quinta-feira, 3 de junho de 2010

O MODELO ANIMAL

De Sérgio Greif - sergio_greif@yahoo.com
Se um pesquisador propusesse testar um medicamento para idosos utilizando como modelo moças de vinte anos; ou testar os benefícios de determinada droga para minimizar os efeitos da menopausa utilizando como modelo homens, certamente haveria um questionamento quanto à cientificidade de sua metodologia.

Isso porque assume-se que moças não sejam modelos representativos da população de idosos e que rapazes não sejam o melhor modelo para o estudo de problemas pertinentes às mulheres. Se isso é lógico, e estamos tratando de uma mesma espécie, por que motivo aceitamos como científico que se teste drogas para idosos ou para mulheres em animais que sequer pertencem à mesma espécie?

Por que aceitar que a cura para a AIDS esteja no teste de medicamentos em animais que sequer desenvolvem essa doença? E mesmo que o fizessem, como dizer que a doença se comporta nesses animais da mesma forma que em humanos? Mesmo livros de bioterismo reconhecem que o modelo animal não é adequado.

Dados experimentais obtidos de uma espécie não podem ser extrapolados para outras espécies. Se queremos saber de que forma determinada espécie reage a determinado estímulo, a única forma de fazê-lo é observando populações dessa espécie naturalmente recebendo esse estímulo ou induzi-lo em certa população.

Induzir o estímulo esbarra no problema da ética e da cientificidade. Primeira pergunta: será que é certo, será que é meu direito pegar indivíduos e induzir neles estímulos que naturalmente não estavam incidindo sobre eles? Segunda pergunta: será que é científico, se o organismo receber um estímulo induzido, de maneira diferente à forma como ele naturalmente se daria, será ele modelo representativo da condição real?

Ratos não são seres humanos em min iatura. Drogas aplicadas em ratos não nos dão indícios do que acontecerá quando seres humanos consumirem essas mesmas drogas. Há algumas semelhanças no funcionamento dos sistemas de ratos e homens, é claro, somos todos mamíferos, mas essas semelhanças são paralelos. Não se pode ignorar as diferenças, as muitas variáveis que tornam cada espécie única. Essas diferenças, por menores que pareçam, são tão significativas que por vezes produzem resultados antagônicos.

Testes realizados em ratos não servem tampouco para avaliar os efeitos de drogas em camundongos. Isso porque apesar de aparente semelhança, ambas as espécies possuem vias metabólicas bastante diferentes. Diferenças metabólicas não são difíceis de encontrar nem mesmo dentro de uma mesma espécie, admite-se que as drogas presentes no mercado são efetivas apenas para 30-50% da população humana.

Na prática o que acontece é que um rato pode r eceber uma dose de determinada substância e metabolizá-la de maneira que ela se biotransforme em um composto tóxico. A toxicidade mata o rato, mas no ser humano essa droga poderia ser inócua, quem sabe a resposta para uma doença severa. Por outro lado, o teste em ratos pode demonstrar a segurança de uma droga que no ser humano se demonstre tóxica.

Centenas de drogas testadas e aprovadas em animais foram colocadas no mercado para uso por seres humanos e precisaram ser recolhidas poucos meses após, por haverem sido identificados efeitos adversos à população. Se as pesquisas com animais realmente pudessem prever os efeitos de drogas a seres humanos, esses eventos não teriam ocorrido. Dessa forma, pode-se inferir que a pesquisa que utiliza animais como modelo não só não beneficia seres humanos, como também potencialmente os prejudica.

O modelo de saúde que defendemos é aquele que valoriza a vida humana e animal. O s interesses da indústria farmacêutica e das instituições de pesquisa que lucram com a experimentação animal não nos dizem respeito. Buscamos por soluções reais para problemas reais.

Os maiores progressos em saúde coletiva se deram através de sucessivas mudanças no estilo de vida das populações. Há uma forte co-relação entre nossa saúde e o estilo de vida que levamos. Se nosso estilo de vida é dessa ou daquela forma, isso reflete em nossa saúde. Está claro que as doenças sejam reflexo, em grande parte, de nosso estilo de vida e que a cura deva estar em correções nesses hábitos.

APOIE AS CAMPANHAS SENTIENS PELOS ANIMAIS

Criação da 1ª Promotoria de Defesa Animal

http://www.sentiens.net/promotoria-de-defesa-animal/peticao

Contra a liberação dos maus-tratos aos animais

http://www.sentiens.net/liberacao-maus-tratos/peticoes

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Consciência no Transito

Transito envolve muitas pessoas, cuidado no que você for fazer. Salve a sua vida e a de outros a sua volta!

http://www.youtube.com/watch?v=E_YbwCsltCs

http://www.youtube.com/watch?v=pvypZSRHeCo

Eventos de adoção de cães e gatos

Eventos de adoção de cães e gatos em Curitiba


29-05-2010 Feira de Doação - Juvevê - Curitiba PR

29-05-2010 Cantinho da Adoção - Rebouças - Curitiba PR

29-05-2010 Feira "Eu adotei um animal de rua. E você?" - Jardim Social - Curitiba PR

29-05-2010 Feira de Doação - Bacacheri - Curitiba PR

29-05-2010 Campanha de Adoção - Portão - Curitiba PR

30-05-2010 Evento de Adoção de Cães e Gatos - Centro Cívico - Curitiba PR

Está na moda classificar cidades‏, por J.C.Cascaes

Um post muito interesssante do Cascaes, sobre as "pesquisas", melhor falando "estudos" e suas intenções.

"Está na moda classificar cidades‏

Durante alguns anos trabalhei com meu pai como balconista em uma loja de Blumenau.

