terça-feira, 31 de agosto de 2010

DESAFIO INTERMODAL CURITIBA 2010 -01/09

Qual será o meio de transporte mais eficiente, para atravessar a cidade às seis horas da tarde, horário em que milhares de curitibanos ficam presos no trânsito na volta para casa?

E no contexto da Copa de 2014, como está a mobilidade urbana em Curitiba?

Pensando nestas questões, o desafio intermodal de 2010 propõe um trajeto que contempla a chegada no estádio que receberá os jogos da copa em Curitiba.
Para responder a essa pergunta, repensar a mobilidade das pessoas na cidade de Curitiba e estimular o uso da bicicleta, o Programa Ciclovida da UFPR, o Grupo Bicicletada Curitiba e demais colaboradores, promoverão o IV Desafio Intermodal. O Desafio Intermodal é uma ferramenta para avaliar a eficiência dos vários modais de transporte disponíveis na cidade.

As regras serão simples, sendo que as leis de trânsito deverão ser respeitadas e o trajeto poderá ser escolhido pelos próprios participantes.

Data: 1° de setembro de 2010 – Concentração, 17:00 na CIETEP/FIEP – Largada, 18:00.
Ponto de partida: CIETEP/FIEP – Jardim Botânico
Ponto intermediário: Universidade Federal do Paraná, Praça Santos Andrade – Centro
Ponto de chegada: Estacionamento da Arena da Baixada – Água Verde

Regulamento

Saindo do ponto inicial no CIETEP/FIEP, todos ao mesmo tempo, cada modo de deslocamento poderá usar o caminho que for mais conveniente, desde que obrigatoriamente passe pelo Ponto Intermediário na Santos Andrade, UFPR. Nesse ponto, deverá estacionar e fazer a verificação com o controlador do local.
 Todos devem respeitar as leis de trânsito e as regras de segurança do meio de transporte que usarem. O Desafio Intermodal não é uma corrida, é uma medição, tudo deve ser feito na velocidade comum de seu cotidiano.
O participante que estiver de carro, moto e bicicleta deve sair a pé do ponto de encontro e buscar seu veículo em estacionamento assim como deve estacioná-lo para chegar ao local da chegada caminhando. Ao chegar ao ponto final, o participante deverá se encaminhar até a tenda do Ciclovida, localizada no Bicicletário Sicupira, no estacionamento da Arena da Baixada, para que a equipe registre o tempo dele.
Para facilitar a comunicação entre os participantes, todos receberão uma lista com os telefones de cada um dos envolvidos.

Percurso
Os participantes sairão da CIETEP/FIEP, na Avenida Comendador Franco, passarão pela Praça Santos Andrade, na UFPR, e finalmente chegarão ao Estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada), pela Rua Coronel Dulcídio, onde se localiza o Bicicletário Sicupira no estacionamento do estádio. Haverá tendas do desafio nos três pontos, e os desafiantes deverão registrar sua assinatura em casa uma delas.

MOVIMENTO PASSE LIVRE DECRETA A MORTE DO SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO DE CURITIBA

   "Após o ato público na Praça Tiradentes (14/7/10) onde foi fixada uma cruz de três metros de altura para imortalizar as vitimas fatais do transporte coletivo (retirada a toque de caixa pela empresa Clear Channel a mando da prefeitura), o MPL vem pela segunda vez, em uma manifestação pacífica, reforçar a imortalização das vítimas do ônibus e decretar a morte do sistema de transporte coletivo de Curitiba tido como modelo para o mundo, na mesma praça.
   Sistema esse que diariamente tem causado graves acidentes em toda a cidade pela falta de manutenção dos ônibus e investimentos no setor, que tem a quinta tarifa mais alta do Brasil e péssima qualidade de serviço ofertado, que não dá garantia nenhuma nos quesitos qualidade, pontualidade e conforto.
   Já faz parte de um passado longínquo ônibus com acentos para todas as pessoas, tubos sem filas, linhas para todas as localidades a partir dos terminais de integração. Isso acabou.
   E mesmo após o processo licitatório, que ocorreu às escuras há pouco tempo, não temos a menor garantia que a qualidade do transporte coletivo venha melhorar nos próximos 25 anos, pois as empresas que ganharam o processo são exatamente as mesmas que já exploram este serviço.
   Por enxergar um futuro desumano para o usuário do ônibus é que o MPL vem através das cem cruzes colocadas em praça pública, nesse 1º de Setembro de 2010, relembrar as vítimas fatais dos ônibus, decretar a morte do sistema de transporte coletivo, denunciar que os usuários estão tomados como reféns dos empresários por mais 25 anos sem direito à impugnação e alertar a população sobre mais um aumento compulsório da tarifa que está por vir no início de 2011.

   Contamos com a presença de todas as pessoas que necessitam do transporte coletivo para movimentar suas vidas e acreditam que esse serviço deve ser público e não privado.

