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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conheça seus direitos e deveres do Ciclista

Conheça seus direitos e deveres do Ciclista
CTB - Código de Trâsito Brasileiro; Em relação ao que se refere com Bicicletas.

Link: http://www.4shared.com/file/220493837/875897ba/CTB-Bicicleta.html

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mães unidas para mudar o Código Brasileiro de Trânsito

Mães que perderam seus filhos em acidentes de trânsito se reuniram ontem na Boca Maldita, centro de Curitiba, para recolher assinaturas de apoio ao anteprojeto de lei que visa alterar o Código Brasileiro de Trânsito (CBT). A iniciativa é do Movimento Nacional de Educação e Humanização do Trânsito e em Defesa da Vida (Move-te), originário de Minas Gerais e que propõe que todo o acidente de trânsito com vítimas fatais seja considerado como crime de lesão corporal dolosa (com intenção de matar), quando causados por motoristas embriagados ou que estavam participando de rachas.

Mais de cinco mil assinaturas já foram recolhidas em Curitiba, onde o Move-te recebeu apoio do Instituto Paz no Trânsito, criado por Christiane Yared, que perdeu o filho Gilmar Rafael em um acidente que teve repercussão nacional, em maio do ano passado, em Curitiba. Um dos envolvidos é o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho. A audiência que vai determinar se ele vai ou não para júri popular está marcada para o dia 09 de novembro.

A expectativa era reunir mais de mil assinaturas somente ontem com a mobilização de mães. “Temos vindo para a Boca Maldita para conseguir assinaturas. Ficamos, em média, com 300 por sábado. Hoje (ontem), com toda a mobilização, esperamos conseguir pelo menos mil assinaturas”, explica Rose Mari Carriel de Lima, uma das líderes do movimento no Paraná e que perdeu um filho em acidente há quase dois anos em Curitiba.

O Move-te já tem mais de duzentas mil assinaturas, contando as do Paraná e de Minas Gerais, mas precisa de um milhão para que o projeto de lei de iniciativa popular seja enviado ao Congresso Nacional. A proposta foi elaborada pelo próprio movimento e está disponível no site www.movetvida.org
Fonte: parana-online

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vinte toneladas de lixo eleitoral serão retiradas das ruas


"Todo o efetivo de funcionários do Departamento de Limpeza Pública de Curitiba está trabalhando na limpeza de propaganda eleitoral que foi jogada nas ruas e perto dos locais de votação de Curitiba. A estimativa é que sejam retiradas 20 toneladas de lixo eleitoral das ruas da cidade.
A operação especial de limpeza começou à zero hora deste domingo (3), dia da eleição. Durante o domingo 400 pessoas trabalharam na limpeza das ruas. Na manhã desta segunda-feira (4), os 700 funcionários do Departamento de Limpeza Pública retiram santinhos e cavaletes de candidatos das vias da cidade.
"O trabalho deve durar uma semana. A chuva dificulta a limpeza, pois os papéis grudam no asfalto", disse Nelson Xavier Paes, diretor do Departamento de Limpeza Pública. "Na última eleição foram retiradas 19 toneladas de material eleitoral das ruas", disse Paes."
Fonte

domingo, 26 de setembro de 2010

Guerra do Petróleo


1 milhão de iraquianos mortos e 3 trilhões de dólares gastos em 7 anos de guerra... apenas o exemplo mais bem conhecido...

As indústrias de automóveis são de que nacionalidade? Quantas marcas de carro não-americanas ou européias ou asiáticas você conhece? Qual serão os interesses deles?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Água e florestas em perigo


No dia da Árvore, 21 de Setembro, diga não ao projeto de lei que pretende desfigurar o Código Florestal Brasileiro.
Boca Maldita – 10h as 18h – coleta de assinaturas, distribuição de material, infos
Pça. Santos Andrade – 16h – cortejo do funeral das nossas florestas (venha de preto)
 Clique na imagem para melhor vizualiza-la

De Flávio Krüger

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

STF: FICHA LIMPA JÁ!

 A Ficha Limpa está em perigo, políticos corruptos poderão ser liberados nas eleições de outubro.

Políticos corruptos que tiveram as suas candidaturas barradas pelos Tribunais Eleitorais estão apelando para o Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a constitucionalidade da Ficha Limpa. Os 10 Ministros do STF estão divididos e o julgamento pode acontecer a qualquer momento. Porém, se um grande número de brasileiros defenderem a Ficha Limpa, nós poderemos influenciar os Ministros indecisos a votarem a favor da política limpa.

Juntos nós passamos a Ficha Limpa e tiramos 242 políticos corruptos das eleições de outubro. Agora vamos garantir que o STF defenda a Ficha Limpa. Assine a petição urgente e encaminhe para todos -- ela será entregue para o Presidente do STF esta semana.

Clique no link abaixo e assine a Petição:
https://secure.avaaz.org/po/ficha_limpa_supremo/

sábado, 4 de setembro de 2010

"Cidade não é problema; cidade é solução" de Jaime Lerner

É com esse pensamento que o brasileiro Jaime Lerner começa sua palestra na conferência do TED. O paranaense ganhou destaque no cenário internacional da década de 70, quando liderou a revolução que transformou a cidade de Curitiba em exemplo de planejamento sustentável, transportes públicos eficientes, respeito ao meio ambiente e foco nas pessoas. No vídeo, ele conta de forma bem humorada a chave para transformar as cidades em soluções para problemas globais, como as mudanças climáticas.
Lerner afirma que todas as cidades do mundo podem ser melhoradas em menos de três anos, independente de escala ou de recursos financeiros. "Todo problema de uma cidade tem de ter sua própria equação de co-responsabilidade", afirma. Ela conta que um dos segredos para isso é o design urbano. "Toda cidade tem seu próprio design. Mas para fazer acontecer, às vezes você tem de propor um cenário e uma ideia que todos, ou a grande maioria, irão ajudá-lo a fazer acontecer”.
Para isso, é preciso pensar em toda a estrutura da cidade, torná-la mais conectada e menos segmentada. E para fazer com que as pessoas circulem por ela de forma eficiente e menos agressiva é preciso combinar todos os meios de transportes existentes em um modelo único, sem fazer com que eles briguem pelo mesmo espaço.



