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domingo, 21 de novembro de 2010

Bebês não precisam de carros

A Ana Maria completou seis meses! E durante toda sua vida ela não teve carro. Vamos ver o que ela acha disso?
Ana Maria, se você não tem carro que transporte você usa?
O meu transporte preferido é o sling. Quando eu saio com o papai ou a mamãe, eles podem ir a pé, de ônibus ou até de bicicleta, mas eu fico no sling que é bem confortável. E logo, logo vou poder andar de bicicleta na cadeirinha também.
Mas se você tiver que sair de carro?
Bom, tem amiguinho meu, da mamãe e do papai que já esqueceu que pode andar sem carro. Aí para não deixar eles tristes, as vezes a gente acaba indo com eles pra não deixar eles sozinhos, mas não acontece muito não. Tenho até uma cadeirinha de segurança, porque andar de carro é muito perigoso mesmo sabe!!
Nem carrinho de bebê?
Que ideia fixa tio! Não gosto do carrinho não. As calçadas são muito ruins. Eu me chacoalho toda e as vezes nem tem onde passar. Além disso, os carros e as motos fazem muito barulho e me assustam. No sling abafa bem o barulho.
Mas você não fica com preguiça de sair assim?
Eu não! Eu vou sempre coladinho com a mamãe, é legal que só, ficar abraçadinha com ela!
Pena que você acaba saindo pouco né?
Ahh… a mamãe me leva sempre para visitar o médico de crianças. Mas eu já fui também visitar um monte de amiguinhos, fui em festinhas de aniversário de gente pequena e gente grande, em oficina de música, nas feirinhas… Vou sempre pra aula de ioga e brincar de piscina também.
E o seu pai não sai com vocês?
Sai sim. Quando tá todo mundo junto, a gente até prefere ir andando. A gente já foi a pé num lugar que ficava a mais de 5km daqui de casa. Foi legal que só, a gente passou num monte de rua que não tinha carro e conversou muitão. Se tivesse mais ruas assim, a gente andava ainda mais.
Você não gosta mesmo de carros?
Eu não! E acho que os adultos também não, porque quando tem criança por perto e aparece um carro, eles saem logo gritando e puxando a gente: “Cuidado com o carro! Cuidado com o carro!” Não sei porque tem tanta gente que acha tão bom ter carro. Assim quem quer andar de bicicleta fica com medo de sair de casa.

Ana Maria nasceu em maio de 2010 e nunca teve restrições de ir e vir para onde quisesse. Todos os gastos de transporte somam R$ 62 por mês. Incluindo as despesas com passagens de ônibus, as revisões de bicicleta, a ajuda com a carona, as corridas de táxi emergenciais para o Pequeno Príncipe e todos os outros deslocamentos da família inteira.
Por transportehumano

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cidade do Reino Unido usa esgoto tratado para aquecer casas


Chefes de família de Didcot, cidade inglesa no condado de Oxfordshire, se tornaram os primeiros no Reino Unido a utilizar o gás fabricado a partir de seus próprios resíduos humanos e fornecidos através da rede nacional para aquecer seus lares.
Até 200 casas em Oxfordshire vão usar biometano feito a partir de esgoto que haviam descartado pela descarga durante as três semanas anteriores. O esgoto é limpo antes de ser transformado em biometano útil.
As empresas da área British Gas, Thames Water e Scotia Gas Networks têm a esperança de lançar o mesmo processo em todo o Reino Unido. Segundo uma perspectiva da União Europeia, até 2020, 15% da energia produzida pela Grã-Bretanha virá de fontes renováveis.
Orrill Martin, diretor de tecnologia, energia e inovação da British Gas, afirma que o fornecimento de gás através da rede nacional foi um passo lógico na oferta energética do país para cumprir esses objetivos. Ele acrescenta que os clientes não tem necessidade alguma de se sentirem enjoados, muito pelo contrário; eles devem estar orgulhosos de participar do esforço de reciclagem incomum.
“Eles não notarão qualquer diferença já que a de energia renovável não tem odor e a infraestrutura para entregar o gás já está pronta”, garantiu. Todo o processo deve levar cerca de 23 dias desde a descarga até o retorno como fonte de energia.
A prática do uso de biodigestores – bactérias cuidadosamente geridas – para transformar as fezes em um meio de geração de energia elétrica já está bem estabelecida em todo o país.
Mãe de duas crianças, Kathryn Rushton, de 45 anos, está entre os pioneiros cujo fornecimento de gás vem de esgoto. “Eu falei a meus filhos sobre a origem da energia e primeiro eles torceram os narizes”, conta. “Mas depois eles pensaram melhor e viram que é uma ótima ideia”.
“É feita a partir de algo que todos nós produzimos e é renovável. Estamos lutando para encontrar fontes de energia, de modo que devemos usar tudo o que pudermos. Eu sou definitivamente uma defensora dessa”, assegura.
Outras empresas de energia também anunciaram seus planos para injetar biometano direto para a rede no futuro. A United Utilities planeja servir 500 casas em Manchester utilizando o mesmo sistema empregado em Oxfordshire.O esquema de US$ 4,3 milhões entraria em vigor na metade de 2011.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A reciclagem de pneus está na moda