Transporte é nosso direito e somente será atendido se mostrarmos nossa insatisfação. Então vamos à luta!
Movimento Passe Livre.
Curitiba, 1º de Setembro de 2010."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Filme - Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte



Comentários:

Lembrando ainda, que um litro de gasolina é energia para mais de uma hora de chuveiro elétrico!!! ESTAMOS DESPERDIÇANDO VÁRIAS "BELO MONTES" PELAS RUAS DAS CIDADES.
De André Caon Lima

Gente bem preprada pelas ONGs...
Desonestas!
De J.C.Cascaes

Embora possa existir um pouco de manipulaçao internacional (ONGs preparadas para isso), a denuncia é de cunho veridica.
Somos contra a construçao da Usina de Belo Monte pois os danos socio-ambientais serao muito maiores que os benefícios que posssam vir a ser gerados.
A racionalizaçao do consumo energético me parece mais necessária que o aumento da produçao da mesma.
Em grandes centros urbanos, automóveis mono-ocupados consomem o que seria suficiente para cobrir a
produçao de Belo Monte. assim, bastaría "compartir el coche" para nao ter que atuar na construçao de um trauma como esse. Usando o transporte público entao...nem se fala.
De Roberto Ghidini Jr

domingo, 29 de agosto de 2010

Arte com rolo de papel higiênico – faça você mesmo

Um bom exemplo do que fazer.
Clique na imagem para ampliar

Entrevista com Enrico Peñalosa

"Enrico Peñalosa ex prefeito de Bogotá, fala sobre a vantagem de se priorizar ciclistas e pedestres nas ruas de uma cidade." (além de que essa priorização é Lei no CTB).
Seria bom excelente se nosso próximo prefeito nos ajuda-se!


Bicicletada de agosto-28/08, fotos e comentários.

Bicicletada foi mto boa, principalmente o diálogo que ocorreu depois no MON;
Fotos e o comentário do Oscar, do Bicicleteiros, aqui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Programação do mês da Bicicleta

Já chegando setembro, e enfim a programação do Arte Bicicleta & Mobilidade  2010, várias coisas legais para todos os gostos.


Clique na imagem para ampliar
 Gravura: José Roberto da Silva.
Visite: http://artebicicletamobilidade.wordpress.com/

Dilma recebe 11 milhões em doações do maior matadouro brasileiro


Nota de LEONARDO ATTUCH, em DINHEIRO desta semana. “O MÃO ABERTA DA CAMPANHA. Embora os candidatos à Presidência ainda não estejam revelando os nomes dos seus doadores, o grupo que mais contribuiu até agora para a campanha de DILMA ROUSSEFF que já arrecadou cerca de R$ 11 milhões, foi o JBS-FRIBOI. E o apoio vai muito além da questão financeira.
O frigorífico que tem entre seus sócios o empresário José Batista Júnior, se dispõe a prestar apoio logístico em todos os locais por onde a candidata passar, oferecendo inclusive seus aviões. Para quem não se lembra, o JBS-FRIBOI é uma das novas “multinacionais brasileiras” turbinadas pelo capital do BENDEs”. Por sua vez, turbinado com o capital do Tesouro Nacional.
Fonte | Dica do colunista Cesar Corregiari

De Vista-se

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Zambulance, Bicycle Ambulance Trailer

Vídeo interessante achado no YouTube, mostra que a bicicleta salva vidas, ao contrario do que acontece em algums cidades por aqui.
Trailer fabricado na Zambia, Zambulance como é chamado:

Rock in Rio terá tapete de dança e bicicletas

Brincadeiras vão incentivar respeito ao ambiente. Plásticos serão reciclados

POR CRISTINE GERK
Rio - O Rock in Rio do ano que vem vai se transformar num grande parque de diversões verde. O público será convidado a pular em tapetes de dança e pilotar bicicletas que geram energia através do movimento. Além disso, haverá máquinas tipo caça-níquel, onde os roqueiros poderão reciclar suas garrafas plásticas.
Foto: Divulgação
Os organizadores do festival vão premiar quem topar participar das brincadeiras ligadas ao meio ambiente. Os vencedores das disputas responderão a um quiz e, se acertarem as questões, ganharão presentes, como camisetas e bonés.
As emissões de carbono do evento serão compensadas com plantio de árvores ou com apoio em projetos ambientais. Todos os resíduos produzidos no festival, como recipientes de plástico e de papel, serão direcionados para reciclagem. Lata e vidro não são permitidos no evento. “Vamos fazer uma campanha pelo uso do transporte público, já que metade das emissões do festival vem do deslocamento”, comenta Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio. “Estamos estudando ainda a contratação de mão de obra de baixa renda para trabalhar no festival”.
O festival ocupará 150 mil metros quadrados em Jacarepaguá, com investimento de R$ 40 milhões da prefeitura. O espaço será adaptado para área de lazer de atletas na Olimpíada de 2016 e servirá como arena permanente para grandes shows no Rio. Acima, simulação de como ficará o local | Foto: Divulgação

Fonte: o dia online Terra

Cooperativas de reciclagem buscam tirar catadores da informalidade

"O mercado de reciclagem de lixo movimento R$ 12 bilhões por ano no Brasil. No entanto, a maior parte dos trabalhadores ainda está na informalidade. As cooperativas têm sido o principal caminho para regularizar a situação dos catadores. Cerca de dois mil profissionais de todo o país se reuniram em um evento em Belo Horizonte para discutir a Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos sancionada no início deste mês."
Clique aqui e veja o vídeo.

