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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A reciclagem de pneus está na moda


"Na luta em favor à natureza, os pneus inservíveis aparecem como grandes vilões. Assim como a frota de carros das grandes cidades aumenta diariamente, também cresce o número de pneus descartados no meio ambiente.
Os pneus velhos representam um grande perigo: geram resíduos prejudiciais, demoram um longo tempo para se decompor (até 240 anos), são um dos focos do mosquito da dengue devido ao acúmulo de água; sem falar na combustão de pneus que é altamente tóxica.
Porém, você sabia que é possível transformar esse problema em moda? É esse o trabalho da Goóc, a primeira empresa a reciclar pneus para desenvolver calçados com um design moderno e despojado. Presente no país desde 2004, a Goóc já reciclou cerca de 2,5 milhões de pneus inservíveis.
A matéria prima para a produção é fornecida por empresas de reciclagem de pneus dos estados do Mato Grosso e Paraná. A borracha do pneu inservível é transformada em blocos que contém o pó do pneu triturado, óleo estabilizador e óleo acelerador. Com a matéria prima em mãos, a Goóc utiliza o processo de vulcanização (calor + pressão) para formar as solas das Eco Sandals.
Um exemplo dessa “arte feita com pneus” é a linha La Vie de sandálias ecológicas femininas que a Goóc criou para o verão 2011. Disponíveis nas cores rosa, roxo, verde e branco, além de belas, também são confortáveis e leves, pois pesam aproximadamente 100g. A Goóc também oferece sandálias masculinas e infantis com sola de pneu reciclado.
Para ter ideia da importância deste trabalho, se cada brasileiro – ao total 183,9 milhões de habitantes – adquirir um par de sandálias de pneu reciclado, teremos eliminado em dois anos cerca de 35 milhões de pneus - já que com cada pneu é possível fazer em média 5 sandálias. Este é o desafio da Goóc no Brasil. [www.gooc.com.br]"
Fonte

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arte-reciclagem ganha exposição

Caricaturas, atletas, dançarinos, músicos, casais, figuras inusitadas talhadas em pedaços de madeira se transformam em móbiles, estátuas, ornamentos. É a arte-reciclagem do artista plástico paulista Paulo Leonardo Gonçalves, que expõe “Desenhando nas Nuvens”, exposição montada no Espaço Cultural do Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília).

“Definir uma linguagem através de retalhos de MDF descartados no lixo.” Essa é a primeira frase da descrição do trabalho de Paulo, no blog http://desenhandonasnuvens.blogspot.com. O artista busca através de retalhos descartados no lixo, derivações de imagem. Define e manifesta de uma forma lúdica, troca emoções, através de sua arte. A simplicidade da madeira e a vivacidade das cores dão o tom de cada peça.

A matéria-prima é, basicamente, pedaços de MDF (placa de fibra de madeira) descartados pelo marceneiro, vizinho de Paulo, e que já chegam ao ateliê com um formato essencialmente único: daí a arte de ‘desenhar nas nuvens’. “É como olhar para o céu e tentar descobrir formato de quê cada nuvem tem, depois basta deixar a imaginação fluir e procurar encaixar sua imaginação na peça”, diz Paulo, que garante não mudar a forma dos retalhos que chegam em sua mão.

Descoberta
A técnica surgiu, quando era professor, em São Paulo, e buscava alternativas para que a escassa verba destinada às artes fosse melhor aproveitada e seus alunos pudessem soltar a imaginação. A técnica rendeu ao artista o prêmio “Artesão do Ano”, categoria reciclagem, concedido pela organização da Mega Artesanal 2009.
Fonte: diariodemarilia

Óleo de cozinha reciclado deixa de ser vilão ambiental

Talvez você não saiba, mas o óleo que você descarta no ralo da pia da cozinha ou no vaso sanitário tem um efeito devastador para o meio ambiente. Por mês, mais de 200 milhões de litros de óleo usado vão para os rios e lagos do País. "No Brasil, são produzidos por ano 3 bilhões de litros de óleos vegetais", diz Levi Torres, coordenador de projetos da Associação Brasileira de Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo). Somente 7 milhões de litros de óleo usado são recolhidos por mês. O Estado de São Paulo é responsável pela coleta mensal de 1,8 milhão de litros, um terço do total no Brasil.

1 Não jogue no ralo
Estima-se que uma família descarte 1,5 litro de óleo de cozinha por mês. O primeiro passo é não jogar o óleo que você usa na cozinha pelo ralo da pia. Ele deve ser primeiro resfriado e depois guardado para a reciclagem. Para guardá-lo, use um recipiente plástico com tampa. No dia a dia, vá acrescentando o resíduo de óleo ou gordura de frituras. O ideal é não reutilizar o óleo.

2 Sem dor de estômago
Se o reúso for necessário, observe se aparecem espuma e fumaça durante a fritura. A cor escura do óleo e do alimento frito, o odor e sabor não característicos são sinais de que é hora de comprar um novo. Reutilizar o óleo pode causar diarreia e outros problemas de saúde.

3 Em casa
Em condomínios como o do zelador Carlos Silva (foto à esq.), na zona sul de SP, há um sistema de coleta em parceria com cooperativas que recolhem o material. Caso seu edifício não tenha uma parceria do tipo, leve o óleo guardado a um ecoponto ou local de coleta. Veja no site da Ecóleo (www.ecoleo.org.br) os que ficam mais perto de sua casa.

3 Fora de casa
Restaurantes e lanchonetes, que utilizam volumes significativos do produto, devem entrar em contato com empresas ou entidades licenciadas pelo órgão competente da área ambiental da cidade e descartar o óleo em uma bomba, cuja capacidade varia entre 50, 100 e 200 litros.

5 Cooperativas
Diversas cooperativas estão cadastradas para receber o óleo usado e fazer a primeira etapa do beneficiamento. Consiste em uma filtragem para tirar os resíduos sólidos do material. O óleo é filtrado diversas vezes. Quando provém de residências, tem melhor qualidade do que quando vem de restaurantes.

6 Nas empresas
O material é encaminhado a uma empresa que vai utilizá-lo para obtenção de outro produto. Primeiro, ele é novamente filtrado, depois é processado de forma a reduzir sua acidez e umidade. Isso porque a água oriunda dos alimentos produz alterações hidrolíticas - quebra ou mudança de uma substância pela ação da molécula de água.