"Na luta em favor à natureza, os pneus inservíveis aparecem como grandes vilões. Assim como a frota de carros das grandes cidades aumenta diariamente, também cresce o número de pneus descartados no meio ambiente.
Os pneus velhos representam um grande perigo: geram resíduos prejudiciais, demoram um longo tempo para se decompor (até 240 anos), são um dos focos do mosquito da dengue devido ao acúmulo de água; sem falar na combustão de pneus que é altamente tóxica.
Porém, você sabia que é possível transformar esse problema em moda? É esse o trabalho da Goóc, a primeira empresa a reciclar pneus para desenvolver calçados com um design moderno e despojado. Presente no país desde 2004, a Goóc já reciclou cerca de 2,5 milhões de pneus inservíveis.
A matéria prima para a produção é fornecida por empresas de reciclagem de pneus dos estados do Mato Grosso e Paraná. A borracha do pneu inservível é transformada em blocos que contém o pó do pneu triturado, óleo estabilizador e óleo acelerador. Com a matéria prima em mãos, a Goóc utiliza o processo de vulcanização (calor + pressão) para formar as solas das Eco Sandals.
Um exemplo dessa “arte feita com pneus” é a linha La Vie de sandálias ecológicas femininas que a Goóc criou para o verão 2011. Disponíveis nas cores rosa, roxo, verde e branco, além de belas, também são confortáveis e leves, pois pesam aproximadamente 100g. A Goóc também oferece sandálias masculinas e infantis com sola de pneu reciclado.
Para ter ideia da importância deste trabalho, se cada brasileiro – ao total 183,9 milhões de habitantes – adquirir um par de sandálias de pneu reciclado, teremos eliminado em dois anos cerca de 35 milhões de pneus - já que com cada pneu é possível fazer em média 5 sandálias. Este é o desafio da Goóc no Brasil. [www.gooc.com.br]"
Fonte

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arte-reciclagem ganha exposição

Caricaturas, atletas, dançarinos, músicos, casais, figuras inusitadas talhadas em pedaços de madeira se transformam em móbiles, estátuas, ornamentos. É a arte-reciclagem do artista plástico paulista Paulo Leonardo Gonçalves, que expõe “Desenhando nas Nuvens”, exposição montada no Espaço Cultural do Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília).

“Definir uma linguagem através de retalhos de MDF descartados no lixo.” Essa é a primeira frase da descrição do trabalho de Paulo, no blog http://desenhandonasnuvens.blogspot.com. O artista busca através de retalhos descartados no lixo, derivações de imagem. Define e manifesta de uma forma lúdica, troca emoções, através de sua arte. A simplicidade da madeira e a vivacidade das cores dão o tom de cada peça.

A matéria-prima é, basicamente, pedaços de MDF (placa de fibra de madeira) descartados pelo marceneiro, vizinho de Paulo, e que já chegam ao ateliê com um formato essencialmente único: daí a arte de ‘desenhar nas nuvens’. “É como olhar para o céu e tentar descobrir formato de quê cada nuvem tem, depois basta deixar a imaginação fluir e procurar encaixar sua imaginação na peça”, diz Paulo, que garante não mudar a forma dos retalhos que chegam em sua mão.

Descoberta
A técnica surgiu, quando era professor, em São Paulo, e buscava alternativas para que a escassa verba destinada às artes fosse melhor aproveitada e seus alunos pudessem soltar a imaginação. A técnica rendeu ao artista o prêmio “Artesão do Ano”, categoria reciclagem, concedido pela organização da Mega Artesanal 2009.
Fonte: diariodemarilia

Óleo de cozinha reciclado deixa de ser vilão ambiental

Talvez você não saiba, mas o óleo que você descarta no ralo da pia da cozinha ou no vaso sanitário tem um efeito devastador para o meio ambiente. Por mês, mais de 200 milhões de litros de óleo usado vão para os rios e lagos do País. "No Brasil, são produzidos por ano 3 bilhões de litros de óleos vegetais", diz Levi Torres, coordenador de projetos da Associação Brasileira de Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo). Somente 7 milhões de litros de óleo usado são recolhidos por mês. O Estado de São Paulo é responsável pela coleta mensal de 1,8 milhão de litros, um terço do total no Brasil.