Por trás dos laboratórios – Parte 2

3. OS DEFENSORES | Esses atos desumanos que acontecem por trás dos laboratórios tem preocupado muita gente, aqueles que possuem sensibilidade, que ao se juntarem formaram grupos, os defensores dos animais. De décadas para cá, a defesa dos animais tornou-se, portanto, a defesa de muitos e está mudando a forma como as pesquisas são realizadas e a finalidade a que estão sendo destinadas. Às vezes para melhor, outras, nem tanto. Não obstante, em todos os casos, o que os cientistas consideram a melhor atitude é adotar a cautela.
Vale dizer que foi somente em 1975 que Peter Singer – filósofo australiano -, ficou realmente tocado ao saber o que realmente acontece por trás das “indústrias” e se perguntou: “O que nos dá o direito de usar animais? Por que podemos sobrepor a nossa vontade à deles?”. Singer concluiu que, a premissa de que podemos usar outros animais simplesmente porque eles não são seres humanos, não tem sustentação lógica ou mesmo biológica. Em seu livro “Libertação Animal”, ele critica o preconceito ligado à espécie, o que ele denomina de “especismo”. O autor afirma que as regras morais deveriam ter por objetivo minimizar o sofrimento. Nessa esteira, muitos animais estão, portanto, em pé de igualdade com os seres humanos, por possuírem também sistemas nervosos capazes de sofrer. Diante desse raciocínio, moralidade deveria negar qualquer experimento que cause dor em animais. Todavia, vale realçar que Singer nunca criticou a morte de animais, contando que ela fosse indolor.
Em 2006, Singer disse à rede britânica BBC “Está claro que pelo menos algumas pesquisas com animais tem benefícios. Eu certamente não diria que nenhuma pesquisa animal poderia ser justificada”, defendendo cautelosamente os experimentos com cobaias. Contudo, a base para os defensores dos animais é e sempre foi os argumentos de Singer relacionados os especismo, sendo sua última entrevista à BBC de pouca relevância à eles.
Nas palavras de David Cantor – diretor-executivo da ONG Responsable Policies for Animals (Políticas Responsáveis para Animais) – : “A nossa posição sobre a experimentação animal e os testes de produtos deriva de nossa posição de que toda a exploração animal deveria ser abolida, que animais não-humanos têm direitos morais que deveriam ser reconhecidos na lei e nos costumes, e que isso deveria eliminar seu status de propriedade.”
Vale ressaltar que os defensores dos animais, com ações organizadas, conduzem protestos e chegaram a se infiltrar em empresas para registrar e denunciar os maus-tratos aos animais. Isto está no documentário brasileiro “Não Matarás”, produzido pelo Instituto Nina Rosa. Nas palavras de Nina Rosa: “Nosso vídeo é dedicado às pessoas que tiveram a coragem de presenciar essas cenas durante meses, até anos, para provar ao público o que se passa dentro dos laboratórios. Elas foram captadas por técnicos que se empregaram em laboratórios com o intuito de denunciar as torturas por que passam os animais ali encarcerados. A fiscalização das condições dos animais é praticamente inexistente.” Convém ponderar que cenas fortes de torturas estão presentes no documentário, como demonstrações de coelhos sendo usados até perder a visão com o objetivo de realizar testes de cosméticos. De acordo com Nina “Gravar cenas como esta torna-se cada vez mais difícil, pois hoje os laboratórios previnem-se contra essa possibilidade, pesquisando a vida pregressa de candidatos a empregados e colocando câmeras para vigiá-los”.
Entretanto, segundo Rosa, agindo com gentilezas não minimizam os maus-tratos. Vale lembrar, que, para os defensores dos animais, a única alternativa aceitável é o fim de todos os testes. “Como se pode minimizar o sofrimento de um animal que foi roubado de seu meio e vai viver e morrer dentro de uma gaiola, sendo utilizado e reutilizado para experimentos dolorosos, em sua maioria sem anestesia (para não interferir nos resultados), sem contato com seus semelhantes, sem estímulo, sem espaço, sem ar natural, sem luz natural, sem liberdade, muitas vezes preso em equipamentos de contenção?”, critica Nina.
REFERÊCIAS BIBLIOGRAFICAS:
- Nogueira, Salvador. 2008. Dublês de Corpo. Galileu – O prazer de conhecer. Editora Globo. 38 – 47.
De Vista-se

Por trás dos laboratórios – Parte 1

1. EGOÍSMO ACIMA DA SENSIBILIDADE
Em linhas gerais, o homem busca cada vez mais novas tecnologias para melhorar o seu bem estar. Egoísta e insensível, ele destrói milhares de vidas de outras espécies procurando um maior conforto. Pode-se dizer que praticamente todas as atividades humanas causam danos à outras espécies, tanto as de fauna quanto as de flora, e que ao fazer tantos malefícios, sentimentos como culpa ou arrependimento nem se quer passa pelos homens responsáveis por tais atividades ou por aqueles que consomem produtos relacionados à essas atividades.
Dentre as diversas atividades humanas existentes que danificam milhares de vidas de outras espécies, neste texto, será ressaltado, em especial, o que acontece por trás dos laboratórios que utilizam animais para testes, tentando obter melhorias na medicina e cosméticos. Vale ressaltar que torturas e maldades à animais acontecem constantemente em diversos laboratórios para que o homem tenha uma vida melhor.