Ele era uma pessoa que pensava muito antes de falar (uma prova de que os filhos costumam contrariar os pais) e dava canseira em quem tentava vender qualquer coisa para ele, para a Instaladora de Blumenau.

Um dia apareceu alguém dizendo que a Loja tinha sido escolhida para receber uma honraria, só que o pai deveria pagar os custos da promoção...

Não preciso dizer que ele recusou e depois me explicou, é picaretagem! Fiquei um tanto perplexo, pois a conversa do cidadão, que fez a proposta, era interessante.

O tempo passa e a gente vai percebendo que as espertezas não têm limites, valendo para tudo. Pelos noticiários descobrimos que essa cidade é a mais isso ou aquilo, por exemplo.

Sendo engenheiro fui educado a fazer contas, analisar estatísticas, tentar ver detalhes sutis (trabalhei em manutenção no Setor Elétrico e não é divertido ver as coisas explodirem na nossa frente). Assim começamos a pensar, quantas cidades existem no Planeta Terra? Cidades de gente? Será que essas entidades realmente conhecem todas, mesmo que restrinjam suas pesquisas (maior do tantos habitantes, nesse ou naquele país etc.)? Os analistas gastaram quanto tempo estudando esses locais? Visitaram realmente esses lugares? Andaram pela periferia?

No Brasil mais de seis mil cidades se espalham pela nossa terra. Existem lugares maravilhosos, que nunca ouvimos ou vimos nessas classificações. Por outro lado ficamos perplexos lendo tantos elogios a lugares ruins, ou, pelo menos, não tão bons quanto dizem.

Que entidades são essas, com nomes tão imponentes, que se atrevem a dizer-nos onde está o paraíso? Quem sustenta essa gente? O que pretendem?

Realmente alguns países, estados e cidades são quantificáveis em certos aspectos, pois os números podem, razoavelmente, serem auditados. Outros são puramente subjetivos ou tão precários que serviriam apenas como referência.

Aliás, uma das boas coisas que aprendi na Escola Federal de Engenharia, EFEI, foi a importância das medições e da influência da qualidade desses números em nossas contas. Propagação de erro é coisa séria. Essa lógica tem sido extremamente importante ao longo da vida além do que aprendi sobre Cálculo Estatístico e Probabilístico (na UFSC também, mestrado).

A Matemática é importante, mas acima dela aprendi mais no Colégio Santo Antônio com alguns freis franciscanos (não todos) e meu pai: a importância da honestidade. A honestidade intelectual é um desastre nesses tempos em que tantas fundações distribuem dinheiro para estudos, cujas conclusões interessam a eles. Assim vemos “cientistas” aparecendo entusiasticamente falando a favor ou contra alguma coisa após “pesquisas” profundas, que só eles entendem ou a claque de sempre.

Precisamos exigir, cobrar e punir com rigor as pesquisas mal feitas, os “estudos” mal intencionados, as lógicas ilógicas. Temos questões importantíssimas a resolver, precisamos de atenção a esses problemas e não devemos nos distrair com teses mal intencionadas."

Cascaes
26.5.2010

evento: A Natureza da Sustentabilidade

Entao pessoal  havera um evento mto interessante, acho que interessa a todos que leem o blog e vale a pena dar uma olhada.

"O evento aborda de maneira geral a sustentabilidade e meios de atingí-la com uma melhora na qualidade de vida."(Andre Caon Lima)


LOCAL: Centro de Cultura Feminina do Paraná
DATA: 29/05/2010 – Sábado
HORA: 14h00min
INVESTIMENTO: R$25,00
Informações e reservas: 3018-5008 ou pelo contato@clarear.net
Clarear – Instituto de Educação, Cultura e Bem Estar
Rua: Júlia da costa, 779 – Bigorrilho


Temas abordados:

Economia Ecológica e Sustentabilidade
O Olhar Sustentável
Agricultura Sustentável
Mobilidade Humana
Vida e Sustentabilidade
Inovação Tecnológica Sustentável – O Desafio do Séc. XXI

Mais informações:
http://www.clarear.net/a-natureza-da-sustentabilidade/

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Exposição SOS Terra no Shopping Mueller

Trabalho apresenta soluções em sustentabilidade através da arte, moda, design e da construção civi.

 A mostra SOS Terra, criação do artista plástico potiguar Thiago Cóstackz chega a Curitiba dia 25 de maio, no Shopping Mueller. Depois de São Paulo, a capital paranaense será a segunda cidade a receber o projeto que luta pela preservação do meio ambiente e pela conscientização popular. O trabalho apresenta soluções em sustentabilidade através da arte, moda, design e da construção civil.

A exposição exibirá várias obras de autoria do artista com forte apelo ambiental. O material utilizado nas peças não agride a natureza. A tinta corporal usada por Cóstacz na composição das imagens é à base de água, que não polui os mananciais. Os painéis foram confeccionados com madeira ecológica.

Uma grande escultura S.O.S, medindo 5m x 3m, esculturas de animais cobertos com folhas e estampas de espécies severamente ameaçadas fazem parte da exposição. Destaque para a onça-pintada - felino mais ameaçado das Américas - e os sapos coloridos da Amazônia - grandes vítimas do aquecimento global hoje. 

Como forma de clamor pela preservação do meio ambiente em prol destes animais, Cóstackz produziu fotos de divulgação da mostra com interferências e pinturas em seu próprio corpo (body art), reproduzindo as estampas destes animais. O trabalho fica em exposição no Piso Cinemas até dia 8 de junho. A iniciativa de Thiago Cóstacz conta com apoio de diversas celebridades, sendo a top Fernanda Tavares a grande parceira no lançamento realizado em São Paulo no mês passado.