1 Não jogue no ralo
Estima-se que uma família descarte 1,5 litro de óleo de cozinha por mês. O primeiro passo é não jogar o óleo que você usa na cozinha pelo ralo da pia. Ele deve ser primeiro resfriado e depois guardado para a reciclagem. Para guardá-lo, use um recipiente plástico com tampa. No dia a dia, vá acrescentando o resíduo de óleo ou gordura de frituras. O ideal é não reutilizar o óleo.

2 Sem dor de estômago
Se o reúso for necessário, observe se aparecem espuma e fumaça durante a fritura. A cor escura do óleo e do alimento frito, o odor e sabor não característicos são sinais de que é hora de comprar um novo. Reutilizar o óleo pode causar diarreia e outros problemas de saúde.

3 Em casa
Em condomínios como o do zelador Carlos Silva (foto à esq.), na zona sul de SP, há um sistema de coleta em parceria com cooperativas que recolhem o material. Caso seu edifício não tenha uma parceria do tipo, leve o óleo guardado a um ecoponto ou local de coleta. Veja no site da Ecóleo (www.ecoleo.org.br) os que ficam mais perto de sua casa.

3 Fora de casa
Restaurantes e lanchonetes, que utilizam volumes significativos do produto, devem entrar em contato com empresas ou entidades licenciadas pelo órgão competente da área ambiental da cidade e descartar o óleo em uma bomba, cuja capacidade varia entre 50, 100 e 200 litros.

5 Cooperativas
Diversas cooperativas estão cadastradas para receber o óleo usado e fazer a primeira etapa do beneficiamento. Consiste em uma filtragem para tirar os resíduos sólidos do material. O óleo é filtrado diversas vezes. Quando provém de residências, tem melhor qualidade do que quando vem de restaurantes.

6 Nas empresas
O material é encaminhado a uma empresa que vai utilizá-lo para obtenção de outro produto. Primeiro, ele é novamente filtrado, depois é processado de forma a reduzir sua acidez e umidade. Isso porque a água oriunda dos alimentos produz alterações hidrolíticas - quebra ou mudança de uma substância pela ação da molécula de água.

7 Mil e uma utilidades
Entre os produtos que podem ser feitos a partir de óleo reciclado estão biodiesel, massa de vidro, sabão, graxas, lubrificantes, ração animal, tintas vernizes, fertilizantes, acendedores de churrasqueira (como o da foto ao lado) e massa asfáltica.

8 Biocombustível
Mais de 50% do óleo recolhido no Brasil vai para a produção de biodiesel. Só a Petrobrás Biocombustível fica com 10% de tudo o que se recicla. A fabricação de ração animal, massa de vidro e saponáceos aparece logo atrás, nesta ordem. Hoje o óleo é o maior poluidor de águas das regiões mais populosas do Brasil.

Fonte: Estadao

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Curitiba capital ecológica; na década de 90!

"Curitiba, que recebeu a alcunha de capital ecológica na década de 90, já não é mais a mesma. O levantamento “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável”, divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz dados que assustam até quem não se preocupa muito com o meio ambiente. De acordo com o estudo, a região da capital paranaense é uma das campeãs em picos de emissão de poluentes. Curitiba foi a cidade que mais violou os limites tolerados de poluição atmosférica nos últimos anos. Para se ter uma ideia do ponto a que chegamos, em relação ao PM10 – espécie de poeira perigosa por ser mais fina e atingir com mais facilidade os pulmões – foram registrados 24 abusos na região de Curitiba, contra dois no Rio de Janeiro e dois em São Paulo, durante todo o ano de 2008. Em reportagem da Gazeta do Povo, o secretário de Meio Ambiente de Curitiba, José Andreguetto, afirmou que “essas violações não querem dizer que é o caso de uma emergência e que temos de mobilizar a sociedade para evacuar a cidade”. Ainda não chegamos a esse extremo, é claro, mas essas violações são com certeza uma alerta para que medidas de combate à poluição sejam tomadas desde agora. Fiscalizar a frota de carros e a indústria já seria um bom começo."
Fonte: gazetadopovo

Curitiba não é mais a mesma!

domingo, 5 de setembro de 2010

Forro ecológico usa saco vazio de cimento

Um projeto dos formandos do curso técnico em construção civil-edificações da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) João Martins Coube, de Bauru, promete ser uma alternativa tanto de aproveitamento sustentável dos materiais quanto de impulso econômico para diferentes setores.