2. INSENSÍVEIS EM BUSCA DE MELHORIAS PARA A HUMINANIDADE
A princípio, dentre milhares de laboratórios espalhados pelo mundo, utilizarei como exemplo o da Universidade Duke, na Califórnia do Norte (EUA), cujas atividades de torturas à animais foram desvendadas pela revista GALILEU em 2008, onde macacos “trabalham” com o neurocientista brasileiro, Miguel Nicolelis. Tais símios trabalhadores trazem infinitas esperanças para os seres humanos que sofrem de paralisia. Vale ressaltar que tais “heróis” não podem ser fotografados de acordo com as normas da Universidade, para não despertar a fúria das ações protetoras de animais.
Ponderando o assunto, a Duke explica que os ativistas não iriam entender ao ver macacos indefesos com suas caixas cranianas abertas, porque eles não sabem que na verdade, tais macacos heróis são tratados à pão-de-ló pelos cientistas. Ou seja, para compensar a vida que tais símios levam, os cientistas dão à eles um tratamento cinco estrelas para deixá-los mais felizes. Todavia, o que realmente acontece é que tais símios são tirados de seu habitat natural, passando a viver em laboratórios, onde são utilizados como instrumentos para que o homem possa fazer todos os tipos de testes neles, para tentar achar melhorias na saúde humana, para que o homem seja cada vez mais feliz, mais saudável. Não só estes macacos, mas milhares de outros animais passam a ter, portanto, uma vida totalmente artificial, fora do normal, perturbadora, não saudável, longe felicidade que teriam se vivessem com seus semelhantes e com liberdade no seu habitat natural.
REFERÊCIAS BIBLIOGRAFICAS:
- Nogueira, Salvador. 2008. Dublês de Corpo. Galileu – O prazer de conhecer. Editora Globo. 38 – 47.
De Vista-se

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Eventos de adocao 21-22 /08 - Curitiba

21.08.2010 Feira "Eu adotei um animal de rua. E você?" - Jd. Social - Curitiba PR
22.08.2010 Evento de Adoção de Cães e Gatos - Centro Cívico - Curitiba PR
De olharanimal

Usuários da Linha Verde sofrem com congestionamento

"Conforme o previsto..."
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Concebida como a solução para o trânsito de Curitiba e para unir a cidade historicamente separada pela BR-116 (agora BR-476), a Linha Verde transformou-se num grande problema para o curitibano. Feita pela metade e sem as obras de viadutos e trincheiras no setor sul, a nova via está repleta de sinaleiros e obstáculos que dificultam o trânsito de veículos, pedestres e ciclistas. Se já há problemas em qualquer horário do dia, no rush ele literalmente para.
Para o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Valter Fanini, o problema da Linha Verde começa na definição de sua função. Ele afirma que todos os modais de transporte foram colocados numa mesma via, que não teve estudo prévio para ser desenhada. O resultado é a sobrecarga viária com tráfego de ônibus, veículos e caminhões de cargas urbanas. Pedestres e ciclistas disputam espaço com o trânsito pesado, em uma mistura classificada pelo engenheiro civil como “fatal”. “Não se pode querer jogar todas as funções numa via só. Nada vai funcionar corretamente”, criticou.

No Pinheirinho, onde começa a Linha Verde, os pedestres enfrentam uma verdadeira aventura para conseguir atravessar as seis faixas de pista da avenida. Próximo ao terminal do bairro — um dos maiores e mais utilizados da cidade — os pedestres que trabalham do outro lado da avenida sofrem para conseguir fazer a travessia. É o caso da auxiliar de produção Claudineia Cordeiro. Ela trabalha no lado oposto do terminal e precisa atravessar diariamente a avenida para pegar seu ônibus para ir até o Rio Bonito.
“Perto das seis da tarde não se leva menos de 30 minutos para conseguir atravessar. É muito trânsito e os carros passam muito rápido. Para conseguirmos atravessar é só correndo”, reclama Claudineia. Ela conta que já presenciou muitos acidentes naquela região. “Já vi gente ser atropelada, foi terrível”, relembra. “O pior é quando a gente consegue atravessar uma faixa e fica no meio (no canteiro central) tentando cruzar a outra. O espaço é pequeno e são muitas pessoas tentado atravessar. Fica difícil até de se equilibrar”, avalia a auxiliar de enfermagem. Ontem, em um flagrante, em apenas cinco minutos mais de trinta pessoas ficaram ilhadas naquele ponto.
Para tentar diminuir a velocidade dos carros e caminhões, a Prefeitura instalou um semáforo na região da Pluma. Porém, a solução não trouxe resultados esperados para os pedestres. “Aquele sinaleiro não segura os carros, aquilo foi um engano”, lamenta a auxiliar de enfermagem Eurides Policarpo, que trabalha na Vila Pompéia e pega carona até próximo o terminal do Pinheirinho. Ela diz que muitas vezes não consegue fazer a travessia em trinta minutos. “Não tem como atravessar, os carros passam muito rápido e eu tenho que pedir a Deus para me proteger para eu conseguir atravessar a Linha Verde”, afirma Eurides. “Eu tento me acalmar antes de atravessar, porque eu tenho medo. Eu sei que se eu tropeçar ou cair, eu morro atropelada”, conta.