7 Mil e uma utilidades
Entre os produtos que podem ser feitos a partir de óleo reciclado estão biodiesel, massa de vidro, sabão, graxas, lubrificantes, ração animal, tintas vernizes, fertilizantes, acendedores de churrasqueira (como o da foto ao lado) e massa asfáltica.

8 Biocombustível
Mais de 50% do óleo recolhido no Brasil vai para a produção de biodiesel. Só a Petrobrás Biocombustível fica com 10% de tudo o que se recicla. A fabricação de ração animal, massa de vidro e saponáceos aparece logo atrás, nesta ordem. Hoje o óleo é o maior poluidor de águas das regiões mais populosas do Brasil.

Fonte: Estadao

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Reciclagem é tema da 5ª edição da Exposucata

A 5ª edição da Exposucata - Feira e Congresso Internacional de Negócios da Indústria da Reciclagem, maior evento do setor da América Latina, que será realizado entre os dias 28, 29 e 30/9, no Centro de Exposições Imigrantes (SP), reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater importantes temas que contribuam para o desenvolvimento da cadeia reciclagem no país.

A abertura do Congresso Internacional, dia 28/9, às 10h, terá como tema a recém aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com uma visão sobre quais eram os objetivos desta lei e o que de fato foi sancionado. Em seguida, um painel com executivos de entidades da cadeia de reciclagem (Abrelpe, Inesfa, Abividro) e da OAB-SP vai debater como a PNRS pode alavancar os negócios do setor, entre outros temas.

No mesmo dia também será a vez da reciclagem de eletrônicos ser abordada, com o tema “Eletrônicos: a nova corrida do ouro”, em referência à presença de metais valiosos nas sucatas de equipamentos eletrônicos. Para debater as oportunidades desse segmento ainda pouco explorado no País, será montado um painel com executivos de empresas que estão se especializando na reciclagem de “e-sucatas” e da Abinee. O primeiro dia termina com palestra sobre os Caminhos e Entraves para a Reciclagem dos Plásticos, com representante do Sindiplast.

O segundo dia do Congresso (29/9) concentra as palestras internacionais e abre, às 10h, com Jason Schenker – presidente da consultoria norte-americana Prestige Economics – vai falar sobre a Economia Global e Perspectiva para as Commodities, sobretudo as metálicas, e sua relação com a economia mundial e o mercado de reciclagem. Às 15h30, Adam Minter, jornalista norte-americano especialista no mercado de reciclagem e residente em Xangai há oito anos abordará as oportunidades e desafios de se negociar com a Ásia no mercado mundial de sucatas metálicas e materiais recicláveis em geral.

O dia 29/9 também é dedicado às sucatas metálicas de não-ferrosos. Primeiro com um painel sobre o alumínio e a possível falta do metal em função do aumento da demanda interna, e o papel da reciclagem e da importação de sucata para dirimir esse problema. Na mesa de debates, representantes da ABAL e de entidades grandes consumidoras de alumínio (Afeal, SAE Brasil, Siamfesp). Em outra palestra, o gerente de reciclagem da Paranapanema abordará o tema cobre e as novas regras de mercado de sucata do metal a fim de evitar a concorrência desleal.

A sucata de metais ferrosos também terá seu espaço no segundo dia do Congresso. A programação do dia 29 se encerra com a reciclagem de veículos como fonte de matéria-prima. Estima-se que existam no Brasil cinco milhões de toneladas de metal ferroso presentes em veículos com idade suficiente para serem reciclados, uma verdadeira mina a céu aberto. Mas onde eles estão? O que os departamentos de trânsito do País podem fazer para acelerar esse processo de reciclagem? Um painel com o executivo da SEDA – empresa austríaca especializada em reciclagem veicular, junto com representantes do Detran-RS, Denatran e Cesvi responderão essas perguntas.

No dia 30 às 10h, o Congresso Internacional encerra suas atividades com palestra sobre incentivos tributários para o setor de reciclagem, com Valéria Theodoro Ramos, da Delegacia de Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo, que mostrará os caminhos necessários para que empresas se beneficiem dos incentivos tributários disponíveis.

Serviço
Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes - km 1,5
28, 29 e 30/9, das 13h às 20h
Fonte: vivaocentro

Castelo da reciclagem: conheça a obra arquitetônica feita de 50 mil caixas de leite



Construído em maio deste ano, esse incrível castelo feito de caixas de leite vazias está em Granada, na Espanha.



Feito por estudantes da Facultad de Arquitectura de Granada, não há nada na estrutura do castelo que não seja caixas de leite. Todas foram recolhidas por 5 mil crianças da pré-escola que estavam fazendo um projeto de reciclagem e elas tiveram o privilégio de serem convidadas para a inauguração da estrutura e, além de tudo, ganharam medalhas.



Ele tem 29 metros de comprimento, 7 metros de altura média, e foi reconhecido pelo Guiness como a maior construção feita de materiais reciclados.





Fonte: hypescience

domingo, 5 de setembro de 2010

Forro ecológico usa saco vazio de cimento

Um projeto dos formandos do curso técnico em construção civil-edificações da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) João Martins Coube, de Bauru, promete ser uma alternativa tanto de aproveitamento sustentável dos materiais quanto de impulso econômico para diferentes setores.

A inovação, batizada de “Forreco” (originada de forro ecológico), baseia-se na produção de placas para forro concebidas a partir da transformação do papel dos sacos de cimento vazios.

O material é um dos principais itens de lixo nas construções e é de reciclagem considerada praticamente inviável economicamente .

Além de tirar do meio ambiente grande quantidade de detrito poluidor, cujo tempo de decomposição é alto e resulta em poluição do ar e de lençóis freáticos pela presença de resíduos do cimento em pó, a iniciativa também é de cunho socioeconômico, defendem idealizadores, professores e direção da escola.

“Além do caráter ecológico, também há o foco social”, destaca Ademir Redondo, diretor do Senai de Bauru. “Proporcionaríamos material de custo menor, com a possibilidade da implantação do forro até mesmo nos empreendimentos mais populares”, enaltece o aluno Cosme Cipriano, autor do projeto ao lado dos colegas Eliane Regina Ariosi Campos, Michel Lucas Medeiros e Gildo Bonfim da Silva.

