quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bolsa de câmara de bicicleta

Reciclando câmaras de bicicleta e transformando em uma bolsa.

Ficha Limpa aprovada no Senado

A Lei da Ficha Limpa foi aprovada no Senado, seguindo para aprovação do Presidente Lula.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1266807-7823-SENADO+APROVA+PROJETO+FICHA+LIMPA,00.html

Ansiosamente no aguardo.

Bike Box, um "plugin" da ciclofaixa

"A Bike Box é um espaço reservado para as bicicletas em cruzamentos com semáforo. Esse espaço fica entre a faixa de pedestre e a faixa limite para os carros pararem. Isso significa que os carro devem parar um pouco antes para criar o espaço para a Bike Box. Isso permite que os ciclistas, quando o farol estiver fechado, fiquem a frente dos carros e, com isso, facilite a entrada para uma rua a direita (no caso dos EUA)."
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=yxAs3iDJUoY


De transformesuacidade

Serviço de BikeTaxi em Charleston

 Lá eles já tem, aqui será uma boa propaganda p/ a cidade e para a Copa, posteriormente abandonando a idéia?
http://www.wsaz.com/home/headlines/93893879.html

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A bicicleta "high-tech"

A tendência no marketing e desenvolvimento de produto é a diferenciação, mas a tecnologia acaba indo na contra-mão. Todo ser humano deseja ser tão único quanto sua imipressão digital, e ao mesmo tempo tão tribalizado quanto uma abelha. Como resolver isso?

por Mario Persona
Quando vi pela primeira vez aquele tudo-em-um do iPhone, fiquei com um pé atrás. Será que me acostumo com esse negócio de cineminha e telefone no mesmo aparelho? Se tem uma coisa que detesto é telefone tocando no meio do filme. Você já correu atender um telefone que tocou no filme da TV? Eu também.

Outra coisa me preocupa. Quando todo mundo tiver um iPhone, vai ficar todo mundo igual, como aconteceu com o iPod e seu fonezinho branco. Massificou. Com o iPhone ninguém mais será diferente.

Além disso, o que fazer com aquele monte de apetrechos que hoje carrego? Sim, minha coleção só aumenta! Tenho um celular básico, Palm, câmera fotográfica, filmadora, gravador de mp3, pen drive... Você precisa ver a inveja que causa espalhar tudo isso sobre a mesa numa reunião. Com um iPhone eu não causaria o mesmo impacto.

Tudo bem que não estou mais na idade de querer impressionar, mas e a garotada? Como um garoto vai se diferenciar se todos os garotos forem iguais? No meu tempo eu teria odiado se fizessem isso com as bicicletas.

Naquela época as magrelas vinham peladas e a diversão era enchê-las de penduricalhos. A minha era uma Phillips, do tempo da 2ª Guerra, mas não era preta como a maioria das bicicletas da época. Meu pai mandou pintá-la de vermelho para minha irmã. Ela se cansou e eu herdei a dita.

Bicicleta vermelha, de mulher e sem aquela barra horizontal masculina. Dá pra imaginar? Era sair de casa e atrair a gozação da garotada. Por isso passei a gastar a mesada em acessórios para deixar a bicicleta tão diferente que os meninos se esquecessem de que era de mulher.

Comecei com a campainha que fazia "trrrim-trrrim". Depois foram os canudinhos de plástico coloridos, cortados em pedacinhos e pacientemente colocados nos 72 raios das rodas. Faziam "shek-shek". O garfo dianteiro ganhou um pedaço de radiografia que lambia os raios e fazia "Prrrréééé", igual ao da motocicleta Java do vizinho. Pelo menos eu achava.

"Prrrréééé", "shek-shek", "trrrim-trrrim", "biii-biii!". Não falei do "biii-biii"? Pois é, foi minha próxima aquisição: uma buzina verde movida a pilha que fazia inveja à campainha do outro lado do guidão, junto ao retrovisor. Depois veio o farol com dínamo, todo cromado, que parecia a nave do Flash Gordon. Minha bicicleta ficava cada vez mais high-tech.