Clique em View subtitles e selecione a legenda que desejar



Exemplo desse modelo é a Rede Integrada de Transporte (RIT), sistema de mobilidade desenvolvida na cidade de Curitiba durante sua gestão como prefeito da cidade. Durante a palestra, Lerner fala sobre a criação e o funcionamento da RIT e como foi preciso 25 anos até que outra cidade (Bogotá) se inspirasse a fazer o mesmo.
Hoje, o sistema já é referência para dezenas de outras cidades espalhadas pelo mundo. “Isso significa que duas coisas: mobilidade e sustentabilidade, estão se tornando muito importantes para as cidades”, afirma. Ele garante que a importância dessa disseminação é vital, e não apenas para o local onde a mudança está sendo feita. “Toda cidade, apesar dos problemas normais, têm um papel muito importante em conviver com toda a humanidade”.
Outra dica do arquiteto é trabalhar de forma rápida, sem perder muito tempo com planejamentos. "Não podemos ser tão prepotentes e pensar que temos todas as respostas. É importante começar e ter a contribuição de pessoas, e elas podem ensinar você se você não estiver no caminho certo"


De EcoDesenvolvimento.org em 23/09/2009

terça-feira, 31 de agosto de 2010

MOVIMENTO PASSE LIVRE DECRETA A MORTE DO SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO DE CURITIBA

   "Após o ato público na Praça Tiradentes (14/7/10) onde foi fixada uma cruz de três metros de altura para imortalizar as vitimas fatais do transporte coletivo (retirada a toque de caixa pela empresa Clear Channel a mando da prefeitura), o MPL vem pela segunda vez, em uma manifestação pacífica, reforçar a imortalização das vítimas do ônibus e decretar a morte do sistema de transporte coletivo de Curitiba tido como modelo para o mundo, na mesma praça.
   Sistema esse que diariamente tem causado graves acidentes em toda a cidade pela falta de manutenção dos ônibus e investimentos no setor, que tem a quinta tarifa mais alta do Brasil e péssima qualidade de serviço ofertado, que não dá garantia nenhuma nos quesitos qualidade, pontualidade e conforto.
   Já faz parte de um passado longínquo ônibus com acentos para todas as pessoas, tubos sem filas, linhas para todas as localidades a partir dos terminais de integração. Isso acabou.
   E mesmo após o processo licitatório, que ocorreu às escuras há pouco tempo, não temos a menor garantia que a qualidade do transporte coletivo venha melhorar nos próximos 25 anos, pois as empresas que ganharam o processo são exatamente as mesmas que já exploram este serviço.
   Por enxergar um futuro desumano para o usuário do ônibus é que o MPL vem através das cem cruzes colocadas em praça pública, nesse 1º de Setembro de 2010, relembrar as vítimas fatais dos ônibus, decretar a morte do sistema de transporte coletivo, denunciar que os usuários estão tomados como reféns dos empresários por mais 25 anos sem direito à impugnação e alertar a população sobre mais um aumento compulsório da tarifa que está por vir no início de 2011.

   Contamos com a presença de todas as pessoas que necessitam do transporte coletivo para movimentar suas vidas e acreditam que esse serviço deve ser público e não privado.

Transporte é nosso direito e somente será atendido se mostrarmos nossa insatisfação. Então vamos à luta!
Movimento Passe Livre.
Curitiba, 1º de Setembro de 2010."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Filme - Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte



Comentários:

Lembrando ainda, que um litro de gasolina é energia para mais de uma hora de chuveiro elétrico!!! ESTAMOS DESPERDIÇANDO VÁRIAS "BELO MONTES" PELAS RUAS DAS CIDADES.
De André Caon Lima

Gente bem preprada pelas ONGs...
Desonestas!
De J.C.Cascaes

Embora possa existir um pouco de manipulaçao internacional (ONGs preparadas para isso), a denuncia é de cunho veridica.
Somos contra a construçao da Usina de Belo Monte pois os danos socio-ambientais serao muito maiores que os benefícios que posssam vir a ser gerados.
A racionalizaçao do consumo energético me parece mais necessária que o aumento da produçao da mesma.
Em grandes centros urbanos, automóveis mono-ocupados consomem o que seria suficiente para cobrir a
produçao de Belo Monte. assim, bastaría "compartir el coche" para nao ter que atuar na construçao de um trauma como esse. Usando o transporte público entao...nem se fala.
De Roberto Ghidini Jr

domingo, 29 de agosto de 2010

Entrevista com Enrico Peñalosa

"Enrico Peñalosa ex prefeito de Bogotá, fala sobre a vantagem de se priorizar ciclistas e pedestres nas ruas de uma cidade." (além de que essa priorização é Lei no CTB).
Seria bom excelente se nosso próximo prefeito nos ajuda-se!