A ideia faz parte do trabalho de conclusão de curso dos estudantes e fez sucesso durante a edição 2010 do programa “Inova Senai”, que premia alunos e professores da escola que apresentarem os melhores projetos de pesquisa aplicada. Exposta até anteontem em São Paulo, a proposta chamou a atenção de construtores e acadêmicos da área, além de ganhar destaque na mídia nacional.

Selecionado entre 132 projetos apresentados por alunos de todo o Estado, o trabalho dos estudantes bauruenses ficou entre os 40 melhores que buscam uma vaga na etapa nacional do concurso. 

Do lixo para o teto
Para a elaboração do projeto, os alunos percorreram construções por toda a cidade e observaram a grande quantidade de sacos de papel descartados. Com o alto valor da reciclagem, resultante do custo para separar resíduos de cimento do papel, as embalagens se tornam problema ambiental caso não sejam destinadas para aterros ou bolsões específicos.

A partir do reaproveitamento, enfatiza o professor do curso e arquiteto Luiz Antônio Branco, é agregado valor a um material praticamente desprezado, inclusive por catadores de itens recicláveis.

As placas, assegura o arquiteto, são duráveis e possuem resistência. “Elas são reforçadas por fibras formadas pela própria permanência de resto de cimento junto ao papel. Esse é o contraponto. Não é viável reciclar, mas, ao mesmo tempo, isso deixa o material perfeito para o produto”, explica Branco.

“Além disso o próprio papel é de altíssima resistência”, acentua o professor, salientando, ainda, que os resíduos do cimento deixam as placas de forro resistentes ao fogo. Testes feitos com auxílio de maçarico comprovam essa característica, asseguram aluno e professor. “O fogo não atravessa”, garante Branco. “Claro que muitos outros testes ainda precisam ser feitos. Estamos em fase inicial”, pondera.

Entulho de construção deve ir para bolsão
Em Bauru, o entulho da construção civil legalmente recolhido é remetido para um bolsão controlado. Previsto pela resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que classifica os resíduos de acordo com categorias. O procedimento, além de evitar a poluição, seja do solo, ar ou visual, ainda auxilia no controle de outro problema ambiental, as erosões.

Os chamados resíduos inertes (tijolos, blocos ou cerâmicas), detalha o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, por não necessitarem de qualquer processo de beneficiamento, quando não há incentivo para reaproveitamento por parte dos próprios construtores, são empregados no combate às fissuras no solo.

“Temos a lei municipal número 4.646, de 2002, que permite a utilização dos resíduos para conter a voçoroca e hoje destinamos para algumas áreas erodidas”, acrescenta o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Sidnei Rodrigues.

Todo o material destinado ao bolsão da prefeitura é recolhido por transportadores especializados filiados à Associação dos Transportadores de Resíduos Inertes (Asten), com cerca de 30 filiados. “Eles próprios fiscalizam a qualidade do material que chega. Se for notado resíduo fora das características eles entram em contato conosco, além de também termos fiscal lá”, detalha.

Transportadores e empresas que depositam resíduos fora das especificações, ou seja, de outras categorias, como produtos químicos, são notificados e, em caso de reincidência, multados.

Os rejeitos de outras especificações, detalham o secretário Valcirlei Gonçalves da Silva e o diretor de divisão da Semma, são encaminhados para áreas adequadas em outras cidades, a cargo das próprias construtoras.

Caso a empresa seja flagrada depositando entulho de forma irregular, fica passível de advertência e multas variantes entre R$ 500,00 e R$ 50 mil. Mas um empreendimento da cidade chegou a totalizar mais de R$ 250 mil como punição pela prática. A multa é questionada pela empresa na Justiça. “Provavelmente ela vai perder todos os bens”, confia Rodrigues.

Por Luiz Beltramin
Fonte JCNET

domingo, 29 de agosto de 2010

Arte com rolo de papel higiênico – faça você mesmo

Um bom exemplo do que fazer.
Clique na imagem para ampliar

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rock in Rio terá tapete de dança e bicicletas

Brincadeiras vão incentivar respeito ao ambiente. Plásticos serão reciclados

POR CRISTINE GERK
Rio - O Rock in Rio do ano que vem vai se transformar num grande parque de diversões verde. O público será convidado a pular em tapetes de dança e pilotar bicicletas que geram energia através do movimento. Além disso, haverá máquinas tipo caça-níquel, onde os roqueiros poderão reciclar suas garrafas plásticas.
Foto: Divulgação
Os organizadores do festival vão premiar quem topar participar das brincadeiras ligadas ao meio ambiente. Os vencedores das disputas responderão a um quiz e, se acertarem as questões, ganharão presentes, como camisetas e bonés.
As emissões de carbono do evento serão compensadas com plantio de árvores ou com apoio em projetos ambientais. Todos os resíduos produzidos no festival, como recipientes de plástico e de papel, serão direcionados para reciclagem. Lata e vidro não são permitidos no evento. “Vamos fazer uma campanha pelo uso do transporte público, já que metade das emissões do festival vem do deslocamento”, comenta Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio. “Estamos estudando ainda a contratação de mão de obra de baixa renda para trabalhar no festival”.
O festival ocupará 150 mil metros quadrados em Jacarepaguá, com investimento de R$ 40 milhões da prefeitura. O espaço será adaptado para área de lazer de atletas na Olimpíada de 2016 e servirá como arena permanente para grandes shows no Rio. Acima, simulação de como ficará o local | Foto: Divulgação

Fonte: o dia online Terra

Cooperativas de reciclagem buscam tirar catadores da informalidade

"O mercado de reciclagem de lixo movimento R$ 12 bilhões por ano no Brasil. No entanto, a maior parte dos trabalhadores ainda está na informalidade. As cooperativas têm sido o principal caminho para regularizar a situação dos catadores. Cerca de dois mil profissionais de todo o país se reuniram em um evento em Belo Horizonte para discutir a Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos sancionada no início deste mês."
Clique aqui e veja o vídeo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Blog Flor da Kakau - Faça Você Mesmo e RRR

Deem uma passada no Blog flordakakau. Lá a Criatividade, Reciclagem e Faça Você Mesmo prevalecem!