Minha volúpia por acessórios não parou aí. Manoplas de borracha com fitinhas coloridas e uma caixinha de ferramentas pendurada atrás do selim vieram em seguida. A cada novo acessório os garotos cercavam minha bicicleta na escola para comentar e invejar. Meu conceito subia.

Quase me esqueci da capa do selim com o símbolo do Palmeiras. Não que eu fosse torcedor, apenas comprei porque combinava com a buzina. A capa era a última palavra em cafonice, com apliques de purpurina e pingentes de cordão de seda. Os palmeirenses pensavam que eu era fã e os corinthianos achavam o contrário. Que fã iria pedalar com o símbolo do clube naquele lugar?

Naquele tempo não havia duas bicicletas iguais, pois o mau gosto dos meninos era bem eclético. Na época, comprar algo com tudo instalado, como o iPhone, seria como comprar um álbum com as figurinhas já coladas. Cadê a graça? Cadê a surpresa? Como se gabar de ter a figurinha do Amarildo, da Seleção de 62, que ninguém tinha?

Agora imagine tudo num aparelhinho só: música, fotos, filmes, celular, câmera, Web, e-mails, mapas... É claro que estou falando da garotada, que quer ser diferente. Para alguém como eu, que não pedala e nem coleciona figurinhas, um iPhone pode até interessar.

Vou poder assistir um filme, enquanto filmo outro, ouço bossa-nova, ligo para os amigos, navego na Web, leio meus e-mails e dirijo procurando o endereço no mapa on-line. Não contei que estava dirigindo? Melhor não...

Mas ainda estou em dúvida se devo ou não comprar um iPhone. É que para mim não ficou claro uma coisa: se o meu iPhone tocar no meio do filme que estou assistindo no próprio iPhone, quem deve atender? Eu ou o ator?
Fonte: Administradores

Bicicletas com sistema regenerativo

Pesquisadores do MIT, nos EUA, estão adaptando para as bicicletas o sistema regenerativo que já é usado em carros de Fórmula 1 e em veículos elétricos e híbridos.

Esse sistema captura a energia utilizada na frenagem do veículo, liberando-a quando o veículo precisa acelerar, o que aumenta o rendimento e economiza combustível.
Essa tecnologia esta agora disponível também para as bicicletas. Todo o sistema, incluse baterias onde a energia é armazenada, fica encapsulado no cubo da roda traseira. A energia produzida no momento de frear é transformada em energia elétrica e armazenada para acionar um motor elétrico no momento em que o ciclista é mais exigido.
O projeto do equipamento permitirá que ele seja utilizado em praticamente qualquer bicicleta, mesmo naquelas cuja fabricação seja anterior à criação do "cubo inteligente".
O sistema foi desenvolvido dentro do contexto de um projeto de pesquisa que está transformando a vida dos ciclistas na cidade de Copenhague, Dinamarca. Cada bicicleta receberá uma etiqueta eletrônica de identificação que permitirá seu rastreamento e monitoramento dos locais e distâncias percorridas.

domingo, 9 de maio de 2010

Reciclagem Brasil

Adicionado aos favoritos o blog Reciclagem Brasil, como categorias presentes lá, temos:
Artesanato Reciclado
Construções Ecológicas
Faça você mesmo
Galeria de Ideias 
Garrafas Pet 
Legislação Ambiental  
Legislação Ambiental Internacional  
O que ha de Novo  
Poluição Ambiental  
Produtos Reciclados  
Reciclagem Doméstica  
Reciclagem Industrial  
Você sabia?
Dêem uma olhada lá blog muito interessante!
Reciclagem Brasil

Proteste Já: o perigo de andar de bicicleta em SP

Vídeo de 29 de setembro de 2009, matéria muito boa, apesar de ser do ano passado, mas ainda tá valendo!
Dêem uma lidinha nos comentarios do vídeo também.