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dilma recebe 11 milhões em doações do maior matadouro brasileiro


Nota de LEONARDO ATTUCH, em DINHEIRO desta semana. “O MÃO ABERTA DA CAMPANHA. Embora os candidatos à Presidência ainda não estejam revelando os nomes dos seus doadores, o grupo que mais contribuiu até agora para a campanha de DILMA ROUSSEFF que já arrecadou cerca de R$ 11 milhões, foi o JBS-FRIBOI. E o apoio vai muito além da questão financeira.
O frigorífico que tem entre seus sócios o empresário José Batista Júnior, se dispõe a prestar apoio logístico em todos os locais por onde a candidata passar, oferecendo inclusive seus aviões. Para quem não se lembra, o JBS-FRIBOI é uma das novas “multinacionais brasileiras” turbinadas pelo capital do BENDEs”. Por sua vez, turbinado com o capital do Tesouro Nacional.
Fonte | Dica do colunista Cesar Corregiari

De Vista-se

domingo, 15 de agosto de 2010

Parque Barigui, Oil Man e Bicicleta “usada”

Teoricamente, eu disse teoricamente, é pra existir uma pista para as pessoas caminharem e outra para aqueles sobre rodas: patins, skate, patinete e  bicicleta. Ocorre que, ninguém respeita. Nosso ilustre OilMan numa impagável sunguinha pink, muito corretamente, vai empurrando sua magrela na pista das pessoas que caminham, já a outra ao lado, também parece ser só para as pessoas que, também caminham – no lugar errado.
Quer dizer então que, devemos subtrair da contagem oficial a quilometragem  de ciclovias que estão dentro dos parques, uma vez que, elas são tomadas por transeuntes.
 2 Pistas, uma para pedestres, a outra também 

Já outra cena pitoresca em nossa cidade, e isto mostra o quanto as bicicletas são democráticas, o Gigolô das Magrelas, ele mesmo, com uma musiquinha pra lá de medonha, fazendo campanha política a base de micagem. Dança, saracoteia e usa a bike como um símbolo de sua campanha, fala que apoia o uso e tal. Mas ao mesmo tempo, se enfileira ao lado negro da força, aliando-se à tropa de choque situacionista na Câmara Municipal de Curitiba que, reiteradas vezes, vetou verbas e projetos em prol do uso das magrelas em nossa cidade. E ela está lá, resignada talvez (se tivesse vontade própria), servindo como peça de campanha de mais um, deste mar de calhordas que, se autoconsagram “representantes do povo”.
 Mais um "nobre" representante do povo, ganhando voto com bicicleta e micagem

Em alusão ao cartaz: realmente, RENOVAR É PRECISO. Renovar não a Assembleia Legislativa, não o Senado ou Câmara de Deputados Federais. É preciso RENOVAR a forma de gestão do nosso país. Mudar tudo ! Renovar alias, é pouco, é preciso revolucionar, subverter esta (des) Ordem. E não vai ser através de um voto, de 4 em 4 anos que vamos, sequer começar, alguma forma de transformação.
De Bicicleteiros

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Projeto de Lei - Lei da bicicleta

Quem Somos?
Nós somos a sociedade civil organizada (uma associação sem fins lucrativos) e sem Partidos Políticos envolvidos).

Objetivo?
Encaminhar proposta de lei municipal por iniciativa popular.
"Artigo 1° de Constituição Federal/88:- Todo poder emana do povo que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente."

Ação inicial?
A Lei da Mobilidade Sustentada Urbana (Lei da Bicicleta).

Do que se trata?
A Lei da Bicicleta institui a bicicleta como modal de transporte regular e estabelece:
• 5% das vias urbanas destinadas a construção de ciclo-faixas e ciclovias - no modelo funcional, interconectando o centro da Cidade (em Curitiba as ciclovias ligam os parques em modelo turístico).
• Bicicletários em pontos estratégicos da cidade:
- Terminais de transporte coletivo.
- Prédios públicos (municipal, estadual e federal).
- Estabelecimentos de ensino.
- Estabelecimentos comerciais.
- Praças Públicas de grande circulação do centro da cidade.
• Cultura / Educação - sensibilização para cultura do uso da bicicleta como meio de transporte.
• Turismo consciente - Roteiro turístico para conhecer Curitiba de bicicleta e a implementação do SAMBA (Solução Alternativa para a Mobilidade por Bicicletas de Aluguel), a exemplo das cidades do Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa.

Como funciona?
Para a iniciativa popular propor uma Lei Municipal é preciso de 5% de votos do eleitorado - em Curitiba isto representa cerca de 65 mil assinaturas.

E isto é possível?
Sim. Esse procedimento é previsto na própria Lei Orgânica do Município de Curitiba*, no seu artigo 7º e 55, e na Constituição Federal (art. 1º. e art. 61).
*Art. 7º - Todo Poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente.
Parágrafo único - A soberania popular será exercida:
I - Indiretamente, pelo Prefeito e pelos Vereadores eleitos para a Câmara Municipal, por sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.
II - Diretamente, nos termos da lei, em especial, mediante:
a) iniciativa popular;
b) referendo;
c) plebiscito.
Art. 55 - A iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros poderá ser exercida por cinco por cento, pelo menos, do eleitorado.


Como votar?
Preenchendo seu cadastro com o nome completo, email, endereço, CPF e título de eleitor, em um sistema no site votolivre.org.