Esta será a segunda vez que o artista expõe em prol do meio ambiente em Curitiba. Em setembro de 2009, ele trouxe à capital paranaense a mostra itinerante Mitos & Ícones, que fazia uma releitura das mais conhecidas obras da história da arte mundial usando como personagens algumas das celebridades mais populares do país. A exposição foi o primeiro passo de um projeto que tem como objetivo a fundação do primeiro Museu de Arte Contemporânea e Sustentável do Brasil, na cidade de Natal, berço do artista.

Este evento SOS Terra, tem a mesma finalidade, mas chama a atenção imediata da população na preservação de espécies ameaçadas de extinção e a necessidade de agir de forma integrada no combate ao aquecimento global.

Fonte: bemparana

+ algumas vantagens

- Não gasta combustível e a manutenção é irrisória;

- Geralmente não paga estacionamento, e pode se estacionar praticamente em qualquer lugar;

- Não é passível de infrações de trânsito (sim, existem algumas leis, mas não são aplicadas. E isso não significa que se deva obedecer certas regras);

- Muitas vezes chega ao destino mais rápido que um automóvel;

- Não precisa de habilitação nem licenciamento;

- Produz pouquíssimo ruído e não emite gases poluentes;

- O “motor” tem sua força, eficiência e durabilidade aumentadas à medida em que é utilizado;

- Facilmente transportável e desmontável;

- Sua fabricação consome pouca energia e matéria-prima;

- Proporciona exercícios, melhorando a saúde.

Estudos de impacto ambiental urbano

O proprietário de um terreno tem algumas regalias consideráveis, talvez a principal seja a de manter o terreno baldio até que a valorização e o crescimento da cidade justifiquem vendê-lo ou o proprietário antigo vir a construir algo. Obviamente a edificação de sua residência afeta o meio ambiente urbano, será, contudo, um imóvel suportável.

O problema começa quando, a critério do empreendedor e com omissão ou relaxamento de estratégias de inserção dessa construção, começamos a ultrapassar os limites razoáveis de ocupação de solo com a criação de atividades, impermeabilização do solo, geração de focos de atração de movimento etc. excessivos.

Para agravar essa situação o Estado e Município oferecem uma segurança ridiculamente incapaz de dar tranqüilidade à população, deixando-nos à mercê da violência do trânsito, dos assaltantes, traficantes etc.

Podemos até perguntar, isso seria proposital? Atende interesses políticos? Grandes grupos econômicos e seus lobistas e políticos fazem leis e decretos para ajudar esses poderosos bem ou mal intencionados?

Infelizmente as ruas não são de borracha, os sistemas de captação de águas pluviais têm limites, as calçadas precisam de padrões que não disciplinamos, a cidade cresce e atinge pontos de saturação.

Para projetos no meio de florestas ou desertos exige-se uma coleção de estudos e documentos, audiências e registro, um calvário que só cresce. E nas cidades?

Em Curitiba, por exemplo, temos uma lei de “solo criado” que é uma gracinha. Assim em ruas já complicadas vemos prédios enormes em construção. Os alvarás são dados, flexibilizando-se lógicas de cautela, sem maiores explicações.

Shoppings aparecem reluzentes em lugares que deveriam ter parques, universidades convencionais criam focos de trânsito concentrado em determinados horários, bares fecham calçadas, áreas com belas árvores desaparecem de um dia para o outro, garagens subterrâneas e áreas de estacionamento cobrem ou escavam o resto, sucessivamente descobrimos que a cidade normal fica absurdamente lenta, perigosa, saturada, poluída, descaracterizada.

Além desse cenário de mudanças, sabemos que em certos estágios os investimentos em infraestrutura se multiplicam obrigatoriamente para a manutenção de uso de espaços, que deveriam ser melhor distribuídos, gerando custos e mais impostos, concorrências onerosas, privilégios, focos de problemas.

Assim mergulhamos em projetos bilionários de transporte coletivo urbano, saneamento básico, energia, lixo etc. Isto seria justo?

Precisamos pensar na exigência de estudos de impacto ambiental urbano em cidades para obras significativas, públicas e privadas.

Prédios são ruas verticais, juntando atividades e pessoas que descem às ruas, produzem lixo, sobrecarregam sistemas de esgotos, energia e tudo o mais.

Atividades extraordinárias demandam análises bem feitas. Isso acontece no Brasil?

Cascaes
14.5.2010
Mirante pela Cidadania

Bicicleta, a máquina

O cara é amigo de uma máquina, um objeto de metal, plástico e borracha, frio e sem vida…

Objetos inanimados são realmente, só objetos. Mas podem representar algo a quem os vê e usa, de acordo com as experiências e percepções sobre ele. E muitas vezes essa percepção é conflitante.

A Estátua da Liberdade, que representava a premissa da nação americana há séculos, pode, hoje, estar associada à guerra. Já o Muro de Berlim que já foi o símbolo da máxima opressão, derrubado, se tornou um marco na luta pela liberdade.

A bicicleta, por sua vez, nunca foi conflitate e sempre levou liberdade pra perto de quem a usa. E não é só isso. Na bicicleta vemos um brinquedo, uma forma de se exercitar, de se locomover, de viajar. Podemos usá-la pra experimentar altas doses de adrenalina ou para relaxar num suave passeio. Ela serve ao transporte de coisas, muitas coisas, qualquer coisa. Pode também servir a propósitos nobres: como é um veículo ágil pode ser polícia, ambulância, carro pipa e até socorro mecânico.

A bicicleta pode muito e pode surpreender ao te levar a lugares inusitados e a experiências incríveis, diria até inesperadas, mas destaco que ela pode fazer com que grandes amizades comecem.

