabalhar de forma rápida, sem perder muito tempo com planejamentos. "Não podemos ser tão prepotentes e pensar que temos todas as respostas. É importante começar e ter a contribuição de pessoas, e elas podem ensinar você se você não estiver no caminho certo"


De EcoDesenvolvimento.org em 23/09/2009