A inovação, batizada de “Forreco” (originada de forro ecológico), baseia-se na produção de placas para forro concebidas a partir da transformação do papel dos sacos de cimento vazios.

O material é um dos principais itens de lixo nas construções e é de reciclagem considerada praticamente inviável economicamente .

Além de tirar do meio ambiente grande quantidade de detrito poluidor, cujo tempo de decomposição é alto e resulta em poluição do ar e de lençóis freáticos pela presença de resíduos do cimento em pó, a iniciativa também é de cunho socioeconômico, defendem idealizadores, professores e direção da escola.

“Além do caráter ecológico, também há o foco social”, destaca Ademir Redondo, diretor do Senai de Bauru. “Proporcionaríamos material de custo menor, com a possibilidade da implantação do forro até mesmo nos empreendimentos mais populares”, enaltece o aluno Cosme Cipriano, autor do projeto ao lado dos colegas Eliane Regina Ariosi Campos, Michel Lucas Medeiros e Gildo Bonfim da Silva.

A ideia faz parte do trabalho de conclusão de curso dos estudantes e fez sucesso durante a edição 2010 do programa “Inova Senai”, que premia alunos e professores da escola que apresentarem os melhores projetos de pesquisa aplicada. Exposta até anteontem em São Paulo, a proposta chamou a atenção de construtores e acadêmicos da área, além de ganhar destaque na mídia nacional.

Selecionado entre 132 projetos apresentados por alunos de todo o Estado, o trabalho dos estudantes bauruenses ficou entre os 40 melhores que buscam uma vaga na etapa nacional do concurso. 

Do lixo para o teto
Para a elaboração do projeto, os alunos percorreram construções por toda a cidade e observaram a grande quantidade de sacos de papel descartados. Com o alto valor da reciclagem, resultante do custo para separar resíduos de cimento do papel, as embalagens se tornam problema ambiental caso não sejam destinadas para aterros ou bolsões específicos.

A partir do reaproveitamento, enfatiza o professor do curso e arquiteto Luiz Antônio Branco, é agregado valor a um material praticamente desprezado, inclusive por catadores de itens recicláveis.

As placas, assegura o arquiteto, são duráveis e possuem resistência. “Elas são reforçadas por fibras formadas pela própria permanência de resto de cimento junto ao papel. Esse é o contraponto. Não é viável reciclar, mas, ao mesmo tempo, isso deixa o material perfeito para o produto”, explica Branco.

“Além disso o próprio papel é de altíssima resistência”, acentua o professor, salientando, ainda, que os resíduos do cimento deixam as placas de forro resistentes ao fogo. Testes feitos com auxílio de maçarico comprovam essa característica, asseguram aluno e professor. “O fogo não atravessa”, garante Branco. “Claro que muitos outros testes ainda precisam ser feitos. Estamos em fase inicial”, pondera.

Entulho de construção deve ir para bolsão
Em Bauru, o entulho da construção civil legalmente recolhido é remetido para um bolsão controlado. Previsto pela resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que classifica os resíduos de acordo com categorias. O procedimento, além de evitar a poluição, seja do solo, ar ou visual, ainda auxilia no controle de outro problema ambiental, as erosões.

Os chamados resíduos inertes (tijolos, blocos ou cerâmicas), detalha o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, por não necessitarem de qualquer processo de beneficiamento, quando não há incentivo para reaproveitamento por parte dos próprios construtores, são empregados no combate às fissuras no solo.

“Temos a lei municipal número 4.646, de 2002, que permite a utilização dos resíduos para conter a voçoroca e hoje destinamos para algumas áreas erodidas”, acrescenta o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Sidnei Rodrigues.

Todo o material destinado ao bolsão da prefeitura é recolhido por transportadores especializados filiados à Associação dos Transportadores de Resíduos Inertes (Asten), com cerca de 30 filiados. “Eles próprios fiscalizam a qualidade do material que chega. Se for notado resíduo fora das características eles entram em contato conosco, além de também termos fiscal lá”, detalha.

Transportadores e empresas que depositam resíduos fora das especificações, ou seja, de outras categorias, como produtos químicos, são notificados e, em caso de reincidência, multados.