http://www.youtube.com/watch?v=w1lflqW3GS8&feature=player_embedded

sábado, 8 de maio de 2010

Prefeitura de Curitiba troca luminárias da cidade

"A Prefeitura de Curitiba terminará neste mês a troca de 26 mil luminárias da cidade, que estão sendo substituídas por equipamentos de alto rendimento. Com esse número, seria possível iluminar uma cidade inteira, com cerca de 80 mil pessoas, como Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
“A instalação de novas luminárias faz parte do programa de iluminação pública da Prefeitura de Curitiba, que tem como prioridade proporcionar mais segurança nos bairros da cidade”, explica o prefeito Luciano Ducci. Ele anunciou que a partir de junho mais 19 mil luminárias serão substituídas.

Entre as regiões já beneficiadas, estão as vilas do Barigui, no bairro CIC, onde já foram trocadas as primeiras 200 luminárias. A troca das luminárias está acontecendo nos 75 bairros de Curitiba.
“A meta é colocar equipamentos de alto rendimento em ruas onde a iluminação pública foi implantada há mais de 20 anos, cujas luminárias estão defasadas”, afirma o secretário de Obras Públicas, Mário Tookuni."
Fonte: parana-online

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Curitiba recebe prêmio na Suécia

"Curitiba recebeu nesta quinta-feira (29), em Estocolmo, Suécia, o prêmio de cidade mais sustentável do mundo, o Globe Award Sustainable City. "É um reconhecimento que deve ser estendido a cada morador que contribui para tornar a Curitiba uma cidade sustentável. O prêmio aumenta ainda mais a nossa responsabilidade em planejar e implantar ações que integrem o meio ambiente ao desenvolvimento urbano e social", afirmou o prefeito Luciano Ducci.

O carro-chefe para a escolha de Curitiba foi o programa Biocidade, um sistema de gestão que reúne esforços das diferentes áreas da administração municipal para combater as perdas da biodiversidade no meio ambiente urbano, compatibilizando o desenvolvimento da cidade com a conservação da natureza.

O prêmio foi entregue ao secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, que representou o prefeito Luciano Ducci na cerimônia no Museu Nórdico de Estocolmo. "A integração é o principio máximo da natureza e da sustentabilidade. Com o Biocidade procuramos imitar esse conceito, conectando as ações de cada área do município ao meio ambiente", disse Andreguetto."
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Comentarios:
alderijo bonache diz:
Essa nem brasileiro acredita, pois dias atrás a cidade esteve quase toda submersa por enchentes e as favelas são um indicador seguro de que nada disso é verdade. Lembra-me da história dos barcos inofensivos que guarneciam o porto do Rio de Janeiro para evitar a entrada de navios negreiros. Quando alguém indagava o porquê da presença daqueles barcos, diziam à época que era coisa para inglês ver. Faz me rir ou me engana que eu adoro! 

Da Poltrona diz:
Pôxa, nós moramos no paraíso e não sabemos...

Fonte: Jornale

Quais as dimensões da sustentabilidade?

"As constantes alterações climáticas, as crises no fornecimento de água, a poluição dos nossos rios, o crescimento desordenado nas cidades e a falta de consciência ecológica por parte da população brasileira trazem a reflexão sobre o meio ambiente e a sustentabilidade e a certeza de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos deixará de existir.

Sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o meio ambiente, agora e no futuro. É atender às necessidades da geração presente sem afetar a capacidade das gerações futuras de suprir as suas, garantindo com isso um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Ao visualizarmos as dimensões da sustentabilidade, surge um questionamento: é possível conseguir com que a economia cresça sem destruir os recursos e o ambiente dos quais o futuro depende? Sim, é possível, desde que haja a garantia do poder público e da coletividade de que ações efetivas serão realizadas visando à qualidade de vida e ao equilíbrio ambiental.

Neste sentido, ao poder público é certo que políticas públicas que visem à conservação do meio ambiente e à sustentabilidade de projetos econômicos devem sempre ser a ideia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante.