A voz das duas pedestres faz uníssono para a urgência de uma solução. “Se tivesse uma passarela aqui seria mais fácil”, avalia Claudineia. “Com uma passarela eu não teria tanto medo de atravessar”, acrescenta Eurides. A Prefeitura iniciou apenas em julho deste ano uma passarela na avenida, na região do terminal do Pinheirinho. Entretanto, entre projetos de licitação e obra, a passarela deve estar pronta de fato apenas no ano que vem — se não ocorrerem atrasos assim como na implantação da avenida.
Função — O estudo prévio de demanda real e futura do tráfego é pré-requisito para toda obra viária, mas não foi realizado para a construção da Linha Verde, conforme disse Fanini, que foi coordenador do Programa de Integração de Transporte da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). “Se eles não conhecem a demanda da região, fazem a obra sem saber para o que ela vai servir. Então, misturam todos os tipos de tráfego e aparecem os problemas. Qual a função da Linha Verde? Seria um corredor viário, para caminhões de carga urbana, veículos, ônibus, pedestres ou ciclistas?”, afirmou.

A poucos metros do terminal Pinheirinho mais um trecho com problemas. Os motoristas que transitam na marginal no sentido da Rua André Ferreira Barbosa se defrontam com uma placa de Pare. Entretanto, como a preferencial é para o trânsito da Linha Verde e as vias têm que se cruzar para o acesso à rua, há um perigo de acidente iminente no cruzamento. Uma solução para a diminuição de velocidade seria um radar para fazer com que os carros parassem, já que por uma questão de engenharia eles têm que se cruzar com o fluxo da pista principal.
A transformação pela qual passou a rodovia não excluiu um dos principais problemas de tráfego da região: os caminhões. Apesar da existência dos contornos na Região Metropolitana de Curitiba, os caminhoneiros continuam a cruzar a cidade pela Linha Verde, truncando mais ainda o trânsito.

Abandono — Na parte final da Linha Verde Sul, na região da PUC a sensação é de abandono. Obras não finalizadas se somam ao enorme fluxo de veículos. Ali, houve a construção da ponte sobre o Rio Belém para a implantação do binário entre a Avenida Senador Salgado Filho e a Rua Imaculada Conceição, mas não houve progresso no término da canaleta do transporte coletivo. Entre a PUC e o viaduto da BR-277, no Jardim Botânico, há vários trechos que as vias exclusivas não foram terminadas e não passa por ali nenhuma linha de biarticulado — nem há previsão de quando deve passar a circular.
“A esperança era de que a Linha Verde atendesse à carência de sistema viário da região, mas isso não aconteceu. Jogaram dinheiro fora”, argumenta Fanini.


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"Goste-se ou não do figura, Jaime Lerner nos idos de 70 já dizia que obras de ampliação da malha autoviária só servem para transferir o engarrafamento de um lugar para o outro..."
De bicicletadacuritiba
Fonte: bemparana