Vale a pena conferir!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Reciclagem de plástico

Com a intenção de buscar uma forma de minimizar os efeitos negativos do excesso de plástico descartado no meio ambiente, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) desenvolveram uma nova técnica para a reciclagem desse tipo de material: incorporaram plásticos usados aos virgens no próprio ambiente da reação química.
Os testes foram realizados no Laboratório de Modelagem, Simulação e Controle de Processos da própria universidade e mostraram que é possível criar resinas plásticas produzidas a partir do reaproveitamento de até 40% de material plástico já utilizado.
"A técnica é simples. Basicamente dissolvemos o plástico usado numa solução com reagentes e depois adicionamos o material direto no reator para fazer mais plástico", diz o professor José Carlos Pinto, responsável pelo projeto. Ao contrário de outras técnicas de reciclagem, como a mecânica, esse método mantém a qualidade do produto final, pois a adição de plásticos reciclados não interfere no andamento da reação química de polimerização.
"O plástico usado foi reincorporado como matéria-prima do processo sem grandes transformações químicas. As propriedades finais do produto são similares às propriedades dos polímeros não-reciclados", assinala. Detalhe: a técnica pode ser aplicada a outras famílias de materiais, como aqueles utilizados para fabricar capas de CD, isopor, interiores de geladeira e carcaças de televisão, entre outros produtos.
"A reciclagem contribui para reduzir a quantidade de material descartado no meio ambiente, pois o utiliza como matéria-prima para produzir novos materiais plásticos. Ao ser reciclado, se economiza o petróleo que seria utilizado para fazer plástico novo e isso certamente contribui para a redução da emissão de carbono na atmosfera", diz. "O próximo passo é testar a técnica com cargas de isopor recicladas. O isopor não é biodegradável, mas pode ser facilmente reciclado e utilizado para fabricar isopor novo", adianta José Carlos.
O Meio Ambiente agradece. Estima-se que no Brasil pelo menos 2,2 milhões de toneladas de plástico pós-consumo (descartados após o uso) se acumulam anualmente, segundo dados da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos - entidade que representa institucionalmente a cadeia produtiva do setor para divulgar a importância dos plásticos na vida moderna e promover sua utilização ambientalmente correta.
Fonte: eptv.globo.com

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Brasil é campeão em reciclagem de latas

Há nove anos consecutivos o Brasil leva o troféu mundial de reciclagem de latas de alumínio, reaproveitando 96,5% das usadas e com grandes possibilidades de chegar a 100%. É o que prevê o especialista Henio de Nicola, coordenador de Reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio (Abal). O sucesso se deve a uma equipe “fantástica”, que “pensou no processo de reciclagem desde que as latinhas chegaram ao país, em 1989”, afirmou Henio.
Por Yans Felippe Geckler Medina 

Usando a terminologia do futebol, o especialista explicou que primeiro foi armada a defesa, formada por uma cadeia bem estruturada e independente de subsídios governamentais, onde todos os participantes são remunerados pelo próprio valor agregado do alumínio. Em segundo lugar, um meio de campo com programas sociais de educação ambiental dirigidos à população e, por último, os atacantes: mais de 180 mil brasileiros que diariamente coletam latas por todo o país.

Como um bom centro-avante desta equipe, Josias, um dos catadores de latinha que trabalha no centro da cidade do Rio de Janeiro, mete a mão em todos os contêineres de lixo que encontra em seu trajeto, se abaixa para pegá-las nas ruas e conta com donos de bares e restaurantes que lhe entregam as embalagens. “As latinhas me dão o pão de cada dia, a alimentação, os gastos, o sustento da minha família”, disse à IPS. Para cada 15 quilos de latas, ou melhor, de alumínio, que é o metal de que são feitas, que coleta e vende ao depósito no centro da cidade, recebe R$ 30 (US$ 17).

Graças a trabalhadores como Josias, a reciclagem de latas no Brasil normalmente chega a 96,5%. O restante “está em lugares onde não temos como medir o índice de reciclagem”, esclareceu Henio. São mais de 14 bilhões de latas recicladas no último ano. Isto equivale a mais de quatro navios do tamanho do famoso Titanic.

Além de proporcionar renda a mais de 180 mil famílias, as latinhas coletadas alimentam o negócio dos donos dos depósitos. Todos os dias, mais de 300 pessoas passam pelo depósito de Armando da Costa, no centro do Rio de Janeiro. Ali são entregues, diariamente, cerca de 500 quilos de embalagens de alumínio, especialmente de bebidas. “O depósito me ajuda a manter meus filhos para que pudessem completar a universidade”, comemora Armando à IPS. Isso é possível pelo bom valor agregado do alumínio, que permite ganhos para todas as partes do processo.

Dos depósitos, as latas são levadas para as grandes indústrias por caminhoneiros que também participam da cadeia. Um caminhoneiro procedente de Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai, percorre 1.200 quilômetros com 14 toneladas de latas para Pindamonhangaba, no Estado de São Paulo, polo de reciclagem, contribuindo com as 250 toneladas que diariamente são derretidas e recicladas em uma indústria.

Há três fatores favoráveis ao alumínio reciclado, segundo um de seus compradores, Osmar Marchioni, que trabalha em uma empresa de Pindamonhangaba. “Se for usado alumínio virgem, terei que adicionar outros custos como energia elétrica, que será 95% maior, e o da extração da jazida de bauxita, mineral que contém o alumínio. Do outro lado, está a população que se beneficia com a economia do alumínio reciclado”, disse à IPS. Após ser queimado, derretido e reciclado, o alumínio mantém 95% de suas características químicas originais.

“Devido a estes fatores, as latas são um exemplo não só da cadeia do alumínio, mas também de um benchmarking (avaliação comparativa) para outros materiais com os quais se desenvolve a cadeia de reciclagem”, disse Henio. Este especialista recorda que no Brasil há poucas políticas de reciclagem com relação ao lixo. No começo deste ano, no Rio de Janeiro, o lixo urbano foi um dos principais motivos das inundações que atingiram a cidade. E os números comprovam isso.

Depois do papel, que vem em segundo lugar na cadeia de reciclagem, com 79,6%, o terceiro tipo de material reutilizado vem bem atrás. Somente uma em cada duas garrafas de PET (polietileno tereftalato, a embalagem plástica mais usada para refrigerantes) é reciclada. O PET pode ser reaproveitado não só na produção de novas garrafas como também para fazer tapetes de automóveis e piscinas. Além disso, o poliéster é usado na indústria têxtil para confeccionar a camiseta da seleção brasileira de futebol.