Sou amigo da bicicleta e o Amigo da Bicicleta é meu amigo. Fico realmente muito feliz por ter amigos tão especiais e que eles sejam melhores amigos.

De Transporte Ativo

Feira Brasileira de Reciclagem 2010

O Tema reciclagem e preservação ambiental consolida cada vez mais Curitiba como a capital ecológica do Brasil. A prova esta no evento RECICLAÇÃO – Feira Brasileira de Reciclagem, Preservação e Tecnologia Ambiental que pelo quinto ano consecutivo é realizado na capital paranaense. Em 2010 acontecerá no período de 16 a 19 de junho, no centro de eventos Expo Unimed Curitiba.
Evento patrocinado pela AMBISOL Soluções Ambientais e apoio de realização da 3R AMBIENTAL promete mais uma vez cumprir o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável a geração de negócios e a integração entre a comunidade científica e as empresas privadas atuantes no segmento ambiental e de reciclagem. A organização estima um crescimento superior a 40% em relação aos expositores da edição anterior, pois com a superação da crise internacional que assolou a economia em 2009, as indústrias voltam a investir e incentivar a preservação ambiental.
Procurando cada vez mais ser um evento completo para o setor da reciclagem e tecnologia ambiental, além da feira e exposições de maquinários, equipamentos e serviços que visam à promoção e geração de negócios para o setor, a RECICLAÇÃO também é composta por vários eventos técnico científicos que visam à capacitação de profissionais atuantes nestes segmentos, assim como a multiplicação e disseminação da consciência sócio ambiental necessária para a educação e preservação do meio ambiente.
Entre os eventos simultâneos da RECICLAÇÃO 2010, esta o III Seminário de Saneamento Ambiental, evento técnico científico promovido pela 3R AMBIENTAL que contará com a presença de ícones do segmento ambiental e de reciclagem. Palestras serão apresentadas sob temas relevantes, como: Gestão Sustentável de Resíduos, Gerenciamento de Resíduos de Saúde, Conservação e Reuso de Águas, Legislação Ambiental entre outros.
Ainda serão apresentados como eventos simultâneos da RECICLAÇÃO 2010, o Seminário de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas promovido pelo departamento de pós-graduação Gestão Ambiental da Universidade POSITIVO, o Seminário de Reciclagem Agrícola – Resíduos Urbanos, Industriais e Rurais promovido pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Curitiba, AEAPR-Curitiba, e o Curso Introdução ao Mercado de Reciclagem ministrado por profissionais do portal RECICLAVEIS.COM.
A RECICLAÇÃO 2010 contará com mais de 80 expositores vindos de varias regiões o Brasil. Eles virão a Curitiba apresentar alternativas, tecnologias e soluções aos problemas encontrados por parte das Cidades, empresas e indústrias que não sabem o que fazer com seus resíduos e que, por isso, acabam contribuindo para a poluição ambiental.
“Apoiaremos sempre ações importantes como esta, eventos que venham incentivar a reciclagem, uma das soluções que mais tem recebido nossa atenção aqui no Paraná. Que além de promover a sustentabilidade ambiental contribui com a economia de um modo geral, visto que o evento mobiliza empresas e pessoas de todas as partes do Brasil”, Salientou Orlando Pessuti Vice Governador em visita na edição anterior.
Negócios:
A organização do evento acredita que a feira contribui de forma decisiva para a aproximação entre comunidade científica e o setor empresarial, no sentido de estimular a geração de negócios ambientais o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente. Por isso este crescimento contínuo desde a primeira edição que começou com 29 expositores em 2006 e hoje conta com mais de 80.
Valdir Bello, diretor do evento, afirma que a RECICLAÇÃO esta consolidada como o principal fórum do Brasil para discussões e busca de soluções para minimizar os prejuízos causados ao meio ambiente, é um evento que apresenta equipamentos, tecnologias e serviços visando soluções para os problemas ambientais, de origem urbana, industrial e rural e ainda tem a função de educar e multiplicar ações que beneficiam o meio ambiente por meio da reciclagem e da diminuição na geração de resíduos.
“Pretendemos fazer da RECICLAÇÃO cada vez mais um evento com a cara da nossa capital ecológica, firmando-se como referência para todas as regiões do Brasil, em eventos desta natureza”.
Salão Ambiental da Cidadania:
A RECICLAÇÃO 2010, cumprindo sua função de desenvolver e estimular a inclusão social e a geração de renda de trabalhadores, agentes ambientais, institutos, ongs, associações e cooperativas de reciclagem, estará nesta quinta edição disponibilizando um espaço de 1.000m², para realização do primeiro SALÃO AMBIENTAL DA CIDADANIA. Espaço destinado exclusivamente para exposição, apresentação e amostra de produtos fabricados com materiais reciclados confeccionados apartir do pet, plástico, alumínio, vidro e outros materiais recicláveis.
Será um evento simultâneo a RECICLAÇÃO 2010, e contará com oficinas de aprendizagem, apresentações e palestras esclarecedoras da necessidade do consumo consciente, com o intuito de diminuir a geração de resíduos, assim como a importância da RECICLAGEM para todos. (Saiba mais www.montebelloeventos.com.br/reciclacao).
Apoio: Planeta Voluntários
“Recicle seus conceitos, pratique o desenvolvimento sustentável e amplie seus negócios.”
Reciclação 2010
Informações e reservas de stands: MonteBello Feiras e Eventos.
Fone: (41) 3203-1189
E-mail: montebello@montebelloeventos.com.br
Viste o site: www.montebelloeventos.com.br/reciclacao

Frota da Prefeitura de São Bento do Sul vai rodar com óleo de cozinha

A Prefeitura de São Bento do Sul, no Planalto Norte, anunciou esta semana que vai abastecer os veículos da frota municipal com uma mistura de combustíveis à base de óleo de cozinha reutilizado. Hoje, todos os carros e caminhões da prefeitura são movidos a óleo diesel.