E isso vale?
Sim, você está manifestando a sua adesão ao projeto de lei e o seu voto é computado por título de eleitor mediante verificação do CPF válido (a listagem com os dados dos eleitores (título eleitoral e endereço) que assinarem a proposta, será entregue na Comissão de Participação Legislativa da Câmara Municipal de Curitiba (com cópia para o Tribunal Regional Eleitoral - TRE/PR), que, em caso de dúvida, poderá fazer a respectiva conferência da adesão do eleitor).

É a democracia sendo exercida de forma livre e direta.



votolivre.org

terça-feira, 27 de julho de 2010

Índios trocam reféns por gerentes da usina invadida

Os cerca de 250 índios que mantinham reféns 280 funcionários do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Dardanelos, em Aripuanã (MT), no noroeste mato-grossense, a 1.050 km de Cuiabá, aceitaram, na noite de domingo (25), trocar todos os reféns por seis engenheiros e gerentes de setor, que se ofereceram para ficar no lugar dos trabalhadores braçais.

"O clima está tranquilo no local. Inclusive já retiramos as nossas viaturas e voltaremos para a usina na manhã de hoje. Os reféns estão no pátio, onde ficam o alojamento, o refeitório, a farmácia etc", afirmou o capital Sebastião Taques do Espírito Santo, comandante da Companhia Independente da Polícia Militar de Aripuanã.

Ainda segundo o oficial da PM, está prevista para a manhã desta segunda-feira (26) uma reunião entre os indígenas e uma comissão, formada por representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e agentes da Polícia Federal. O policial afirma que os R$ 10 milhões noticiados pela imprensa como sendo a reivindicação dos indígenas não partiu de nenhum dos que invadiram a hidrelétrica.

Segundo o coordenador da Funai em Juína (MT), Antônio Carlos Ferreira Aquino, os índios reivindicam ações de reparação porque a hidrelétrica está sendo construída em cima de um cemitério sagrado para eles. “Eles não querem dinheiro em mãos”, explica Aquino. “O que eles querem é um programa de sustentabilidade da área que venha a ressarcir a perda que eles tiveram com esse sítio arqueológico”, completa o coordenador da Funai.
 Fonte: Abril Notícias

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Custo de campanhas pode até dobrar, estimam políticos e analistas

O custo das campanhas eleitorais para os candidatos à Presidência da República deve crescer na eleição deste ano, e o próximo presidente eleito pode ter de gastar até o dobro do empregado para eleger Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, segundo líderes partidários e especialistas ouvidos pelo G1.
Enquanto Marina Silva (PV) deseja arrecadar cerca de R$ 90 milhões em 2010, o PT trabalha com a perspectiva de gastar cerca de R$ 180 milhões. O G1 procurou líderes do PSDB desde a semana passada, mas não obteve retorno para os questionamentos sobre as perspectivas de gastos.
O valor que os partidos pretendem empregar na disputa será oficialmente conhecido até o começo de agosto, data limite para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receba as primeiras prestações de contas das siglas. Enquanto isso, coordenadores de campanha se lançam às projeções e especialistas afirmam que falta transparência nos gastos.
Para as eleições 2010, Marina Silva foi a primeira a declarar publicamente sua expectativa de arrecadação. “Não chega nem perto do que foi declarado pelos outros candidatos, mas é algo razoável”, disse.
 egundo o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o partido vai fazer o registro da candidatura de Dilma Roussefff com uma indicação de até R$ 180 milhões de gastos. Em 2006, a previsão máxima de gastos na campanha foi de R$ 89 milhões.

De acordo com levantamento da Transparência Brasil, com base em dados do TSE, a campanha de Lula gastou efetivamente R$ 75 milhões em 2006 e R$ 21 milhões em 2002. O custo médio de cada voto recebido foi de, respectivamente, R$ 0,81 e R$ 0,53.
Aumento
Dutra evitou fazer uma interpretação sobre os motivos do crescimento dos custos, mas disse que, “concretamente, o que pesa mais é o material de publicidade”. Televisão e gráfica são os principais itens de custo. “Quanto maior o tempo de TV, mais caro fica. Este ano vamos ter um custo maior do que os anos anteriores.”
O cientista político Ricardo Caldas avalia que as declarações de custos apresentadas ao TSE não são verdadeiras. “Os números reais não estão em lugar nenhum. As doações verdadeiras tendem a ser o dobro do que foi declarado.” Apesar disso, ele arrisca uma projeção dos gastos mínimos para eleger Dilma ou Serra. “Nada inferior a R$ 150 milhões”, disse.
Candidatos vendem decisões futuras. Empresas compram essas decisões. Esse mercado existirá independentemente da legislação", Cláudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil
Transparência
O diretor da ONG Transparência Brasil, Cláudio Abramo, evita fazer qualquer tipo de projeção para os gastos dos partidos. “Há uma diferença entre eleições que já passaram e as que estão acontecendo. Não se sabe qual o patamar ainda”, disse.
Segundo ele, candidatos a cargos proporcionais sabem que há para cada estado um patamar mínimo de arrecadação sem o qual fica impossível ser eleito. Mas, nenhum deles sabe a capacidade de gastos dos outros concorrentes. “Isso aumenta a incerteza dos candidatos e faz que eles até procurem arrecadar mais do que precisam.”
Abramo avalia que nem mesmo o financiamento público poderia frear supostas irregularidades, “Candidatos vendem decisões futuras. Empresas compram essas decisões. Esse mercado existirá independentemente da legislação”, avalia.