domingo, 15 de agosto de 2010

Estudantes da USP criam bicicletário eletrônico com software livre


Neste sábado, na Faculdade e Arquitetura e Urbanismo da USP, os estudantes de engenharia Maurício Villar e Maurício Matsumoto demonstraram um novo sistema de compartilhamento de bicicletas. Baseado em software livre como Linux e Ruby on Rails, a tecnologia deve ser inicialmente testada pela USP na capital paulista, que pretende disponibilizar as bicicletas para uso interno no campus, daí o nome PedalUSP.
O equipamento dispensa qualquer interação humana além do cadastro inicial. Para retirar uma bicicleta o usuário deve encostar um cartão especial e digitar uma senha no terminal semelhante a um caixa eletrônico. Feito isso, ele escolhe uma das bicicletas paradas, que é então indicada com uma luz verde e liberada para uso. Ao se estacionar em qualquer estação, o veículo é automaticamente reconhecido e a devolução registrada.
Para orientar o ciclista, um mapa na tela indica onde estão as outras estações e, como o sistema opera online, também informa quais têm poucas vagas ou estão com problemas técnicos. As duas estações demonstradas no sábado se conectavam à central usando Wi-Fi, e quem quisesse testar o sistema podia fazer o cadastro na hora desde que fosse aluno da USP, já que a configuração exigia o uso da carteira interna da instituição.
Isto porque o sistema depende da tecnologia RFID presente na carteirinha da USP. Esta tecnologia é amplamente usada em crachás para registro de ponto, e bastam alterações de software para que o sistema seja compatível com os bilhetes eletrônicos usados em transporte, como o Bilhete Único de São Paulo, explicou Villar.
É neste cartão que reside uma das diferenças do PedalUSP para o SAMBA, sistema similar vendido por uma empresa brasileira e já em operação em cidades como o Rio de Janeiro. No SAMBA, a bicicleta é liberada com uma ligação, e a senha é digitada pelo telefone, geralmente o celular do usuário.
No PedalUSP, o telefone não é necessário, e a senha é digitada diretamente no terminal. "Com isso, a liberação fica mais rápida e o sistema se torna mais adequado para o uso de transporte em vez de lazer", relatou Matsumoto.
Nos testes da Geek, o sistema funcionou bem. Depois de encostar o cartão, aparecem instruções claras na tela, e a retirada é rápida. Mas em uma época em que tudo é touch screen, usar um teclado para navegar no mapa da tela causa estranheza. "Touch screen é possível, mas além de caro, é muito mais suscetível ao vandalismo", disse Matsumoto. Perguntado sobre medidas contra roubo e vandalismo, os estudantes dizem que já foram feitos testes, mas que esperam o uso mais amplo dentro da USP para fazer uma avaliação adequada.
Apesar dos protótipos funcionais, o início da operação ainda não tem uma data definida. "Estamos em busca de um patrocinador que viabilize a implementação e a operação do sistema", contou Matsumoto. "Temos todo apoio da prefeitura do campus, e já há estudos para orientar onde fazer as primeiras instalações", complementou.
Fonte: softwarelivre

Parque Barigui, Oil Man e Bicicleta “usada”

Teoricamente, eu disse teoricamente, é pra existir uma pista para as pessoas caminharem e outra para aqueles sobre rodas: patins, skate, patinete e  bicicleta. Ocorre que, ninguém respeita. Nosso ilustre OilMan numa impagável sunguinha pink, muito corretamente, vai empurrando sua magrela na pista das pessoas que caminham, já a outra ao lado, também parece ser só para as pessoas que, também caminham – no lugar errado.
Quer dizer então que, devemos subtrair da contagem oficial a quilometragem  de ciclovias que estão dentro dos parques, uma vez que, elas são tomadas por transeuntes.
 2 Pistas, uma para pedestres, a outra também 

Já outra cena pitoresca em nossa cidade, e isto mostra o quanto as bicicletas são democráticas, o Gigolô das Magrelas, ele mesmo, com uma musiquinha pra lá de medonha, fazendo campanha política a base de micagem. Dança, saracoteia e usa a bike como um símbolo de sua campanha, fala que apoia o uso e tal. Mas ao mesmo tempo, se enfileira ao lado negro da força, aliando-se à tropa de choque situacionista na Câmara Municipal de Curitiba que, reiteradas vezes, vetou verbas e projetos em prol do uso das magrelas em nossa cidade. E ela está lá, resignada talvez (se tivesse vontade própria), servindo como peça de campanha de mais um, deste mar de calhordas que, se autoconsagram “representantes do povo”.
 Mais um "nobre" representante do povo, ganhando voto com bicicleta e micagem

Em alusão ao cartaz: realmente, RENOVAR É PRECISO. Renovar não a Assembleia Legislativa, não o Senado ou Câmara de Deputados Federais. É preciso RENOVAR a forma de gestão do nosso país. Mudar tudo ! Renovar alias, é pouco, é preciso revolucionar, subverter esta (des) Ordem. E não vai ser através de um voto, de 4 em 4 anos que vamos, sequer começar, alguma forma de transformação.
De Bicicleteiros

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Audácia ou Subsídios?