A ação deve-se a uma parceria com o Consórcio Ambiental Quiriri, que já possuiu todos os equipamentos necessários para a filtragem do óleo usado, para que ele possa ser utilizado no dia-a-dia dos veículos.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Prefeitura, Marcelo Hübel, o projeto de reuso do óleo de cozinha é uma parceria entre o Quiriri e as quatro prefeituras integrantes do Consórcio (São Bento do Sul, Rio Negrinho, Corupá e Campo Alegre).

Porém, o projeto terá início em São Bento do Sul. “A coleta de óleo vegetal inicia nas escolas da rede pública. Na sequência, o Departamento de Meio Ambiente e o Consórcio Quiriri estarão divulgando e reforçando o programa, evoluindo gradativamente para toda a cidade”, explica Hübel.

A ideia é fazer com que toda a população colete e entregue o óelo de cozinha diariamente em postos espalhados pela cidade. Para participar, basta guardar o óleo em um recipiente fechado, como garrafas pet.

A coleta deve iniciar na Semana de Meio Ambiente. “Neste primeiro mês será um teste, com adequação de local e treinamento para compreender o funcionamento do processo e a utilização do filtro”, observa.

“O uso de óleo vegetal como combustível é a melhor forma de aproveitar um resíduo contaminante e ainda reduz a utilização de combustíveis fósseis o uso do óleo vegetal reduz em até 40% a emissão de poluentes na atmosfera”, alerta Marcelo.

Inicialmente, a Prefeitura vai usar o óleo em veículos da Secretaria de Obras e da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de São Bento do Sul, que será a responsável pela coleta do óleo. Não há previsão de quando será possível ampliar para toda a frota.

A Prefeitura pretende economizar até R$ 120 a cada 100 litros da mistura de diesel com óelo de cozinha (35%).

O programa também atende os requisitos legais como na Lei Estadual nº 14.330 de 18/01/2008 que institui o Programa Estadual de Tratamento de Reciclagem de óleos e Gorduras de Origem Vegetal.

Fonte: AN Verde

Pedalar em Curitiba

Amsterdam
Amsterdam
Curitiba (por bicicletada)
Curitiba (por bicicletada)
 
Não faz muito tempo foi publicado na Internet uma pesquisa de uma revista digital americana posicionando a cidade de Curitiba como a quarta melhor do mundo para se pedalar, a frente até de várias cidades européias.

 Isto é a tradução da justificativa para tal feito, comentada pela Revista Galileu:


“4. Curitiba, Brasil
Nós também entramos na lista. Conhecida pelo bom planejamento urbano, Curitiba também estimula o uso de bicicletas como transporte há mais de 40 anos. Tanto que a presença de ciclovias na cidade é claramente vista. Além da infraestrutura, existe uma comunidade ativista pró-bicicleta bem atuante, com o intuito de promover o uso da bike como alternativa ao congestionamento de carros.”

 Sou curitibano nato, me orgulho de minha cidade e gosto quando esta é citada como um bom exemplo de planejamento urbano e qualidade de vida. Mas desta vez exageraram. Acreditaram no que alguém, talvez com outros interesses, contou sobre nossa situação. Qualquer pesquisa mais aprofundada iria levantar que a situação não é bem assim. Está claro que não houve um trabalho mais apurado no levantamento de informações, perceba que no site original, para cada cidade citada no ranking, postaram uma foto com bicicletas, exceto para Curitiba.

 Se procurassem, os editores do site americano poderiam achar esta imagem da última ciclovia construida em Curitiba :

ciclovia_linha_verde ciclovia_sorocaba

  Vejam que belo “exemplo” de funcionalidade! Dá para comparar com o que foi feito em Sorocaba, na foto ao lado ?

 Sobre a situação e o enfoque dado pelos planejadores urbanos do governo para a questão da ciclomobilidade existe um artigo do site “O Eco” com uma pesquisa muito bem elaborada e que pode fornecer informações mais fidedignas e conclusivas sobre o que está sendo feito.  

Neste artigo, a autora coloca Curitiba como a cidade classificada em segundo lugar em “Quilometros de Ciclovias”, total de 120 km, atrás do Rio de Janeiro, 150 km, e em terceiro lugar no quesito “Ciclovias por habitante”, atrás de Vitória e Rio Branco. 

Mais de 100km de ciclovias é um belo número. Só não foi dito que estas ciclovias foram criadas há quase 40 anos, ligando os parques, e que nada mudou depois disto.  O famoso cicloturista Antonio Olinto, que deu a volta ao mundo de bicicleta na década de 90, iniciando por Curitiba, disse em uma palestra recente que ficou decepcionado por não ter visto melhorias desde aquela época.      

  Cicloativistas que somos, sabemos que somente ciclovias não resolvem o problema da mobilidade, devemos também cobrar ciclofaixas, mais espaço no trânsito para os ciclistas e principalmente respeito e educação. 

Site da Revista Galileu : http://migre.me/Cxqs

Site com a matéria americana : http://migre.me/Dzry

Site com pesquisa relevante : http://migre.me/Cxs9

  Vejam abaixo algumas reportagens da TV aberta sobre o assunto. Não são recentes, mas de lá para cá a situação não mudou, pelo contrário, piorou. Inclusive a Câmara dos Vereadores de Curitiba vetou verbas orçamentárias para futuras obras de ciclovias e ciclofaixas.