Os rejeitos de outras especificações, detalham o secretário Valcirlei Gonçalves da Silva e o diretor de divisão da Semma, são encaminhados para áreas adequadas em outras cidades, a cargo das próprias construtoras.

Caso a empresa seja flagrada depositando entulho de forma irregular, fica passível de advertência e multas variantes entre R$ 500,00 e R$ 50 mil. Mas um empreendimento da cidade chegou a totalizar mais de R$ 250 mil como punição pela prática. A multa é questionada pela empresa na Justiça. “Provavelmente ela vai perder todos os bens”, confia Rodrigues.

Por Luiz Beltramin
Fonte JCNET

sábado, 4 de setembro de 2010

As bicicletas e as políticas citadinas

Mais um ano de “quase” democracia. A farsa da política representativa já é tão sentida quanto os sorrisos de marketing da maioria dos candidatos ao pleito. A disputa pelo consenso leva a destruição de todo pensamento original. A ânsia pela aprovação conduz os candidatos a criar todo tipo de parafernália artificial e mentirosa que almeja a ludibriação explícita. A repetição dos jargões leva a ausência de toda reflexão crítica, mesmo quando a prática pareça exigir ao menos um grito de reprovação.

Nos últimos anos, no entanto, o imaginário urbano vem sendo tomado de assalto por ideias realmente revolucionárias. Há quem pense que as calçadas possam virar pomares, os terrenos baldios transformarem-se em hortas e o campo “invadir” a cidade; outros que afirmam, sem nenhuma ingenuidade, que cada comunidade pode e deve ser responsável pela gestão de seus próprios resíduos. Declaram ainda que o bairro da Caximba deve se tornar uma área de recuperação ambiental permanente.

Existe também uma série de “perturbadores” que desejam libertar o limitado espaço urbano da exagerada e degradante concentração de automóveis. Dizem, estes idealistas, que a cidade deve voltar a ser um espaço de convivialidade, que a dimensão humana das coisas deve ser resgatada.

Tais movimentos são pontuais, mas reclamam uma crítica generalizada. Buscam, na verdade, formas de atuação diretas. Desejam um ambiente de respeito genuíno ao ciclista. A bicicleta é considerada, por eles, um poderoso símbolo, capaz de transformar a imagem que temos de nós mesmos e da cidade como um todo. Optar pela bicicleta é, em nossa realidade atual, ir contra a corrente. Resistir às pressões das empresas automobilísticas, das empreiteiras, da especulação imobiliária e a todo um sistema que, como apontou Illich, pretende fazer do homem um consumidor passivo de mercadorias por toda a vida.

Há na escolha pela bicicleta, certamente, caminhos perigosos. Há o risco de redescobrir a vida mais autêntica. A brincadeira das crianças. O tempo livre do relógio. O prazer da autopropulsão. Há também o elogio da cidade invisível – aquela que somente quem anda e pedala conhece, pois está atento aos detalhes da microvida urbana. A bicicleta favorece o acesso à cidade e é dever do poder público levar isso em consideração.

Neste mês de setembro, que hoje se inicia, Curitiba é mais uma vez palco de ações de diversos desses grupos que visam mobilizar as consciências em uma transformação política efetiva. Atividades que provocam uma nova atenção, um novo olhar sobre a cidade. É o mês da bicicleta.

O fim do inverno anuncia uma realidade florida, permeada de sonhos e vislumbres de uma cidade onde o pé do pedestre seja a referência de saúde e vitalidade. Onde os ciclistas não precisem confrontar a ignorância e a rispidez da multidão motorizada.

Setembro é o mês da bicicleta. Que assim seja por muitas primaveras!

Goura Nataraj, filósofo, membro do Coletivo Interlux, é professor de sânscrito.

gazetadopovo

4ª Desafio Intermodal

O trajeto:
Ponto de partida: CIETEP/FIEP – Jardim Botânico
Ponto intermediário: Universidade Federal do Paraná, Praça Santos Andrade – Centro
Ponto de chegada: Estacionamento da Arena da Baixada – Água Verde

"Pela quarta vez consecutiva, a bicicleta foi campeã do desafio, que nesta edição contou com 24 participantes. Com o tempo de 28 minutos e 39 segundos, o ciclista Davi completou o desafio com o menor tempo. Já o deficiente visual Gilmar foi o que levou mais tempo para realizar o percurso utilizando o transporte coletivo, 1 hora 45 minutos 45 segundos.