Já a coletividade, todos os cidadãos devem ser constantemente ensinados e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Entre elas, destinar corretamente os resíduos domésticos, a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas, a preservação das matas ciliares, o racionamento de água e luz e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.

Deste modo, diminuindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis, os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e das atividades econômicas de qualquer natureza estará assegurada.

Tornar real o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, a utilização de sacolas ecológicas, o aproveitamento de partes descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos e nas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente.

Para finalizar, tenho que o mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará gerará um impacto no meio ambiente."
Fonte: ClicRBS

Joinville fora do ranking das dez melhores cidades do mundo para pedalar

O site askmen.com montou um criterioso ranking com as “cidades amigas dos ciclistas”. O levantamento leva em conta as políticas públicas voltadas para as zicas, o planejamento urbano e a cultura de cada cidade para acolher os ciclistas.
E Joinville, a “Cidade das Bicicletas”, ficou de fora. A única cidade do Brasil citada é Curitiba, que aparece na quarta posição.
Confira o ranking:
1º - Amsterdã, na Holanda
Mais de 40% dos deslocamentos da cidade são feitos de bicicleta. A cidade tem quilômetros e quilômetros de ciclovias, centenas de bicicletas públicas disponíveis para locação, galpões para bikes, sinais de trânsito e corredores específicos para garantir a segurança dos ciclistas.
2º - Copenhage, na Dinamarca
Estima-se que mais de 30% dos trabalhadores da cidade use a bicicleta para se deslocar de casa para as empresas. As ciclovias são longas e seguras, bem separadas das pistas para automóveis, ôniubus e caminhões. Na cidade, há um bairro chamado Christiania, totalmente livre de carros. O sistema de bikes públicas prevê o pagamento, como um aluguel, mas a pessoa recebe a grana de volta no fim do uso.
3º - Bogotá, na Colômbia
A cidade investiu muito no trânsito nos anos 1990. Neste caso, pesou a cultura pró-meio ambiente. Boa parte dos trabalhadores usa o sistema público, principalmente ônibus. Só 13% da população tem carro e, assim, fica tranquilo e seguro pedalar. Uma vez por semana, mais de 70 km de vias públicas são fechadas para o tráfego de automóveis, para que ciclistas, skatistas e corredores possam andar com segurança.
4º - Curitiba, no Brasil
Provavelmente a capital do Paraná tenha entrado na lista pelo histórico de planejamento urbano. A cidade estimula o uso da bicicleta desde os anos 1970(axo que nao hein). Há dezenas de quilômetros de ciclovias(ciclovias para passeio e ciclovias compartilhadas, ou seja, calçada asfaltada) em bom estado ligando os bairros(nem todos) ao Centro. Além da infraestrutura(péssima, em relação a mobilidade da bicicleta), existem grupos e uma comunidade ativista pró-bicicleta bem atuante(atuante na reinvindicaçao, procurando os direitos de possuirem as tais ciclovias e ciclofaixas que dizem ser tao boas, só que nao existem).
5º - Montreal, no Canadá
Foi a primeira cidade da América do Norte a adotar um sistema público de bicicleta. Lá, o sistema se chama Bixi (união das palavras bicicleta e táxi). É um programa de aluguel de bikes. A Prefeitura investiu nos últimos anos mais de US$ 130 milhões para renovar ciclovias e oferecer mais segurança aos ciclistas.
6º - Portland, nos Estados Unidos
É curioso que uma cidade dos Estados Unidos apareça só na sexta posição no ranking. Só em Portland, há quase 500 quilômetros de ciclovias, mais do que a maioria dos Estados brasileiros. A Prefeitura ainda oferece bicicletas aos cidadãos de renda mais baixa. E muito bem equipadas, com capacete, cadeado, bomba para encher pneu, mapas e capas de chuva.
7º - Basiléia, na Suíça
Tem faixas exclusivas para ciclistas na pista esquerda das vias, com sinalização adequada e mapas com as melhores rotas. É uma das poucas cidades que tem ciclovias para o trânsito fora da cidade. Ou seja, mesmo saindo da zona urbana para ir em diração a outras cidades da Suíça, os ciclistas contam com segurança e sinalização. Também tem programas de aluguel de bicicletas.
8º - Barcelona, na Espanha
A cidade tem um contorno viário chamado de “anel verde”, perfeito para as bikes. Desde 2007, quem anda pelo centro pode alugar uma bicicleta. Com um cartão, o usuário pode emprestar uma bike em qualquer um dos 100 postos espalhados pela cidade e devolver em qualquer outro.
9º - Pequim, na China
Como quase tudo na China, o programa de incentivo de bicicletas ganhou impulso nos últimos anos. Mas lá também conta a cultura dos chineses, que lutam bravamente para fugir de congestionamentos. Como a qualidade do ar de Pequim é outro problema urbano, o incentivo ao uso das bikes tem ganhado força nas políticas públicas.
10º - Trondheim, na Noruega
Esta cidade entrou no ranking pelo esforço do poder público. A região é cheia de ladeiras e seria até piada incentivar o uso das bikes. Mas a Prefeitura construiu elevadores para bicicletas - provavelmente a única experiência no mundo. Estima-se que 18% da população use a bicicleta.