Video de 2008: http://www.youtube.com/watch?v=QCjTc0gl-j0&feature=player_embedded, de 2009: http://www.youtube.com/watch?v=6qA9kr_L0Tw&feature=player_embedded

De bikesul

Brasil pode economizar R$ 8 bilhões com reciclagem

Um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado na última sexta-feira, mostra que o Brasil poderia economizar cerca de R$ 8 bilhões por ano se reciclasse todos os resíduos que são encaminhados aos lixões e aterros sanitários.

Atualmente, a economia gerada com a atividade de reciclagem varia de R$ 1,5 bilhões a R$ 3 bilhões anualmente. As informações são do Ministério do Meio Ambiente. Além dos benefícios econômicos, o estudo apontou as vantagens ambientais da reciclagem.

Os dados foram apresentados durante uma reunião com as ministras Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, Márcia Lopes, do Desenvolvimento Social, e representantes do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal.

No encontro, também foram discutidas a elevação do nível de renda dos catadores de lixo e a necessidade de estímulo à profissionalização da mão de obra. Foi anunciada ainda a criação de um grupo de trabalho para discutir as medidas legais para a implementação do Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos.

Apenas 14% da população brasileira conta com o serviço de coleta seletiva hoje, e somente 3% dos resíduos sólidos urbanos são destinados à reciclagem.

Fonte: Diario do Grande ABC
Quando achamos que já vimos de tudo, novas alternativas surgem. Foi o que aconteceu quando algumas empresas começaram a produzir papel a partir de um material, no mínimo, curioso: fezes de elefante. Mas não precisa fazer cara de nojo. Apesar da matéria-prima exótica, o produto possui excelente qualidade e os fabricantes garantem: tem um cheirinho bem agradável.
Por ingerir apenas vegetais, e em grande quantidade, o elefante acaba gerando fezes ricas em fibras, ideal para a fabricação de caixas, lembrancinhas, conjuntos, porta-retratos, blocos, cadernos, envelopes e papeis coloridos. Um único elefante pode produzir até 25 kg de fibras todos os dias, sem precisar derrubar uma árvore sequer.
O processo de produção é simples. Depois de coletada, as fezes do elefante é lavada e fervida durante cerca de cinco horas. Em seguida, o material é alvejado e as fibras são teadas para então, se adicionar os corantes. O material é pesado, distribuído uniformemente em telas e secos ao sol. O produto é por fim lixado, montado e vendido para as fábricas que irão confeccionar os papéis.

Caixas, cartões, envelopes e diversos outros tipos de produtos podem ser fabricados a partir das fezes dos elefantes

“Nós conseguimos fazer aproximadamente 25 folhas grandes de papel a partir de uma única peça de cocô de elefante. Ou seja, em torno de 10 cadernos de notas incluindo as capas e contracapas”, afirmam os fabricantes da Elephant Poo Poo Paper. Outra empresa que fabrica esse tipo de papel é a Elephant Dung Paper, que ainda utiliza parte dos recursos das vendas para manter um programa de proteção aos animais.

Apesar de estranha, a ideia pode ser muito boa, já que colabora para a preservação da espécie, reduz o desmatamento, e de quebra ainda gera mídia espontânea graças à curiosa matéria-prima com que o produto é fabricado.
O material reduz a extração de madeiras e ajuda na conservação dos elefantes
E se a ideia do cheiro do material ainda atormenta, os fabricantes garantem: o papel não fede. “Nossos produtos possuem um cheiro normal, como qualquer outro. Apesar disso, já estamos experimentando adicionar alguns aromas, como canela, limão e café”, afirmam.

E se você achou que acabava por ai, se enganou. Uma companhia chinesa está utilizando excrementos de panda para produzir papel higiênico. Outra, já produz papel com fazes de carneiro e alce. Se hoje em dia até isso pode ser reciclado, difícil pensar em algo que não possa.


De ecodesenvolvimento

Motoristas e motoqueiros de Curitiba

"A reportagem do Jornal Gazeta do Povo “Tragédias expressas” dos jornalistas José Carlos Fernandes e Mariana Domakoski (16 de maio de 2010) traz de forma inteligente uma questão que demonstra a irracionalidade de um país, que pouco a pouco torna o automóvel mais cheio de dispositivos e técnicas de segurança a favor de seus pilotos e, ao mesmo tempo, favorece a utilização de motocicletas velozes e sem dispositivos de segurança adequados aos seus usuários, muito menos nas cidades.

Vale transcrever:
/As informações são genéricas. De acordo com o Instituto Brasi­leiro de Segurança do Trânsito, o país teria algo como 18 milhões de motos, veículo que gera 10 mil mortes por ano e 500 mil feridos. Perto do volume de carros, as motocicletas não fazem um verão – são 10% da frota de veículos. Mas ao se levar em conta os estragos que provocam nos seus condutores, a situação se inverte: correspondem a 30% dos acidentes, a 13% das vítimas fatais.
Pesquisas do Denatran e do Ipea indicam que a chance de um acidente com moto levar a óbito é de 71%, dez vezes mais do que o automóvel. O mesmo se diga para a geração de sequelas. Ainda que sob suspeita de chutômetro, o consenso é que 70% dos sobreviventes venham a carregar por toda a vida os efeitos de sua queda. Apenas em 2008, gastou-se R$ 8 milhões para tratar das vítimas. O que não tem impedido o surgimento de um exército de mutilados./