Em 2006, a reciclagem de latas de alumínio atingiu 91,7% no Japão e 52% nos Estados Unidos e na União Europeia. 


Fonte: vermelho

Pão de Açúcar e Nokia vão reciclar celulares

SÃO PAULO - Em parceria com a empresa Nokia do Brasil, o Grupo Pão de Açúcar anuncia esta semana uma ação com enfoque em experiências na área de sustentabilidade para lançar o "Alô, Recicle", um programa de reciclagem de celulares, acessórios e baterias. Inicialmente, a parceria estabelece a instalação de pontos de arrecadação em 41 lojas das redes Pão de Açúcar e Extra, no Estado de São Paulo e nas cidades de Salvador (BA) e Fortaleza (CE).

De acordo com a Nokia, o programa de reciclagem de celulares no País surgiu depois de pesquisa realizada pela empresa em 2008, com participação de 6.500 pessoas de 13 países, incluindo o Brasil, que indicou que apenas 3% das pessoas no mundo costumam reciclar seu celular usado. No Brasil, o número é ainda menor: apenas 2%. A maior parte dos usuários guarda os aparelhos antigos em casa, sem uso. Três em cada quatro consumidores nem mesmo cogitam a reciclagem, e quase a metade dos entrevistados ainda não sabe que isso é possível.

O Grupo Pão de Açúcar, por sua vez, tem protagonizado iniciativas de reciclagem no varejo brasileiro. Desde 2001, a empresa mantém Estações de Reciclagem em suas lojas, iniciativa que já soma 197 pontos de depósito de papéis, metais, vidros e plásticos, além de óleo de cozinha usado, em 31 municípios brasileiros. A empresa também conta com Caixas Verdes para arrecadação de embalagens no caixa. Para Hugo Bethlem, vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar, é fundamental que os setores se unam e repliquem boas práticas.

Fonte: DCI

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Reciclagem de óleo gera renda para 1,8 mil trabalhadores em todo o país

Ao jogar o óleo de cozinha usado na pia, o brasileiro não percebe que está ajudando a aumentar a contaminação dos córregos, rios e mares, além de colaborar para entupir o encanamento da sua residência e das galerias pluviais.

“Com uma iniciativa muito simples, os cidadãos podem ajudar na preservação do meio ambiente e na geração de renda para as pessoas carentes”, destaca a presidente da Associação Nacional para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecoléo), Célia Marcondes. Segundo ela, o armazenamento do óleo em potes de vidro e o encaminhamento do produto para postos de reciclagem está gerando renda para 1,8 mil trabalhadores em todo o país.

“São pessoas que vivem só disso”, afirmou Célia, em entrevista à Agência Brasil. A associação que ela preside não se responsabiliza pela coleta, mas é responsável pela criação de redes que fazem esse serviço. Cerca de 50 entidades e empresas, de acordo com Célia, já estão interessadas em participar desse processo.

Na Grande São Paulo, a organização não governamental (ONG) Trevo é uma das responsáveis pela coleta desse material em cerca de 2,5 mil prédios. Segundo Roberto Costacoi, a ONG que preside coleta, em média, 270 mil litros de óleo por mês. Todo esse óleo de cozinha que é recolhido pelos prédios, bares e principalmente restaurantes fast food de São Paulo é depois tratado e repassado para grandes indústrias de biodiesel. Com esse trabalho, a organização se autosustenta e gera emprego para 50 famílias que recebem, em média, R$ 1 mil por mês.

“A reciclagem tem várias vantagens: uma é que vamos deixar um mundo melhor para nosso filhos e netos. Outra é que vai cair pela metade o gasto do condomínio com o desentupimento de esgotos e encanamentos – e sabemos que qualquer desentupidora não sai de sua base por menos de R$ 1 mil. Tem ganho material, ganho ecológico e geração de emprego”, destacou Costacoi.

Segundo a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 366 municípios do estado de São Paulo, a reciclagem do óleo de cozinha realmente diminui o número de trabalhos de desobstrução na rede de esgoto. Em Cerqueira César, bairro da capital paulista onde o trabalho começou a ser desenvolvido em 2007 com as ONGs Trevo e Ecoléo, 1,6 mil condomínios aderiram ao programa e o resultado foi que o número de desobstruções de esgotos diminuiu 26% em relação aos demais bairros operados pela Sabesp.

De acordo com Célia, uma família brasileira formada por cinco pessoas consome cerca de quatro litros de óleo por mês. Desse total, um litro é descartado e o restante absorvido na comida. Pelos cálculos da Sabesp, cada litro desse óleo que é descartado nas pias polui mais de 25 mil litros de água.

“A reciclagem gera postos de trabalho e renda e aquilo que é problema, que é resíduo, vai passar a ser produto para as indústrias, que precisam do óleo como matéria-prima. Há uma gama enorme de produtos (biodiesel, sabão, tintas, vernizes e massas de vidro) que podem ser feitos com esse material que estamos jogando fora de forma irresponsável”, resumiu Célia.

As pessoas, empresas e condomínios que estiverem interessados em fazer parte da rede de reciclagem do óleo de cozinha podem procurar informações nos sites www.trevo.org.br ou www.ecoleo.org.br

Fonte: correiobraziliense

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Copel participa de feira de reciclagem em Curitiba

Com o mote “recicle seus conceitos, pratique o desenvolvimento sustentável e amplie seus negócios”, a 5a edição da Feira Brasileira de Reciclagem, Preservação e Tecnologia Ambiental (ReciclAção) vai discutir até este sábado (19) em Curitiba temas como reciclagem agrícola, gestão ambiental, saneamento ambiental e o mercado de reciclagem. Além disso, 81 empresas montaram estandes para mostrar seus trabalhos na área ambiental. Entre elas está a Copel, que levou à Feira suas práticas de gestão dos resíduos resultantes de todas as etapas da geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, além das formas de geração de energia por meio de matrizes alternativas que estão em estudo pela Companhia.

“Cada vez mais vemos o quanto a indústria e os empreendedores estão reciclando e fazendo o ciclo da vida evoluir, criando sustentabilidade”, comemorou a diretora de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial da Copel, Marlene Zannin. “Como é bom trabalhar em algo que faz bem para todo mundo”, prosseguiu. “Fazer parte desse time é importante porque ele cresce a cada momento, e eu espero que ele se torne o time de toda a humanidade”.