"É uma maneira interessante de despertar a atenção das pessoas para outros modais menos poluentes, como o transporte coletivo, bicicletas e até mesmo os deslocamentos curtos que podem ser feito a pé, sem necessidade de carros", declara Stella. "

Confira os tempos dos participantes
- Davi (bicicleta) - 28min39s
- Felipe (bicicleta) - 28min56s
- Ricardo (moto) - 32min22s
- Vanderson (moto) - 32min36s
- Plá (bicicleta) - 37min20s
- Adir (moto) - 37min58s
- Miranda (bicicleta) - 38min55s
- Themys (bicicleta) - 40min47s
- Iara (carro) - 43min30
- Anderson (correndo) - 43min59s
- Regina (correndo) - 49min
- Renata (carro) - 54min25s-
- Rodrigo (ônibus) - 54min40s
- Julião (van) - 56min44s
- Nicole (bicicleta) - 59min12s
- Fanini (carro) - 1h03min02s
- Stella (ônibus) - 1h08min08s
- Marcelo (ônibus) - 1h08min20s
- Gabriel (andando) - 1h09m39s
- Loheine (andando) - 1h12m8s
- Larissa (andando) - 1h12m15s
- José Cascaes (andando) - 1h21m34s
- Osiris (cadeirante/ônibus) - 1h35min50s
- Gilmar (deficiente visual/ônibus) - 1h45min45s

Fonte: URBS

"Cidade não é problema; cidade é solução" de Jaime Lerner

É com esse pensamento que o brasileiro Jaime Lerner começa sua palestra na conferência do TED. O paranaense ganhou destaque no cenário internacional da década de 70, quando liderou a revolução que transformou a cidade de Curitiba em exemplo de planejamento sustentável, transportes públicos eficientes, respeito ao meio ambiente e foco nas pessoas. No vídeo, ele conta de forma bem humorada a chave para transformar as cidades em soluções para problemas globais, como as mudanças climáticas.
Lerner afirma que todas as cidades do mundo podem ser melhoradas em menos de três anos, independente de escala ou de recursos financeiros. "Todo problema de uma cidade tem de ter sua própria equação de co-responsabilidade", afirma. Ela conta que um dos segredos para isso é o design urbano. "Toda cidade tem seu próprio design. Mas para fazer acontecer, às vezes você tem de propor um cenário e uma ideia que todos, ou a grande maioria, irão ajudá-lo a fazer acontecer”.
Para isso, é preciso pensar em toda a estrutura da cidade, torná-la mais conectada e menos segmentada. E para fazer com que as pessoas circulem por ela de forma eficiente e menos agressiva é preciso combinar todos os meios de transportes existentes em um modelo único, sem fazer com que eles briguem pelo mesmo espaço.



Clique em View subtitles e selecione a legenda que desejar



Exemplo desse modelo é a Rede Integrada de Transporte (RIT), sistema de mobilidade desenvolvida na cidade de Curitiba durante sua gestão como prefeito da cidade. Durante a palestra, Lerner fala sobre a criação e o funcionamento da RIT e como foi preciso 25 anos até que outra cidade (Bogotá) se inspirasse a fazer o mesmo.
Hoje, o sistema já é referência para dezenas de outras cidades espalhadas pelo mundo. “Isso significa que duas coisas: mobilidade e sustentabilidade, estão se tornando muito importantes para as cidades”, afirma. Ele garante que a importância dessa disseminação é vital, e não apenas para o local onde a mudança está sendo feita. “Toda cidade, apesar dos problemas normais, têm um papel muito importante em conviver com toda a humanidade”.
Outra dica do arquiteto é trabalhar de forma rápida, sem perder muito tempo com planejamentos. "Não podemos ser tão prepotentes e pensar que temos todas as respostas. É importante começar e ter a contribuição de pessoas, e elas podem ensinar você se você não estiver no caminho certo"


De EcoDesenvolvimento.org em 23/09/2009

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Filme - Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte



Comentários:

Lembrando ainda, que um litro de gasolina é energia para mais de uma hora de chuveiro elétrico!!! ESTAMOS DESPERDIÇANDO VÁRIAS "BELO MONTES" PELAS RUAS DAS CIDADES.
De André Caon Lima

Gente bem preprada pelas ONGs...
Desonestas!
De J.C.Cascaes

Embora possa existir um pouco de manipulaçao internacional (ONGs preparadas para isso), a denuncia é de cunho veridica.
Somos contra a construçao da Usina de Belo Monte pois os danos socio-ambientais serao muito maiores que os benefícios que posssam vir a ser gerados.
A racionalizaçao do consumo energético me parece mais necessária que o aumento da produçao da mesma.
Em grandes centros urbanos, automóveis mono-ocupados consomem o que seria suficiente para cobrir a
produçao de Belo Monte. assim, bastaría "compartir el coche" para nao ter que atuar na construçao de um trauma como esse. Usando o transporte público entao...nem se fala.
De Roberto Ghidini Jr

domingo, 29 de agosto de 2010

Arte com rolo de papel higiênico – faça você mesmo

Um bom exemplo do que fazer.
Clique na imagem para ampliar

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Programação do mês da Bicicleta

Já chegando setembro, e enfim a programação do Arte Bicicleta & Mobilidade  2010, várias coisas legais para todos os gostos.