Em Curitiba percebe-se pouco esforço para redução de acidentes, exceto, agora, um curso de pilotagem que, até cobrir um número razoável de motoqueiros, dará tempo para mais acidentes.
As ruas de nossa cidade são asfaltadas e mal iluminadas, de modo geral, e o resultado é a dificuldade de visualização de todos em relação ao que seria se, ao contrário de asfalto, tivéssemos concreto e o padrão de iluminação respeitasse normas internacionais de intensidade, conforto visual, qualidade em si.
Nossas motocicletas poderiam ser feitas com padrões técnicos de maior proteção a seu usuário em atividades profissionais. É só querer e nossas autoridades determinarem.
O reasfaltamento de ruas não poderia deixar buracos, valetas entre o meio fio e a pista, como está acontecendo na capital paranaense. Há dois ou três meses um motoqueiro quase perdeu o controle de sua moto ao ultrapassar por mim, entrando sem perceber nesse canal criado pela elevação da pista (superposição sem desbaste da camada anterior).
Ou seja, o problema é grave para todos. Ninguém quer ser o motorista de um automóvel ou de uma motocicleta envolvido em um acidente.
Em Curitiba dirige-se com medo disso acontecer por uma ultrapassagem inesperada ou algum maluco furando o sinal (não deve ser privilégio de curitibano, mas falamos daqui porque é aqui que vivemos). Em condições normais de trânsito saturado, como já é o nosso, naturalmente o motoqueiro não resiste e procura ultrapassar onde é possível, até sobre calçadas, como vimos acontecer em frente à ADFP no ano passado[ii].
Precisamos de atenção para esse problema que, com certeza, é um dos que mereceriam comissões técnicas do CREA, IEP, SENGE, IAB-PR, ABNT, etc., pois, como disseram os jornalistas, o massacre é enorme, matando ou aleijando milhares de jovens brasileiros. Não podemos esquecer também, como foi dito na reportagem citada, que muitos sentirão as seqüelas de seus acidentes mais tarde, e de forma extremamente dolorosa.
O que enfatizamos é a necessidade de retomarmos a boa Engenharia. É até estranho ver profissionais da área técnica manifestando-se prioritariamente em taxas internas de retorno, custos, tarifas e outras condições econômicas e financeiras, deixando de lado a segurança e o respeito a boas normas técnicas.
Quando o Brasil parece sair do fosso em que mergulhou ao final dos anos setenta, é hora de repensarmos estratégias de urbanização, de desenvolvimento, de vida em si.
Os entregadores de pizza estão pagando com a própria vida a omissão de engenheiros, arquitetos, urbanistas e legisladores."

Cascaes
16.5.2010
Mirante pela Cidadania

Máquina com “bombas verdes” espalham a natureza pelas cidades

Um estúdio de design criou uma máquina, similar a de refrigerantes e doces, que oferece “bombas” feitas a partir de uma mistura de barro, fertilizantes e sementes. Assim, basta colocar uma moedinha, retirar sua “bomba”, mirar e atirar em qualquer terreno vazio que esteja precisando de um pouco de verde.
A ideia faz parte do movimento dos guerrilheiros de jardim, que luta contra o cinza dos espaços abandonados das grandes cidades e promove ações para tornar esses locais mais verdes. “As bombas podem ser jogadas de forma anônima nestas zonas urbanas degradadas para que elas se recuperem e se transformem em locais dignos de serem admirados e cuidados”, informam os criadores do produto.
Para eles, a melhor parte da ideia é a sua praticidade e alta acessibilidade. “O Greenaid torna estes esforços da guerrilha de jardinagem mais acessíveis a todos através do sistema de distribuição existente em máquina de doces”, reforçam.
Além de divertido e sustentável, eles garantem que a iniciativa tem forte apelo educacional e ainda é lucrativa. “O Greenaid pode ser usado em uma campanha de sensibilização pública, como um instrumento de angariação de fundos ou ainda para amenizar espaços degradados em uma comunidade”, dizem.
Qualquer interessado pode encomendar uma máquina com a CommonStudio e receber, além do produto, uma mistura de sementes e um plano de intervenção estratégica para o seu bairro. Depois, basta instalar a máquina na escola, empresa, parque ou onde mais o dono quiser, e deixar que as pessoas espalhem o verde pelas redondezas.


De ecodesenvolvimento

Sustentabilidade insustentável

Em plena devastação ambiental no Golfo do México, na era do aquecimento global que sufoca o mundo, quanto mais se agride a natureza, mais se propaga a ideia de que ela pode se 'autossustentar'

O ideário dominante é rico em termos novos, ainda que singelos em seus conteúdos.
"Empregabilidade", por exemplo, é usado para exprimir sua incapacidade real de efetivamente empregar; empregabilidade, então, torna-se sinônimo de transferir para os trabalhadores a responsabilização pelo seu desemprego. Nesta nova alquimia, o real culpado vira réu e este se torna o culpado.

"Responsabilidade social" é outra palavra que hoje se encontra em quase todas as empresas, não importa que elas vivam desempregando, seguindo a máxima da liofilização produtiva. Ou seja: como a competição é pesada, é preciso cortar custos e, então, o talhe se volta contra os trabalhadores e a "responsabilidade social" se confunde com irresponsabilidade societal.

Mas há também os "colaboradores". Não há mais praticamente nem uma empresa sequer, neste admirável mundo globalizado, que não tenha convertido seus antigos trabalhadores em "novos colaboradores". Mas é curioso: quanto mais "colaboradores" se tornam, mais vão minguando seus direitos. Pouco a pouco, veem subtrair o que lutaram muito para conquistar. Por vezes chegamos mesmo a pensar que a máxima é para designar seu exato oposto, visto que, na primeira crise das empresas, real ou fictícia, o talhe começa sempre na pele dos trabalhadores.