A 5a edição da ReciclAção está sendo realizada com o apoio do Governo do Paraná e de instituições como a Copel e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

ORIGEM - O secretário de Meio Ambiente de Curitiba, José Antonio Andreguetto, lembrou a origem desta Feira, que começou como um evento paralelo à 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8) e à 3ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP-3), que aconteceram em 2006 na Capital. “Ela acabou se tornando uma ótima oportunidade para mostrar que é possível avançar na busca da sustentabilidade”.

Este ano, a ReciclaAção recebeu pela primeira vez o Certificado de Neutralização de Emissão de Carbono pela Oscip Mata Atlântica e Sustentabilidade (Prima), que fez as medições no ano passado.

EVENTOS SIMULTÂNEOS - A Feira começou com uma palestra do diretor da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, Maurício Messias, com o tema “Estratégias para um desenvolvimento sustentável”. Até sábado, acontecerão dois cursos – Introdução ao Mercado da Reciclagem e Conduta Preventiva no Transporte de Produtos Perigosos –, dois seminários – o 3o. Seminário de Saneamento Ambiental e o 2o. Seminário de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas – e ainda um simpósio – o 2o. Simpósio Nacional de Reciclagem Agrícola de Resíduos de Origem Rural, Urbana e Industrial. “Um dos problemas mais graves que vivemos hoje é a poluição do solo e da água e isso tem tudo a ver com reciclagem”, afirmou o Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, Luiz Antonio Lucchesi, ao comentar sobre o simpósio. “É preciso resolver o problema dos poluentes”.
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 Estande da Copel é destaque na ReciclAção

Primeiro o visitante lembra, ao se deparar com uma cozinha equipada com diversos eletrodomésticos, da importância da energia elétrica no seu cotidiano. Mas ao entrar no estande, o cenário muda e o visitante entra no mundo da geração, depois da transmissão e, por fim, da distribuição da energia elétrica. E ao terminar a visita, encontra uma maquete que mostra todo o contexto do que foi visto, do começo ao final. E tudo isso complementado com informações e exemplos práticos de todas as ações de gestão dos resíduos que são produzidos nestas etapas e com as ações ambientais promovidas pela Copel.

Ponto de partida: a Copel tem coleta seletiva em todas as suas unidades. Numa segunda etapa, a reciclagem é prática obrigatória na Companhia. Os medidores, por exemplo. A Copel usa tudo que é possível reaproveitar dos equipamentos antigos e só compra as peças de que realmente precisa. Postes quebrados e fios arrebentados, tudo é reciclado para que possa ser reaproveitado. O material resultante da poda das árvores também segue para compostagem, assim como todo o resto de alimentos. O óleo usado nos transformadores é reciclado, e em muitos equipamentos a Copel já está empregando óleo vegetal como isolante, que é menos poluente.

Todas estas etapas estão literalmente ilustradas no estande da Copel com miniaturas dos componentes que fazem parte da estrutura da rede elétrica. As ações ambientais da Companhia também estão caracterizadas: os estudos para o aproveitamento do potencial eólico, que consiste em gerar eletricidade a partir da força do vento, os cuidados para a proteção e preservação dos monos-carvoeiros da cara preta e o estudo com os diversos tipos de biocombustíveis que podem ser usados na geração de energia elétrica.

Igualmente tem espaço relevante no estande o trabalho de repovoamento dos reservatórios para o equilíbrio da fauna. “No Centro de Ictiologia instalado na Usina de Segredo, nós reproduzimos as cinco espécies de peixes mais ameaçadas no Estado e fazemos o monitoramento da qualidade da água nos reservatórios, garantindo a sobrevivência dos animais”, afirmou o técnico do Serviço de Monitoramento da Fauna e da Qualidade da Água da Copel, Dieter Penner.

A ReciclAção acontece no ExpoUnimed, na Universidade Positivo, na Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 e a entrada é franca. O estande da Copel estará aberto à visitação nesta sexta das 14 às 21 horas e no sábado, das 13 às 19 horas.

De AgenciadeNoticias

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Isopor 100% reciclável

"O isopor, nome comercial de um plástico chamado de poliestireno expandido é 100% reciclável, mas, por ser muito leve e volumoso, não é valorizado pelas cooperativas de catadores. O quilo do isopor não chega a R$ 0,50, o que inibe o interesse pelo material. Ainda assim, hoje o País recicla 8% de todo o isopor produzido, graças a parcerias entre o varejo, que utiliza grandes volumes do material, recicladores e indústria.
"Para que esse número aumente, é importante que as pessoas saibam que o isopor é plástico e que tem destino certo no mercado de reciclagem brasileiro", afirma Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, entidade ligado à indústria dos plásticos, A reciclagem permite fazer com que o material volte à indústria como matéria-prima. É possível fabricar também molduras e rodapés"
De Estadao

Tecnologia permite reciclagem de materiais 'difíceis'

 Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
"O que fazer com embalagens de salgadinhos, bandejas de isopor, embalagens longa-vida? Embora cada vez mais presentes no dia a dia, esses resíduos são considerados difíceis de reciclar, pois têm menos valor comercial que outros materiais, como latas de alumínio, papelão e garrafas PET. Mas o cenário começa a mudar: já existem tecnologias no Brasil para transformar o que era lixo em novas matérias-primas.
Um exemplo são as embalagens feitas com o plástico tipo Bopp (sigla para película de polipropileno biorientado). O material, presente em embalagens de alimentos ? como salgadinhos, biscoitos, café, sopas instantâneas ?, praticamente não é recolhido por cooperativas de catadores. Mas a empresa americana TerraCycle, que no início do ano iniciou atividades no Brasil, especializou-se em fazer com que o material volte à indústria.
"O Bopp é um plástico e por isso pode ser reciclado. Nosso trabalho é desenvolver produtos que possam ser fabricados com o material", diz Guilherme Brammer, presidente da TerraCycle. Entre os produtos que podem ser feitos com as embalagens de salgadinhos estão mochilas, embalagens de cosméticos e até autopeças, como para-choques.
A reciclagem do Bopp está ajudando a resolver um problema da PepsiCo, fabricante dos salgadinhos Elma Chips. A empresa acabou de colocar no mercado os primeiros displays ? espécie de prateleira que expõe os produtos nos pontos de venda ? feitos 100% com embalagens de salgadinhos recicladas. "O que era descartado virou matéria-prima de novo, fechando o ciclo", diz Olivier Weber, presidente de Alimentos da PepsiCo.
Segundo ele, trata-se do primeiro display feito com material reciclado das próprias embalagens da empresa. Até o fim do ano, a meta é retirar 13,5 milhões de embalagens do ambiente, em todo o Brasil ? cada display consome 675 embalagens em sua fabricação. A empresa quer exportar a tecnologia brasileira para o resto do mundo.
Desafio. As embalagens longa-vida produzidas pela empresa sueca Tetra Pak também já estiveram na mira de ambientalistas. As caixinhas eram consideradas difíceis de reciclar, por serem formadas por um amontoado de camadas: seis no total, sendo quatro de plástico, uma de papelão e outra de alumínio. "O maior desafio foi desenvolver uma tecnologia que permitisse a separação de todas as camadas. Hoje, isso é possível", diz Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da Tetra Pak.
Segundo ele, existem várias tecnologias que permitem reciclar o material. Uma delas, realizada em uma usina em Piracicaba (SP), separa todas as camadas, e os materiais retornam às respectivas indústrias. Outra, semelhante a um grande liquidificador, separa o papelão, mas o alumínio e o plástico permanecem unidos, o que forma um aglomerado ideal para fazer produtos como telhas, compensados, móveis, lixeiras, canetas e objetos de decoração.
O desenvolvimento dessas tecnologias já permite que 25% das embalagens Tetra Pak consumidas no Brasil sejam recicladas. Mas ainda é pouco. Telhas e compensados feitos com o material tiveram grande aceitação na construção civil, e hoje falta material. "Existem mais de 30 indústrias que usam essas embalagens recicladas como matéria-prima. É preciso aumentar a coleta seletiva.""
De Estadao

Aplicativos de celular - a vida mais verde

Será?
"Reduzir o consumo de eletricidade e recursos naturais e fomentar a utilização de novos materiais que agridam menos a natureza. Essas são algumas motivações e justificativas da indústria de telefonia móvel para o desenvolvimento de uma série de aplicativos “verdes”, como estão sendo chamadas essas inovações tecnológicas para celulares, smartphones e até para usuários de redes sociais.

“São extremamente válidas todas as iniciativas que tenham como subproduto o consumo mais eficiente de energia, menor emissão de CO2, reaproveitamento de materiais e menor geração de resíduos sólidos. Mas se essas tecnologias serão bem aceitas ou não, isso vai depender do que chamamos de ‘percepção de valor ambiental’ dos consumidores”, disse Clarissa Lins, diretora executiva da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

Ela citou o Good Guide, aplicativo que calcula o ciclo de vida de produtos cadastrados por meio da leitura de seus códigos de barras, apresentando informações sobre quão sustentável é sua cadeia produtiva. “Esse é mais um exemplo de como um aparelho celular pode ser uma ferramenta para a decisão de consumo pautada pela sustentabilidade”, aponta.

Para o iPhone, as opções são várias: o shopgreen, por exemplo, calcula as emissões de gás carbônico de comportamentos (como usar uma bicicleta em vez de um carro, por exemplo) e produtos, ajudando o usuário a diminuir sua pegada de carbono. Já o Green Gas Saver "alivia" a consciência de quem não consegue abrir mão do seu veículo, ao calcular o caminho que oferece um melhor consumo de combustível.
O MeterRead, por sua vez, mede o consumo de energia de uma casa e com isso, permite uma economia de até 20% nas contas de energia elétrica. Há também aplicativos que detalham os poluentes num raio específico calculado a partir da localização física do usuário, como o Pollution.


As redes sociais não ficaram de foram: Personal Water Footprint Calculator promete uma utilização mais eficiente de água à medida que convida os usuários do Facebook a aferir seu consumo anual de água e dá dicas de como reduzi-lo. Todos os aplicativos no momento estão em inglês.
Celulares também querem ser verdes
Calcula-se que 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico sejam produzidas por ano em todo o mundo, sobretudo em países asiáticos e africanos. Indo no sentido oposto a esses números, novos aparelhos celulares ambientalmente corretos chegam ao mercado como o W233 ECO, da Motorola. Seu corpo é feito a base de garrafas plásticas e os manuais de instrução foram todos impressos com papel reciclado. “Mas as grandes empresas também deveriam assumir a responsabilidade pelo descarte dos aparelhos antigos de seus clientes. Não adiantadar acesso a novas tecnologias se não cuidarmos do estrago que está sendo feito na natureza com os produtos antigos. Vender o novo sem se esquecer de recolher o velho seria a grande contribuição dessas companhias para um modelo de negócio mais sustentável”, apontou a diretora executiva da FBDS."
 
Fonte: ultimosegundo ig

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Embalagens impulsionam Certificação FSC no Brasil

"A marca do Conselho de Manejo Florestal (FSC), até alguns anos pouco conhecida no país, já faz parte da vida de milhões de brasileiros. Atualmente, é comum observar o selo FSC em embalagens de suco e leite, contas de telefone, publicações, extratos bancários e faturas de cartão de crédito.

A Tetra Pak, maior fabricante de embalagens do mundo, com duas fábricas e 1.200 funcionários no Brasil, anuncia que, em 2010, metade da produção brasileira da empresa terá o selo FSC. "São 5 bilhões de embalagens que chegarão aos lares com a marca da principal certificação do planeta", afirma Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da empresa.

O executivo destaca ainda que, até 2014, 100% das embalagens fabricadas pela Tetra Pak no Brasil – ou seja, 10 bilhões de unidades – terão a chancela do Conselho de Manejo Florestal. Empresas como Coca-Cola, Unilever, Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Pepsico já aderiram à certificação em embalagens de lácteos, sucos e outros produtos.

A certificação FSC assegura que o processo produtivo certificado utiliza insumos em conformidade com critérios ambientais e sociais, seguindo condicionantes de sustentabilidade, e obedecendo às legislações trabalhista e fiscal.

Fernando Von Zuben acrescenta que, por uma política de sustentabilidade da empresa, os custos adicionais de uma embalagem certificada não são repassados para os clientes. "Não cobramos nada a mais das empresas por isso, nosso objetivo é aplicar, de fato, os conceitos de sustentabilidade", disse. A Tetra Pak investe anualmente, no Brasil, R$ 7 milhões em ações voltadas para a sustentabilidade socioambiental.

CONSERVAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL
"O cliente que compra um produto que leva o carimbo do FSC pode ter a certeza de estar contribuindo para a conservação do meio ambiente e para a inclusão social de milhares de comunidades, que recebem um preço justo por sua produção", avalia Mauro Armelin, coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil.

Dados do Imaflora – certificadora independente credenciada pelo FSC – dão conta de que, no Brasil, a certificação por cadeia de custódia, que atesta a sustentabilidade socioambiental de toda a cadeia produtiva, cresceu 28% no ano de 2009, em comparação com o ano anterior.

"Os setores gráfico, de embalagens e de tissues [lenços de papel e similares] são os principais responsáveis por esse crescimento", informa Luciana Papp, coordenadora de certificação do Imaflora.

Luciana Papp destaca que, nos últimos anos, a quantidade de áreas certificadas na Amazônia ficou estagnada, principalmente por questões ligadas à demora no licenciamento de projetos e a indefinições por parte do poder público. "Esperamos que, a partir do ano que vem, as áreas certificadas voltem a crescer com as concessões de florestas públicas para a atividade madeireira sustentável", salienta a coordenadora.

Mauro Armelin, do WWF-Brasil, também demonstra otimismo em relação ao potencial de crescimento das áreas certificadas na Amazônia. "Depois de três anos arrumando a casa, tudo indica que o Serviço Florestal Brasileiro terá condições de implementar de forma efetiva as concessões. A expectativa é que sejam licitados 400 mil hectares ainda em 2010", relata.

De acordo com a lei de concessões de florestas públicas, comunidades e empresas poderão explorar, de forma sustentável, áreas de florestas públicas. A ideia é que, com o modelo, criem-se condições de
geração de emprego e renda aliada à conservação das florestas.

No Brasil, atualmente, cerca de 5 milhões de hectares contam com a certificação FSC. O percentual é baixo, especialmente considerando-se a extensão de áreas florestais no país e levando-se em conta o fato de, no mundo, haver 130 milhões de hectares certificados."

De Agrosoft

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fabricantes serão responsáveis pela coleta e tratamento do lixo tóxico

O projeto aprovado na última quarta-feira (2), pela Câmara de Vereadores de Curitiba, prevê que os fabricantes, distribuidores e revendedores de produtos geradores de resíduos tóxicos serão responsáveis pela coleta, armazenagem e tratamento dos produtos fabricados. O documento contempla como resíduos potencialmente poluidores pneus, pilhas, baterias, lâmpadas, embalagens de tintas, solventes, óleos lubrificantes e lixo eletrônico.

O descumprimento das normas implicará em penalidades não apenas aos fabricantes, distribuidores e revendedores, mas também aos consumidores. As multas variam de R$ 100 a R$ 10 milhões. Desta forma, os fabricantes e distribuidores ficam responsáveis por recolher o lixo nas lojas revendedoras e o consumidor fica responsável por levar o lixo tóxico até o local em que o adquiriu.

A partir da data de publicação da lei, os fabricantes nacionais e importadores, que originam resíduos especiais comercializados em Curitiba, terão um prazo de 180 dias para apresentar um plano de gerenciamento individual ou coletivo, para a prefeitura da cidade, que mostre como a lei será aplicada na prática. “Do ponto de vista ambiental, este é o projeto mais importante dos últimos dois anos de atuação da câmara”, acredita a vereadora Julieta Reis (DEM) que, juntamente com o vereador João Cláudio Derosso (PSDB) e João do Suco (PSDB), formulou o projeto.

Segundo ela, a pretensão é de diminuir a quantidade de lixo depositada nos aterros para que um dia ele possa acabar e ser substituído pela usina metropolitana de reaproveitamento. “Com a lei, vai aumentar a responsabilidade ambiental de todo mundo”, opina.


A bióloga e gestora ambiental Regina Zanelato explica que produtos como a pilha e a lâmpada florescente precisam de uma destinação diferenciada, porque possuem componentes tóxicos que são agressivos a saúde humana e contaminam o meio ambiente. “É um problema ambiental a destinação correta destes materiais, e medidas legais são importantes porque são formas de fazer com que as pessoas se adaptem as exigências”, defende.

Desde 1998, a prefeitura de Curitiba disponibiliza caminhões de coleta de lixo tóxico por terminais da cidade. Em cada dia do mês, o veículo fica estacionado em um terminal de ônibus diferente, das 7h às 15h, mas poucas pessoas conhecem esse serviço de coleta. Nestes locais a população pode entregar pilhas e baterias vencidas, cartuchos de tinta de impressão, embalagens de inseticidas e venenos agrícolas, latas de tinta, remédios vencidos, óleos de origem animal e vegetal e lâmpadas fluorescentes.

No primeiro bimestre deste ano, a coleta nos 24 terminais totalizou 5,2 toneladas de lixo tóxico recolhido. Mas, segundo a vereadora, essa coleta realizada com os caminhões pode terminar caso a proposta apresentada pelos fabricantes não preveja algum acordo com a prefeitura para continuar a efetuar esse trabalho.

Em Colombo, a prefeitura da cidade distribuiu coletores feitos com garrafas pet, com um rótulo do programa “Energia Positiva”, em escolas, centros de educação infantil, unidades de saúde e alguns pontos de coleta voluntários. Ao todo são mais de 120 estabelecimentos que realizam a coleta de pilhas usadas, desde o segundo semestre de 2009. Até o momento, apenas 18 locais já devolveram o material arrecadado, totalizando mais de oito mil pilhas recolhidas.

Após a coleta, as pilhas são armazenadas em local específico e por enquanto ainda não tem destino certo. “Estamos estudando a melhor destinação possível, uma vez que uma única empresa recicladora de pilhas e baterias existente no país, em São Paulo, cobra por este serviço”, explica o biólogo da secretaria de meio ambiente de Colombo, Gilmar dos Santos.

Desde agosto de 2008, a empresa auto viação Colombo também participa do programa da prefeitura disponibilizando coletores especiais dentro dos ônibus, para que os usuários possam depositar pilhas velhas. A empresa ainda não apresentou dados atualizados, mas de agosto a dezembro de 2008 ela coletou mais de uma tonelada de pilhas, baterias e recarregadores de celular.
Fonte: Jornale"