A política audaciosa das montadoras de veículos
A produção de veículos atingiu 315,9 mil unidades, em julho, e 1,93 milhão, nos primeiros sete meses do ano, números inferiores apenas aos de março e da fase de euforia de julho/agosto de 2008, mostrando o otimismo das montadoras com o ritmo da atividade econômica. O setor não parece temer nem os estoques elevados, de 101 mil unidades nas indústrias e de 229 mil nas revendedoras, citados pelo presidente da associação das montadoras (Anfavea), Cledorvino Belini.
O otimismo está refletido nos anúncios generalizados de investimento das empresas, como os da GM, que aplicará R$ 1,35 bilhão em São Caetano do Sul e R$ 50 milhões em Mogi das Cruzes; da Mercedes-Benz, R$ 1 bilhão em São Bernardo do Campo; da coreana Hyundai, que deverá construir uma nova fábrica no País, provavelmente em Piracicaba; da chinesa Chery, em Jacareí; da Toyota e da Honda, entre outros.
São decisões voltadas para o futuro, sem ignorar o comportamento do mercado, neste ano, quando o fim dos incentivos fiscais do governo para enfrentar a crise não enfraqueceu a demanda. Comparando os primeiros sete meses de 2009 e 2010, a produção de autoveículos cresceu 18,3% e os licenciamentos, 8,5%. Até as exportações deram sinal de recuperação, apesar do real forte, atingindo US$ 6,9 bilhões no ano (média de US$ 988 milhões/mês), 65,8% mais que as do mesmo período de 2009 (média de US$ 596 milhões/mês).
O emprego de mão de obra nas montadoras cresce ininterruptamente desde junho de 2009 e, no mês passado, havia 132,2 mil trabalhadores no setor, acima do ponto mais alto anterior, de 131,7 mil empregados, em outubro de 2008.
Confirmadas as projeções de crescimento da produção, inclusive de veículos desmontados (CKD), de 3,14 milhões, em 2009, para 3,4 milhões, em 2010, novos recordes deverão ser alcançados, simultaneamente ao avanço da produção de máquinas agrícolas, que indicam o nível de investimentos do setor primário.
Para continuar crescendo, a venda de veículos brasileiros depende de crédito a juros módicos, renda disponível crescente e emprego dos consumidores. Nem o crescimento das importações parece incomodar – a média de importação de veículos novos aumentou de 31,2 mil por mês, em 2008, para 40,7 mil, em 2009, e 48,1 mil, neste ano. Falta saber como reagirão as montadoras se o ritmo de alta do PIB for mais lento, como se espera para 2011, e se provocar acomodação na renda da classe C, que sustenta o nível de consumo atual.
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Interessante o otimismo da indústria do setor. Mas encontramos no Blog de Ecologia Urbana o artigo de Washington Novaes no Estadão, do dia 06/08/2010, destacando os aspectos negativos dos incentivos à indústria automobilística. Parece que muito da confiança retratada acima provém da quantidade de subsídios dirigidos a essa indústria, como revela o texto a seguir:
06 de agosto de 2010 | 0h 00 – Opinião – Estadão.
Os recordes que nos atormentam
Washington Novaes – O Estado de S.Paulo
É curioso. O Brasil caminha a passos velozes para uma situação insustentável nas cidades – abarrotadas de veículos presos em congestionamentos cada vez mais longos, enquanto se cultiva o wishful thinking de que é possível seguir com recordes sucessivos nas vendas de carros, estimuladas até com isenção de impostos. Adicionalmente, cultiva-se a tese de que é possível tudo resolver com mais viadutos, túneis, elevados, etc., esquecendo o que disse há mais de 20 anos o arquiteto Jayme Lerner: essas soluções não levam a nada a não ser mudar de lugar os congestionamentos de trânsito. Em julho último, por exemplo, mais 322,4 mil veículos foram emplacados no País; em sete meses, 1,88 milhão. Se forem acrescentadas motocicletas, terão sido 461,6 mil no mês, 2,92 milhões no ano. E todos vieram somar-se aos 27,8 milhões de carros que já circulavam (Estado, 3/8) e aos 8,55 milhões de motos.
Chega-se ao ponto de cidades como Goiânia já se aproximarem da taxa de quase um veículo por habitante, para uma capital desenhada no tempo em que nem sequer se fabulava com essa possibilidade – e, portanto sem prever uma estrutura viária compatível. O resultado é visível nos congestionamentos cada vez mais dramáticos. Mas, apesar disso, continua-se ali a conceder incentivos fiscais para novas indústrias automotivas, que receberam boa parte dos mais de R$ 80 bilhões em incentivos fiscais concedidos pelo Estado (sem falar nas prefeituras) em 20 anos. Ainda há poucas semanas uma indústria desse setor foi contemplada com incentivos de R$ 2,1 bilhões, para investir R$ 105 milhões, 20 vezes menos. Prometendo criar 765 postos de trabalho, ao custo de R$ 275 mil para cada um em incentivos, quando o Banco do Povo, mantido pelo governo estadual, com R$ 600 emprestados (e não doados) cria um posto de trabalho.
Mas Goiás é apenas um dos muitos Estados que assim o fazem, nessa “guerra fiscal”. Embora sua receita efetiva de ICMS seja de R$ 11,5 bilhões (2009), neste ano concedeu R$ 3,6 bilhões em incentivos, boa parte deles para outro setor relacionado com o de veículos – usinas de álcool, que até aqui receberam R$ 28,1 bilhões (para R$ 7 bilhões em investimentos próprios). O resultado final é que, com uma dívida de R$ 11,33 bilhões, o Estado perde sua capacidade de investir na própria estrutura viária, para a qual precisaria de R$ 10 bilhões (O Popular, 30/6).
Felizmente, começam a surgir iniciativas em outra direção, como a da Prefeitura de São Paulo, que proibiu caminhões de circular na Marginal do Rio Pinheiros, na Avenida dos Bandeirantes e na Jornalista Roberto Marinho, uma vez que está aberto para eles o Trecho Sul do Rodoanel, construído, ao custo de R$ 5,5 bilhões, para evitar que esse trânsito pesado, principalmente do interior do Estado para o Porto de Santos e o litoral sul, tivesse de passar por aquelas três vias. Já se registram protestos – pedágio e a distância maior encareceriam os custos – e até mesmo desrespeito. Mas, como já observou este jornal em editorial, o custo tem de caber exatamente a esses usuários específicos e não deve ser transferido para toda a sociedade. Até aqui, circulavam pela Marginal do Pinheiros 26 mil caminhões por dia; pela Bandeirantes, 9,5 mil. E a previsão é de que a lentidão no trânsito possa diminuir entre 15% e 20%.
É curioso que ainda se registrem protestos e inconformismo, quando a frota de caminhões, que representa 4% do total de veículos, gera 35% dos congestionamentos (Estado, 2/8). E quando restrições à sua circulação já existiam na década de 1940, quando São Paulo nem sonhava com o trânsito de hoje. Mas já naquela época caminhões de mudanças e de entrega de cargas não podiam circular entre as 7 e as 18 horas.
São Paulo também deverá avançar um pouco mais quando entrarem em vigor em todo o Estado, até dezembro, novos limites para a emissão de poluentes – principalmente material particulado ultrafino -, de acordo com padrões da Organização Mundial de Saúde. Estudos acadêmicos têm mostrado que morrem anualmente na cidade 4 mil pessoas em decorrência de problemas de saúde causados pelas emissões. Não é de estranhar, já que o volume de poeira fina na cidade é o dobro do registrado nos Estados Unidos, por exemplo. As novas regras introduzirão exigências adicionais em licenças ambientais, restrições a veículos (a frota na cidade é de 6,7 milhões de veículos, segundo o Detran) e controle de emissões industriais.
Mas já há um perigo rondando – pressões para que o Conselho Nacional do Meio Ambiente reveja a Resolução n.º 418/09, que estabelece limites para emissões de poluentes por veículos. O argumento é de que as regras são “muito rígidas”, pois os veículos que saem hoje das linhas de montagem teriam padrões de emissão superiores aos da frota que já circula.
A sociedade precisa estar atenta. Se é um desejo de cada família ter um veículo próprio – diante da precariedade dos transportes coletivos -, também não se pode, por esse caminho, inviabilizar a qualidade de vida e a saúde de todos. Da mesma forma, é preciso repetir: os ônus da poluição, como de qualquer problema “ambiental”, devem ser atribuídos a quem os gera, e não a toda a sociedade, que com eles sofre.
Se ainda faltassem outros motivos para restrições, podem-se lembrar os estudos do economista Nelson Choueri, já citados aqui, sobre os prejuízos econômicos dos congestionamentos de trânsito: 5 milhões de pessoas que se deslocam diariamente na cidade de São Paulo perdem em média duas horas por dia no transporte, ou seja, 10 milhões de horas diárias; multiplicadas pelo valor médio atual da hora de trabalho, em torno de R$ 10, serão R$ 100 milhões por dia, mais de R$ 30 bilhões por ano. Se um valor como esse fosse aplicado na expansão do metrô, por exemplo, em pouco tempo toda a cidade estaria servida. Não dá para converter. Mas serve para avaliar a irracionalidade.
JORNALISTA
E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR
[achamos discutível a parte sobre a circulação de caminhões como causa dos engarrafamentos. Por outro lado, chama a atenção a frota circulante de carros, dada como de 30 milhões, e não de 61 milhões noticiados no blog do Zé Beto]
De bicicletadacuritiba