Relatório do site "007 Brasil" aponta os bairros mais problemáticos de Curitiba

"Vereadores de Curitiba e deputados da Assembléia Legislativa receberam do site "007 Brasil" um primeiro relatório contendo as principais informações sobre os maiores problemas que assolam os bairros da cidade. O relatório aponta os bairros de Santa Felicidade e Centro como os mais problemáticos. O resultado apurado é fruto do uso das ferramentas eletrônicas que o site "007 Brasil" oferece aos moradores dos todos os bairros da cidade. O "007 Brasil" é um canal de comunicação pública e gratuita para o cidadão reivindicar seus direitos -- como, por exemplo, o de ir e vir sem pisar ou
cair em buracos, ou a garantia de bueiros limpos evitando alagamentos. O site indica o ranking dos problemas nos bairros e estabelece uma ponte entre o cidadão-internauta e o político que responde pela sua região. A informação, uma vez repassada ao parlamentar, poderá então ser averiguada e atendida em tempo real.

"A adesão do cidadão ainda é tímida em razão da nossa cultura. Não temos o hábito de reclamar ou reivindicar direitos. Temos uma postura passiva e acostumados a esperar pela boa vontade dos governantes. No momento que entendermos que não se trata só de direito, mas, acima de tudo, de um dever, cobraremos uma atitude mais consciente e responsável desses representantes políticos e iniciaremos uma era em que alguns políticos não mais poderão se furtar de suas responsabilidades. Trata-se efetivamente de
uma mudança de postura que afetará a forma de se fazer política, assim como a da cultura de um povo, neste caso do Paraná", explica Raphael Jacinto, empresário e iidealizador do site. Se precisar, saiba usar A abrangência do site é internacional (Internet) e funciona por meio de um sistema georreferenciado (mapa), no qual o internauta pode exercer o seu direito de denunciar, reclamar, informar e fiscalizar a atuação efetiva do vereador do seu bairro. Para cadastrar a ocorrência e já dentro do site, o cidadão digita o endereço da reclamação no campo em branco; em seguida, após definir o ponto no mapa, move a gota com o mouse para ajustar o local exato e clica
em uma das categorias: buracos, sinalização, acidentes, pedofilia, alagamento, roubo, lixo, agressão à mulher, entre outros); definido o assunto, ele detalha a ocorrência; ao concluir, clica em ok e pronto, a ocorrência está devidamente registrada."
De parana-online