Plantando na caneca

Uma boa idéia p/ aquela caneca sem uso a tempos.

Sustentabilidade ou o fim do negocio

"O conceito por trás da sustentabilidade é tão simples quanto convincente: os recursos só podem ser utilizados até uma taxa que ainda permita que eles sejam repostos
Quando a maioria das pessoas vêem a palavra "recursos", pensam imediatamente nos recursos naturais. Mas para prosperar as empresas precisam, na verdade, de três tipos de recursos: o ambiental (por exemplo, recursos naturais), social (incluindo funcionários, clientes e boa vontade da sociedade em geral) e econômico (dinheiro).
Na verdade, esses três fatores incluem uma definição comum de sustentabilidade empresarial: aumentar a rentabilidade a curto e longo prazo se utilizando de uma gestão holística dos riscos econômicos, sociais e ambientais e as oportunidades.
Esta definição é importante, tanto em tempos de recessão quanto de crescimento econômico, porque os principais impulsionadores da sustentabilidade não se alteram. Os três fatores têm sido o propulsor do sucesso nos negócios desde que a humanidade passou a se empenhar em empreendimentos empresariais.
Embora a sustentabilidade possa parecer contrária à doutrina de maximização do lucro da gestão de uma empresa, este conceito de criação de processos de negócios sustentáveis é cada vez mais visto como uma chave para o sucesso a longo prazo.
As empresas podem trabalhar em direção à sustentabilidade de muitas maneiras, mas para serem verdadeiramente eficazes, as iniciativas de sustentabilidade não podem ficar isoladas. Elas devem transformar a organização como um todo. Isso requer esforços individuais e coordenados de diversos segmentos da sociedade.
Olhe Estrategicamente para a Sustentabilidade
Nike, Coca-Cola, e Nestlé são exemplos de empresas que seguem esta visão estratégica. Elas descobriram que se você não mudar a maneira de operar – e a forma como sua cadeia de abastecimento opera – você está, potencialmente, pondo todo o seu modelo de negócio em risco. Elas sabem que o risco abrange mais do que o risco financeiro. Se uma empresa perde o seu mandato social para fazer negócios, então ela enfrenta tantos riscos quanto enfrentaria se estivesse em dificuldades financeiras.
A Nestlé considera que para continuar fazendo produtos alimentares de altíssima qualidade, isto requer um planeta que possa produzir um fornecimento confiável de produtos naturais. Sua abordagem "Criar Valor Compartilhado" centra-se em áreas específicas das atividades do núcleo de negócios da empresa – a água, nutrição e desenvolvimento rural.
A Coca-Cola tem sido muito agressiva no que tange ao desenvolvimento e proteção da água, tanto para a agricultura, quanto nas comunidades. Apesar de a empresa não possuir fazendas, ela percebe que tem "oportunidades significativas em torno de sua cadeia global de fornecimento para desenvolver e estimular práticas mais sustentáveis em benefício dos fornecedores, clientes e consumidores."
A Nike, que depende fortemente de operações manufatureiras globalmente terceirizadas, está trabalhando para aumentar seu foco em inovações e negócios sustentáveis. Ela está integrando o conceito em suas estratégias de negócios para criar uma abordagem mais sustentável que vise a proporcionar maior retorno aos negócios da empresa, às comunidades, aos operários contratados, aos consumidores e ao planeta.
Quatro passos para o sucesso da sustentabilidade em seu negócio
Ao incorporar a sustentabilidade como parte integrante da estratégia corporativa, é imperativo ter uma visão clara de negócio em um nível que seja muito superior a simplesmente cumprir com os regulamentos. Se você está embarcando em um novo plano de sustentabilidade ou mesmo fazendo ajustes em planos que já estão em seguimento, os quatro passos a seguir podem ajudá-lo a obter maiores impactos a partir de seus esforços:

1. Avalie o seu plano de organização e como você pode incorporar a sustentabilidade de uma forma estratégica e holística. Antes de começar a criar uma estratégia é fundamental obter feedback e entender as necessidades de todos os seus stakeholders. Cave fundo até conseguir entender completamente o business case para sustentabilidade de sua empresa. Lembre-se que tal completude deve combinar considerações sociais, ambientais e econômicas. Com esse entendimento, você pode ver onde existem oportunidades para aperfeiçoar. Qualquer plano deve incluir uma visão concreta de como passar da estratégia à execução.

Em uma entrevista ao GreenBiz.com, Peter White, diretor de sustentabilidade global de produtos de consumo da gigante Procter & Gamble, observou que a P&G está desenvolvendo "produtos sustentáveis inovadores" que têm um "impacto ambiental significativamente reduzido se comparados aos produtos alternativos anteriores".

Em 2012, a empresa pretende "desenvolver e comercializar pelo menos US$ 20 bilhões em vendas acumuladas.” Este é um exemplo perfeito de integração da sustentabilidade de forma estratégica em um negócio enquanto se aguarda, ao mesmo tempo, um impulso significativo no bottom line. Ganhar no mercado através de produtos de maior sustentabilidade é um propulsor fundamental para a sustentabilidade.

2. Meça suas atividades empresariais. Defina uma linha base de suas atividades atuais para que você saiba quando e onde você está melhorando. Inclua sua rede de parceiros e fornecedores no processo de avaliação para aumentar a pegada de seus esforços. Algumas empresas até mesmo incluem seus clientes; com base na utilização e eliminação dos produtos.

Por exemplo, na SAP, um dos nossos objetivos era definir e alcançar uma redução significativa na nossa emissão de gás de efeito estufa (GEE). No entanto, naquele momento nós não fazíamos nenhuma ideia real de qual seria nossa pegada de carbono.

A fim de determinar uma baseline das nossas emissões, em 2008 foi realizado um amplo programa de inventário para medir nossas emissões do ano anterior - 2007. Nós analisamos nosso negócio e as medidas das emissões em todos os três escopos diretos e indiretos. A partir dessas informações extrapolamos um valor para o ano-base 2000, com base na razão de emissões por empregado, conforme identificado no estudo de 2007, multiplicado pelo número de empregados do ano 2000.