Clique na imagem para ampliar
 Gravura: José Roberto da Silva.
Visite: http://artebicicletamobilidade.wordpress.com/

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Zambulance, Bicycle Ambulance Trailer

Vídeo interessante achado no YouTube, mostra que a bicicleta salva vidas, ao contrario do que acontece em algums cidades por aqui.
Trailer fabricado na Zambia, Zambulance como é chamado:

Rock in Rio terá tapete de dança e bicicletas

Brincadeiras vão incentivar respeito ao ambiente. Plásticos serão reciclados

POR CRISTINE GERK
Rio - O Rock in Rio do ano que vem vai se transformar num grande parque de diversões verde. O público será convidado a pular em tapetes de dança e pilotar bicicletas que geram energia através do movimento. Além disso, haverá máquinas tipo caça-níquel, onde os roqueiros poderão reciclar suas garrafas plásticas.
Foto: Divulgação
Os organizadores do festival vão premiar quem topar participar das brincadeiras ligadas ao meio ambiente. Os vencedores das disputas responderão a um quiz e, se acertarem as questões, ganharão presentes, como camisetas e bonés.
As emissões de carbono do evento serão compensadas com plantio de árvores ou com apoio em projetos ambientais. Todos os resíduos produzidos no festival, como recipientes de plástico e de papel, serão direcionados para reciclagem. Lata e vidro não são permitidos no evento. “Vamos fazer uma campanha pelo uso do transporte público, já que metade das emissões do festival vem do deslocamento”, comenta Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio. “Estamos estudando ainda a contratação de mão de obra de baixa renda para trabalhar no festival”.
O festival ocupará 150 mil metros quadrados em Jacarepaguá, com investimento de R$ 40 milhões da prefeitura. O espaço será adaptado para área de lazer de atletas na Olimpíada de 2016 e servirá como arena permanente para grandes shows no Rio. Acima, simulação de como ficará o local | Foto: Divulgação

Fonte: o dia online Terra

Cooperativas de reciclagem buscam tirar catadores da informalidade

"O mercado de reciclagem de lixo movimento R$ 12 bilhões por ano no Brasil. No entanto, a maior parte dos trabalhadores ainda está na informalidade. As cooperativas têm sido o principal caminho para regularizar a situação dos catadores. Cerca de dois mil profissionais de todo o país se reuniram em um evento em Belo Horizonte para discutir a Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos sancionada no início deste mês."
Clique aqui e veja o vídeo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dez creches terão aquecedores solares

A Prefeitura de Piracicaba vai instalar aquecedores solares em dez escolas municipais de educação infantil. O objetivo é reduzir o consumo de energia elétrica e desenvolver, na prática, o conceito de sustentabilidade com os estudantes.
Na creche do Jardim Monte Rey 3, a primeira contemplada com o sistema, o equipamento já está funcionando. O investimento na unidade chegou a R$ 120 mil.
Creches em construção ou em fase final de obras nos bairros Bosques do Lenheiro, Santo Antônio e Parque dos Eucaliptos também já contarão com as placas solares.
"Daqui em diante, todas as escolas infantis novas virão com aquecedores. E vamos construir mais seis na cidade", afirmou o secretário municipal da Educação, Gabriel Ferrato.
O Executivo não tem uma previsão de despesas com a implantação total do sistema nas escolas. Tomando como base o investimento na escola do Monte Rey, no entanto, calcula-se que os gastos vão ultrapassar a marca de R$ 1 milhão.
"Os valores certamente serão recuperados a médio prazo, já que a economia com energia é significativa", disse o titular da Pasta. (Leandro Cardoso)

Fonte: jpjornal

Secretarias do Meio Ambiente se reúnem para debater projetos sustentáveis para a Copa de 2014

As questões de licenciamento ambiental e os projetos de sustentabilidade das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 estão sendo discutidos nesta quinta-feira (29/7) na 2ª Reunião da Câmara de Meio Ambiente do Ministério do Esporte, em Brasília. Os debates envolvem obras nos estádios, mobilidade urbana, aeroportos e outros que fazem parte da Matriz de Responsabilidades firmada entre governo federal, estados e municípios.