Bicicletas de Aluguel

Vélib completou 3 anos em 15 de julho (página em inglês). Em quatro meses eles fizeram a implantação inicial do sistema parisiense de aluguel de bicicletas. Não se prenderam à alegação da necessidade de construir ciclovias e implantar ciclofaixas.
A Prefeitura de Curitiba dizia estudar o sistema de aluguel de bicicletas em dez/2007. Em 15 de julho completaram-se dois anos e meio do anúncio.
Depois disso, muitas cidades do mundo instituíram algo no gênero. Rio de Janeiro e São Paulo estão entre elas. Já são mais de cem cidades. Londres recentemente implantou o seu sistema. E ainda criou dois importantes componentes da estrutura cicloviária.
Curitiba, mesmo sendo vanguarda urbanística não conseguiu seu intento. Por que será que não consegue?
Quais foram as causas de tal fracasso?
 De bicicletadacuritiba

Eventos de adocao 14-15 /08 - Curitiba

14.08.2010 Feira "Eu adotei um animal de rua. E você?" - Jd. Social - Curitiba PR
14.08.2010 Campanha de Adoção - Santa Quitéria - Curitiba PR
14.08.2010 Cantinho da Adoção - Rebouças - Curitiba PR
14.08.2010 Feira de Doação de Cães - Bacacheri - Curitiba PR
15.08.2010 Evento de Adoção de Cães e Gatos - Centro Cívico - Curitiba PR
Fonte: olharanimal