terça-feira, 13 de julho de 2010

Experimentação animal: responsabilidade, ética e respeito… de mentira

Desde algumas semanas atrás o Ministério da Ciência e Tecnologia e diversas organizações científicas brasileiras, como o CNPq e a SBPC, vêm promovendo uma campanha de lavagem cerebral na população, no esforço de “conscientizar” a sociedade no que tange à “importância” do uso (eufemismo de exploração) de animais em pesquisas de laboratório – a chamada vivissecção. Vem sendo veiculado na TV um comercial de 30 segundos com esse intuito. Tal atitude adversa aos interesses dos animais – especialmente os de viver e ser livres – precisa ser desmascarada pelos defensores animais brasileiros, e é isso que este artigo busca fazer, ao analisar criticamente a mensagem veiculada na propaganda televisiva dessa campanha.
O comercial em questão mostra, andando numa estrada, pessoas representando quem foi, por exemplo, curado de câncer, beneficiado com vacinas ou avanços científicos da cirurgia e gratificado com maior expectativa de vida. Durante a caminhada dos figurantes, fala-se sobre a estrada da vida pela qual toda pessoa caminha e sobre como os avanços biomédicos atribuídos à experimentação animal permitiram muita gente continuar andando sobre ela.
A fala continua falando aquilo que todo defensor dos direitos animais sabe que é mentira: que os animais “de laboratório” são tratados “com ética e dignidade” e que esse tratamento “ético” hoje é lei – em referência à muito criticada Lei Arouca, lei bem-estarista sancionada em 2008. E aparece o lema “Pesquisa científica brasileira hoje: responsabilidade, ética e respeito aos animais”.
Para a população brasileira, culturalmente acostumada com o paradigma de usar os bichos visando interesses humanos, ainda que mediante métodos evidentemente violentos, e com o dogma moral de que os animais não-humanos nasceram para servir à humanidade como escravos, a “conscientização” trazida pela comunidade científica é mais que plausível. Está na cara: se os bichos vivem com o fim de nos servir e a vivissecção vem “salvando muitas vidas” (ainda que às custas da ceifa de milhares de vidas não-humanas), por que parar de fazer experiências com cobaias? Por que ouvir os “vegans chatos e radicais” e mudar aquilo que dá certo?
Para os bichos, no entanto, a propaganda da “ética” vivisseccionista é puro trololó. Eles podem não ter consciência moral de que estão sendo explorados por um sistema de opressão em nome da ciência, tal como os proletários rebelantes da época de Karl Marx eram conscientes de que os seus patrões tycoons se beneficiavam de toda sua exploração e miséria. Mas sentem na pele, literalmente ou não, os horrores promovidos por um sistema cujos gestores dizem prezar pelo “respeito aos animais”. Uma vida infernal, que lhes veda a liberdade e, com frequência acima do excepcional, lhes traz sofrimento e morte precoce.
Li oito artigos científicos brasileiros escritos em português, disponibilizados na SciELO Brasil, cuja metodologia era a experimentação animal – seis em camundongos e dois em cães, todos publicados em 2009 ou 2010, depois da sanção da Lei Arouca. E em todos pude ver fatos que contrariam qualquer senso de dignidade e torna vazio o discurso da pseudoconscientização que vem sendo promovida.
Em todas as pesquisas, os animais passaram toda a sua vida, exceto nos momentos de realização das experiências, aprisionados em gaiolas, sem o mínimo direito de saber o que é a liberdade e a natureza. Os cães, presos em gaiolas ou canis individuais, não tinham tutores que lhes dessem carinho, afeto e bons tratos, mas sim carcereiros.
a) Pesquisa em camundongos 1
Os camundongos foram obrigados a andar sem parar durante 45 minutos, todos os dias, durante oito semanas, provavelmente experimentando exaustão corporal. Terminaram executados em guilhotina.
b) Pesquisa em camundongos 2
Vários animais, depois de obrigados a realizar esforços físicos exaustivos, sofreram intolerância a esforço físico, taquicardia e até insuficiência cardíaca.
c) Pesquisa em camundongos 3
Os animais receberam injeção de veneno de serpentes amazônicas em uma das patas esquerdas. Diversos animais sofreram inflamação local, causando provavelmente dificuldades para os animais andarem.
d) Pesquisa em camundongos 4
Foi um teste de toxicidade: diversos camundongos foram envenenados com extrato de cravo-da-índia, com doses progressivas, no famigerado teste DL50, e vários deles morreram – deduz-se que os sobreviventes passaram por intenso sofrimento. Foi a experiência mais cruel da amostra de artigos que obtive, na qual testes seguintes ao DL50 tiveram consequências como “piloereção, edema de focinho, proptose, contorções abdominais, baixas excreções urinárias, e fecais com muco, redução da freqüência respiratória, distensão abdominal e agressividade, além de mortalidade acima de 80% dos grupos.”
e) Pesquisa em camundongos 5
A experiência consistia no desmame de filhotes de camundongos. As mães viveram engaioladas por toda a vida e os filhotes de várias delas lhes foram roubados pelos cientistas aos 14 dias de vida, provavelmente causando sofrimento emocional intenso nas mães separadas de sua prole. Os filhotes foram mortos pelos cientistas, depois de anestesiados, ao 63º dia de vida.
f) Pesquisa em camudongos 6
Os animais foram induzidos a contrair câncer de esôfago com a substância carcinogênica dietilnitrosamina; a cada 30 dias, números variados de animais eram mortos em câmara de gás carbônico. Todos os animais da pesquisa foram executados.
g) Pesquisa em cães 1
Os cães tiveram a alimentação cortada nas doze horas anteriores a uma anestesia. Tiveram variadas drogas injetadas em seu organismo durante a cirurgia. Foi uma experiência extremamente invasiva, com abertura da pele para exposição de vasos sanguíneos e introdução de sondas e catéteres nesses vasos e até no cérebro.
Na fase de recuperação, um cão de uma das amostras teve vômito, enquanto os animais da outra amostra “apresentaram contrações musculares tônico-clônicas de grande amplitude durante a recuperação, além de vômitos, que foram contidos com a administração de diazepam e metroclopramida, respectivamente. Cinco animais necessitaram de segunda dose de diazepam. Houve um caso de óbito neste grupo, que ocorreu após o período experimental.”
h) Pesquisa em cães 2
Os bichos tiveram corte de alimentação e de água por doze horas antes da cirurgia experimental. Era sabido que alguns animais poderiam passar por grande sofrimento, uma vez que o segundo maior nível de disfunção neurológica previa “dor à palpação epaxial, paraplegia, incontinência urinária e presença de dor profunda”. Passaram por duas cirurgias, recebendo na primeira uma significativa variedade de substâncias medicamentosas. Um dos cães “apresentou alterações neurológicas na marcha e deficiências neurológicas durante o período de avaliação, provavelmente pela manipulação cirúrgica”.
***
Estes artigos, que, repito, foram publicados depois da sanção da Lei Arouca, nos fazem refletir: cadê a “ética e dignidade” nisso tudo? Há alguma dignidade em manter animais aprisionados durante toda a vida, em lhes forçar experiências invasivas e tortuosas, das quais poderão ou não sair vivos? Que espécie de respeito existe em experimentos que implicam o assassinato dos animais abusados?
Lanço um argumento que deixa muitas pessoas fulas da vida, mas que ainda assim profiro para desafiar sua concepção especista de ética e respeito: se a campanha fala tanto que a comunidade científica trata os animais não-humanos com “responsabilidade, ética e respeito”, então nada impede que comece a fazer experimentos em seres humanos, mesmo involuntários. Não serão tratados de forma digna, ética, responsável e respeitosa? Então por que não estender essa experiência a pessoas?
Isso nos leva à conclusão de que a pretensa “ética e dignidade” que a campanha alega existir na vivisseção brasileira é um engodo, lançado com a mensagem codificada de que as organizações científicas brasileiras não estão interessadas em aceitar sequer debater sobre as objeções éticas à metodologia de cobaia lançadas pelos defensores dos direitos animais, quanto mais procurar modificar seus meios de pesquisa desenvolvendo métodos alternativos que não requeiram explorar nenhum ser senciente.
No momento em que publico este texto na mídia alternativa, o governo (Min. Ciência e Tecnologia) e organizações como a SBPC e o CNPq estão levando adiante sua ofensiva que visa alienar e desinformar os brasileiros sobre a real natureza da experimentação animal. Em vez de respeito aos seres que sentem e sofrem, propagam a continuidade do sistema de exploração e tortura de seres não-humanos.
Por isso as entidades de defesa dos direitos animais precisam, mais do que nunca, começar uma contracampanha para promover a verdadeira conscientização, para que o Brasil passe a desejar libertar os animais das gaiolas dos laboratórios em vez de pensar que depende do aprisionamento e sofrimento deles para viver.