Mas talvez nenhum outro termo do ideário dominante venha encontrando tanto apego como a "sustentabilidade". Em uma sociedade cada vez mais insustentável, ela se tornou uma palavra mágica. Em plena devastação ambiental no Golfo do México - o mais grave da história dos EUA -, na era do aquecimento global que sufoca o mundo em quase todas as partes, no apogeu da sociedade do descartável, do involucral e do supérfluo, quanto mais se agride a natureza, quanto mais se avança na sociedade do produtivismo destrutivo, mais se propaga a ideia da "sustentabilidade".

O exemplo da atual candidatura de Marina Silva talvez seja esclarecedor. Desde logo é preciso acentuar que se trata de uma mulher batalhadora, que foi rompendo grilhões que aprisionam os "de baixo" e, em seu caso particular, os trabalhadores dos seringais. Mas sua atual candidatura, que acaba de apresentar como trunfo o nome de seu vice, Guilherme Leal, da Natura, é emblemática.

Marina, como sabemos, muito cedo aceitou, dentro do governo Lula, a liberação dos transgênicos, sendo que em seu passado sempre fora contrária a essa medida. Filiou-se recentemente ao PV e parece estar convivendo bem entre o Peninha e o Zequinha (Sarney), além de flertar , quando preciso, com o PSDB. Agora escolhe como vice um nome ligado a uma empresa que cultua a "sustentabilidade", empresa considerada "exemplar" na prática do "verde".

Desde logo é preciso fazer um esclarecimento: a questão ambiental é certamente vital - literalmente. No passado recente dizíamos que, em futuro próximo, o planeta estaria ameaçado. Isso não faz mais nenhum sentido hoje. O presente já está agudamente comprometido e a destruição ambiental, o aquecimento global, a energia fóssil, o aquecimento originário das queimadas - do etanol que Lula tanto gosta, apesar do uso acintoso de trabalho quase escravo no corte da cana -, em suma, a lógica da produção destrutiva do capital tornou-se o principal responsável pela tragédia ambiental.

O cenário é arriscado: se os empregos se reduzem ainda, em decorrência do avanço da crise atual que atinge duramente o coração do sistema, isso gerará maiores índices de desemprego. Se, por outro lado, os capitais globais recuperam os níveis de crescimento, ou ainda, a título de exemplo, continuarmos produzindo carros sem parar, o mundo caminhará mais diretamente para um cenário de maior torrefação. Em português singelo: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come.

Então, não custa indagar: será que as autodenominadas empresas "verdes" da "sustentabilidade" convivem em paz com a vigência de trabalho cinzento? Serão também "verdes" suas condições de trabalho? Suas trabalhadoras-vendedoras, que se contam aos milhares, recebem seus direitos trabalhistas? São providas de férias, descanso semanal, 13º salário, etc.? Ou foram metamorfoseadas em vendedoras-trabalhadoras "autônomas", informalizadas e desprovidas dos direitos básicos do trabalho? Marina Silva poderá nos ajudar a responder.
RICARDO ANTUNES, PROFESSOR DE SOCIOLOGIA
De estadao

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Blog Vegetarianismo e Veganismo

Blog Vegetarianismo e Veganismo adicionado aos favoritos, quando tiver um tempo dá uma passadinha por lá!
http://vegetarianismoveganismo.wordpress.com/

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Presa quadrilha na Operação Ressaca

A Polícia Federal (PF) realizou uma operação nesta terça-feira (18) para prender uma quadrilha de traficantes de drogas responsável pela distribuição de cem quilos de cocaína a cada três meses em Curitiba e região metropolitana. Na Operação Ressaca, nove pessoas foram presas no Paraná e duas no Mato Grosso do Sul. Quinze mandados de busca também foram cumpridos.
As investigações sobre o grupo começaram no ano passado. Entre os presos está o traficante Éder de Souza Conde, conhecido como "Fernandinho Beira-Mar do Paraná", que seria o cabeça da quadrilha. Segundo a PF, ele era o maior distribuidor de drogas da Grande Curitiba. A estimativa das autoridades é de que o grupo lucrava R$ 6 milhões por ano com o tráfico de droga.

 A namorada de Conde, Suzimara de Lima Steff - segunda colocada no concurso de Miss Curitiba 2010 - também foi presa. Segundo a PF, ela participava diretamente do esquema de comercialização de entorpecentes.
Fachadas
A Polícia Federal informou que o escritório do suspeito, no bairro Tatuquara, funcionava em uma suposta empresa de guincho. No local, foram encontrados diversos carros que estavam sendo preparados para o transporte de drogas. Além disso, uma revenda de carros no Capão Raso era usada para lavar o dinheiro ganho com o tráfico. Ao todo, 40 veículos foram apreendidos.
Conde morava em uma casa de luxo no Alphaville. De acordo com a PF, o homem, que é piloto de avião formado, pretendia comprar uma fazenda em um município próximo da fronteira, onde poderia instalar uma pista de pouso para ser utilizada no esquema irregular.
A Justiça autorizou o bloqueio da conta bancária e dos bens de Conde, parentes dele e pessoas utilizadas como laranjas pelo grupo. Os imóveis que o suspeito possui são avaliados em R$ 10 milhões.

Outros crimes
Além do tráfico de drogas, Conde também teria envolvimento na morte do major da Polícia Militar Pedro Plocharski, em 2005. O major foi morto em uma emboscada, enquanto voltava do 13.º Batalhão - do qual era comandante - para casa. Plocharski investigava uma quadrilha da qual faziam parte policiais, advogados e traficantes de drogas. Conde também é suspeito de ter participado, em 2002, do assassinato de "Evinha do Pó", apontada como chefe do tráfico de cocaína em Curitiba.  De gazetadopovo

Bikes elétricas >< diferenças

Dêem uma olhada nos videos, e presenciem as diferanças, aqui estamos apenas engatinhando enquanto outros já correm!
Vídeos: Cultura da bike em grandes cidades