Os representantes das prefeituras e de governos estaduais presentes à reunião apresentam relatórios sobre o andamento da instalação das câmaras de Meio Ambientes nos níveis municipal e estadual, e também os trabalhos que vêm sendo realizados nessa área para viabilizar os projetos ligados à Copa do Mundo que precisam levar em consideração as questões ambientais para receberem licenciamento das secretarias estaduais e municipais.

Entre as cidades que apresentaram seus relatórios pela manhã, Belo Horizonte foi um dos destaques. A cidade mostrou a estrutura já montada para acompanhar e certificar os projetos que serão realizados para o Mundial de 2014. Tudo está vinculado ao Planejamento Estratégico Integrado para a Copa, com grupos temáticos organizados em áreas como marketing e turismo, que possui uma lista de projetos, entre eles, o da Lagoa da Pampulha, que envolve desassoreamento, tratamento e saneamento.

A representante do Rio de Janeiro, Márcia Real, explicou que o estado ainda não criou uma Câmara de Meio Ambiente, mas já desenvolve muitas ações de sustentabilidade direcionadas para as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas na cidade e já poderão ser aproveitadas durante a Copa de 2014. Sobre o Estádio do Maracanã, ela disse que o licenciamento ambiental para as obras já está concedido.

O coordenador da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa de 2014 do Ministério do Esporte, Cláudio Langone, falou sobre os projetos que o governo federal deseja desenvolver para a Copa de 2014. Um deles é o da Copa Orgânica, que “visa a ampliar o mercado de produtos orgânicos ou sustentáveis, tendo como objetivo a Copa e com vistas a aumentar a oferta e diminuir os preços desse tipo de produto agrícola”. Para isso, é preciso identificar e certificar os produtores que possam participar da cadeia de distribuição orgânica.
Fonte: superesporte

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ônibus da Linha Verde aumentam quilometragem com Biocombustível

A Urbs - Urbanização de Curitiba S/A ampliou o uso do biocombustível na Linha Verde. Os seis ônibus articulados da Linha Verde que usam 100% de combustível a base de soja (B-100) estão rodando cerca de 60 mil quilômetros por mês. O aumento de 233% na quilometragem rodada pelos ônibus faz parte da nova fase dos testes com biocombustível, coordenados pela Urbs.

Em quase um ano de testes - os ônibus com 100% de biocombustível começaram a rodar em agosto passado na Linha Verde-, cada um dos seis ônibus rodavam cerca de 2.500 quilômetros por mês. Em julho de 2010, a quilometragem passou para 10 mil quilômetros. Dos 12 ônibus que percorrem a linha verde, seis são movidos biocobustível à base de soja.

O aumento da quilometragem foi autorizado pela Agência Nacional do Petróleo, e é necessário para validar testes de combustíveis alternativos. A Agência também autorizou a URBs a aumentar a quantidade de biocombustível para os testes. Agora, cada empresa parceira do programa - Redentor e Sorriso - tem direito a 50 mil litros de biocombustível por mês para usar nos ônibus. Antes, a autorização da Agência era de 10 mil litros por empresa.

"Estamos seguindo todos os critérios técnicos e legais que validam o uso do biocombustível", explica o diretor de Transportes da Urbs, Fernando Ghinone. Curitiba é pioneira no Brasil no uso de 100% de biocombustível em ônibus de transporte público.

A nova quilometragem representa 50% dos descolamentos dos ônibus articulados da Linha Verde. Ou seja, metade das viagens do transporte público por meio do novo eixo da cidade é feita com biocombustível, poluindo menos o ar.

Balanço feito nesse primeiro ano de testes demonstra que o uso do biocombustível é responsável pela redução de até 25% de opacidade (fumaça), e também de até 30% de monóxido de carbono, um dos gases que contribui para o aquecimento global. Mensalmente, o Instituto Tecnológico do Estado do Paraná - Tecpar -, um dos parceiros da Urbs, faz medições nos escapamentos dos ônibus para as avaliações.

O programa de biocombustível é desenvolvido conjuntamente pela Urbs; Secretaria Municipal do Meio Ambiente; Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); Volvo do Brasil e Scania Latin América; Viação Cidade Sorriso e Auto Viação Redentor; Programa Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico de Combustíveis Alternativos (Probiodiesel); Bs Bios - Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S/A e RDP.

Fonte: bemparana