De Vista-se

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mudança no Código Florestal Brasileiro é um retrocesso

No tempo em que se deveria endurecer ainda mais o coração contra o desmatamento e lidar com a destruição das matas e da natureza com punho de ferro, o Brasil dá um passo para trás e aprova um código de leis permissivas que condenam o meio ambiente.
Nos tempos em que mais o ser humano precisa se conscientizar e agir em defesa da natureza, mudanças extremamente questionáveis ocorrem no Código Florestal Brasileiro, que chegam mesmo a ameaçar florestas e ecossistemas nacionais, causando prejuízos a toda a população, atual e futura, do planeta.
Instituído em 1965, o Código Florestal é um dos mais importantes sistemas de leis de proteção ambiental do país, contendo pressupostos vitais na conservação de recursos naturais. As alterações no corpo do documento marcam um retrocesso histórico e colocam em risco a sobrevivência das espécies, matas e reservas florestais.
Igualmente a diversos golpes políticos que o passado registrou em nossa história, essas mudanças mais se parecem com uma manobra bem articulada para o beneficio imediatista, limitado e irresponsável de alguns, sobretudo, dos ruralistas que alegam precisar de mais chão para plantar e criar, dando, com isto, o alimento que o mundo deseja.
Não se pode dizer que não era necessária uma reforma no código; ao contrário, isto era evidente e vinha sendo discutido com recorrência até que se criou a Câmara Técnica Temporária no Conselho Nacional de Meio Ambiente, que passou a construir, desde abril de 1999, a modernização da legislação florestal, mediante consulta ampla e democrática.
Foi justamente esta postura democrática, para não voltar a dizer a consciência, que faltou no momento de se firmarem as alterações, já que se pendeu para um só lado: o dos ruralistas. Mesmo com os esforços para deter a articulação rápida entre as entidades civis ligadas a questões ambientais, o texto substitutivo que recebeu o nome de Projeto de Conversão tramitou em tempo recorde e chegou ao Congresso Nacional em apenas seis dias.
13 votos contra cinco foi o resultado da votação que aprovou o texto que, entre outros absurdos, anistia os desmatadores de reservas legais e áreas de preservação permanente, reduz a área legal da Reserva Legal no Cerrado de 50 para 20% e a da Amazônia de 80% para 50%. O percentual, no caso, respeitando-se esse limite, passará a ser definido pelos Estados que, sabemos, possuem interesses próprios.
O texto autoriza que áreas de reflorestamento de pinheiros ou eucaliptos, bem como as de plantio de eucalipto, manga, coco, limão e outras culturas, sejam consideradas reservas legais, passando a ocupar o status de vegetação nativa. Que grande coisa para os exploradores da terra que não sabem ou, simplesmente, desprezam o valor de uma mata virgem.
O novo código também permite que florestas nativas sejam convertidas em lavouras nas propriedades mais produtivas, sem qualquer necessidade de se obter licença das autoridades ambientais, e que haja exploração econômica de florestas e outras formas de vegetação nas áreas de preservação permanente (margens dos rios, lagos e reservatórios, áreas de encosta e topos de morros).
Admite, também, que as florestas de preservação permanente sejam usadas para realização de construções, abertura de estradas, canais de derivação de água, e ainda para atividades de mineração e garimpo. Uma vitória que agrada aos exploradores e decepcionam os ambientalistas e a própria humanidade, uma vez que corrobora com a pior prática de desmatamento e deterioração da natureza. Além disso, houve uma redução da preservação das matas ciliares à margem de cursos com menos de cinco metros de largura, de 30 para 15 metros.
Estabelece-se o período de cinco anos consecutivos sem derrubada de matas para atividades agropecuárias e consolidação das áreas já utilizadas. Determina, também, a regularização da situação de cerca de 90% dos produtores rurais, que estão hoje na ilegalidade. Já para quem desrespeitar a lei ambiental, rege a obrigatoriedade de recompor as áreas destruídas ou desmatadas, com o que o responsável estará sujeito a sanções cíveis e penais. Isto, claro, se houver eficácia na fiscalização.
O cidadão que suprimir a vegetação de forma ilícita (contando a partir de 2008) ficará proibido de receber novas autorizações de supressão de vegetação. Mas, como a derrubada a favor das culturas é lícita, os latifundiários colherão a rodo, enquanto o mundo perderá ainda mais suas defesas naturais, corrompendo talvez uma última chance que ainda se tem de reverter em parte os danos causados à natureza terrestre.
Não podemos nos esquecer de que o Brasil, por sua extensão e por abrigar a Amazônia, representa uma das maiores esperanças mundiais de sobrevivência ambiental, onde se incluem os fatores que visam conter o crescimento do aquecimento global ou as águas que, por consequência deste, aumentam de volume por conta do degelo e procuram mais e mais espaço para ocupar no mundo.
O ser humano tem sido imediatista, talvez por ter sido criado à imagem e semelhança de um deus que, a julgar pelo que se registrou no Antigo Testamento da Bíblia sagrada, assim também o é. Porém, estamos enfrentando uma ameaça de destruição causada por este jeito de ser. Por querer resolver apenas os problemas atuais sem se pensar no futuro é que estamos passando por tantas tragédias. Inundações, tsunamis, tufões.
Contra o imediatismo humano, ambientalistas do mundo inteiro defendem a aplicação do conceito de sustentabilidade, inclusive, no Brasil. Segundo o Relatório de Brundtland, de 1987, sustentabilidade é “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações fufutras de suprir as suas”.
Na Wikipédia da internet, está escrito que a “Sustentabilidade propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir proeficiência na manutenção indefinida desses ideais”.
De maneira alguma se vê nem sustentabilidade nem conduta política ou ecologicmente correta no novo Código Florestal; tampouco preservação da biodiversidade ou dos ecossistemas naturais. Casos e mais casos de animais sem floresta que invadem o território urbano numa luta cruel e desvantajosa pela sobrevivência ocorrem em toda parte. Proliferação de pragas também são mais frequentes desde que o desmatamento atingiu as proporções da atualidade. Se permitirmos legalmente que se desmate mais, como poderemos reverter o desequilíbrio ecossistêmico?
“Condutas de políticas integradas para solucionar questões ambientais”, como a candidata à presidência da República, dona Marina Silva, defende em sua campanha, são viáveis desde que atendam às reais necessidades do meio, que não mais pode ser visto territorialmente, já que o que se faz aqui repercute do outro lado do planeta e vice-versa, demonstrando o caráter sinérgico da humanidade no dever de agir por ela mesma.
A candidata Marina, assim como muitos neste planeta, estão indignados com a aprovação na Câmara do novo Código Florestal. Segundo ela, a proposta apresentada revoga o primeiro artigo do código e faz com que as florestas deixem de ser um bem da humanidade. O artigo em questão diz que “As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo- se os direitos de propriedade, com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem”.
E, no parágrafo que se sucede, está que “As ações ou omissões contrárias às disposições deste Código na utilização e exploração das florestas e demais formas de vegetação são consideradas uso nocivo da propriedade, aplicando-se, para o caso, o procedimento sumário previsto no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil”.
Ou seja, o homem continua fazendo leis que revoga conforme seus interesses políticos, em detrimento das próprias raça e espécie e sem qualquer senso de responsabilidade global.
O novo código é polêmico, mas é mais que isso. Também é um chamado à população para que se levante com consciência contra a absurdez que homens de poder querem cometer contra o meio ambiente. É um chamado para que novas vozes se levantem antes mesmo do próximo plenário que discutirá a questão, e que deverá ocorrer apenas após as eleições brasileiras de 2010.
Portanto, é mister que nos preparemos com grande lucidez para irmos às urnas. Lembremo-nos de que nossas maiores armas para conseguir qualqur mudança são a nossa voz, a nossa pena e, no caso, o nosso voto.

Fonte: conexao orbum

terça-feira, 6 de julho de 2010

CCJ aumenta rigor de punições para crimes contra ciclistas e pedestres

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira punições mais rigorosas para crimes cometidos contra ciclistas e pedestres.
O texto aprovado é o substitutivo do deputado Colbert Martins (PMDB-BA) para o Projeto de Lei 74/07, da deputada Solange Amaral (DEM-RJ), que modifica normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB - Lei 9.503/97).
A tipificação dos crimes de trânsito hoje prevê apenas o homicídio ou lesão corporal culposa (sem intenção). O relator optou por estabelecer que poderá ser condenado também por crimes de homicídio doloso (com intenção), além de culposo ou de lesão corporal, quem:
- não guardar a distância lateral de 1,50m ao passar ou ultrapassar bicicleta;
- participar, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente;
- trafegar em velocidade incompatível com a velocidade estabelecida para a via;
- dirigir sem a habilitação ou com a habilitação vencida; ou
- deixar de prestar socorro à vítima ou solicitar auxílio da autoridade pública em caso de acidente.
O projeto original previa que esses fatos fossem considerados sempre como homicídio doloso. O relator explicou que fez a alteração para evitar choque com a legislação penal. Segundo Colbert Martins, foram modificadas alguns dispositivos da proposta para adequar a redação à sistemática e ao vocabulário estabelecidos pelo CTB e pelo Código Penal.

Socorro à vítima
Uma das principais alterações foi a retirada do dispositivo que determinava que os motoristas de acidentes que vitimem ciclistas fossem presos, mesmo que prestassem socorro à vítima. Martins lembrou que essa proposta já foi alvo de veto na Lei 11.705/08, veto ainda não apreciado pelo Congresso. Atualmente, o Código só prevê a pena de detenção. A detenção é um dos tipos de pena privativa de liberdade. Destina-se a crimes tanto culposos (sem intenção) quanto dolosos (com intenção). Na prática, não existe hoje diferença essencial entre detenção e reclusão. A lei, porém, usa esses termos como índices ou critérios para a determinação dos regimes de cumprimento de pena. Se a condenação for de reclusão, a pena é cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. Na detenção, cumpre-se em regime semi-aberto ou aberto, salvo a hipótese de transferência excepcional para o regime fechado. Há ainda prisão simples, prevista para as contravenções penais e pode ser cumprida nos regimes semi-aberto ou aberto. de dois a quatro anos para os casos culposos, e o motorista não é preso em flagrante nem paga fiança se prestar socorro às vítimas.
O relator também modificou o item que prevê que o atropelamento de ciclista, pedestre ou terceiros seja considerado crime de lesão corporal dolosa, caso o motorista esteja dirigindo no acostamento; na contramão; sob a influência do álcool ou de substância de efeitos análogos; ou em excesso de velocidade. O deputado manteve a previsão original do CTB que só remete esses casos aos códigos Penal e Processual Penal, sem enquadrar as condutas em tipos penais. Martins acrescentou inciso que prevê a mesma consequência para quem dirigir pelo acostamento ou contramão.

Tramitação
A proposta já foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes e segue agora para análise do Plenário.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/149316.html