3. Tome atitude. Ponha seu plano em prática e avalie cada passo do caminho. Isto inclui o envolvimento dos trabalhadores em programas de engajamento que façam deles parte do esforço.
Continuando o exemplo acima referido, depois de determinarmos nossa base de emissões na SAP elaboramos um plano ambicioso para reduzir as emissões GEE totais da empresa, até 2020, aos níveis encontrados em 2000. Tudo isso cortando nossas emissões quase pela metade a partir dos níveis do ano de 2007. Usamos nosso próprio software de soluções, incluindo o SAP Impacto de Carbono, para medir, relatar e orientar a redução de nossas emissões.
O resultado? Ao trabalhar com os processos envolvendo os empregados e toda a nossa empresa em 2009, fomos capazes de diminuir as emissões em 15%, reduzir o consumo de energia em 7%, e alcançar uma mescla energética que inclui 33% de energia renovável. E havia uma recompensa financeira direta também: quase 90 milhões de Euros (124 milhões dólares USD) em economia!

4. Monitorar e ajustar seu plano constantemente. Aprenda com sua experiência e procure meios adicionais para alcançar a sustentabilidade em toda a sua organização e ecossistema.

Sustentabilidade significa mover-se para além do mero cumprimento das responsabilidades empresariais e regulamentações governamentais de forma a incorporar o tema como um pilar estratégico de desenvolvimento empresarial. Sustentabilidade simplesmente tem um grande business case – é um bom negócio, permitindo-lhe reduzir os custos de cumprimento, aumentar a produtividade dos recursos, conquistar novos mercados, melhorar a sua marca e atrair e reter o talento de alta qualidade de que sua empresa necessita.

Ao incorporar a sustentabilidade em cada ação como um propulsor de rentabilidade e redutor de riscos, as empresas mais bem administradas podem gerir de forma holística a sustentabilidade através de seus processos empresariais e suas redes de negócios.

O resultado final é um modelo de negócio sustentável, que vai garantir a longevidade de seu negócio. Como notou Catherine Roche, sócia e diretora executiva da Boston Consulting Group, em "O Negócio da Sustentabilidade"; "O verde pode lhe permitir economizar muito dinheiro – e não daqui a dois ou três anos, mas agora."

Peter Graf (Ph.D., gestor de sustentabilidade e vice-presidente executivo de soluções de sustentabilidade da SAP AG. Ele é responsável pelo desenvolvimento de soluções sustentáveis que atendam melhor as necessidades dos clientes globais da SAP, além de conduzir operações sustentáveis no SAP)."
Fonte: agendasustentavel

Legislação pode acabar com TI Verde de fachada

"A Política Nacional de Resíduos Sólidos, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, pode transformar a política de sustentabilidade das empresas de tecnologia do País. O projeto de lei, que tramita no Senado Federal, obriga o gerador do resíduo a dar a destinação final adequada, com critérios ambientalmete corretos.
A nova legislação nacional também deve limpar o mercado brasileiro do ‘marketing verde de fachada’, mais conhecido como ‘greenwash’, alerta o diretor de operações da HP para o Mercosul, Kami Saidi , que é responsável pela sustentabilidade ambiental da companhia. “Há empresas que vendem a ideia de sustentabilidade, mas não aplicam os processos corretos”, critica.
Na visão de Saidi, com as novas regras do governo, a separação entre o marketing e a prática sustentável deve ficar mais visível ao consumidor. “O fato de você plantar uma árvore para cada produto vendido não é sustentável. Você pode estar fazendo bem à natureza, mas tem de contar ao cliente o que está fazendo com o seu produto”.
O Greenpeace está na cola das empresas que não cumprem metas de redução de componentes tóxicos em seus equipamentos. Além de divulgar seu ‘ranking verde’ atualizado, a organização não-governamental chega a cobrar pessoalmente que as empresas sigam suas metas.
Com uma regulamentação, observam os especialistas, o grande ativista do mercado brasileiro será o consumidor. Além de questionar o destino ambiental da próxima máquina que adquirir para sua casa ou empresa, também será responsável pelo descarte adequado de seus eletrônicos. Redondo, da Itautec, acrescenta que grande parte dos clientes já tem colocado características ambientais entre as exigências para a aquisição de novos produtos, entrando em conformidade com características ambientais internacionais. “E não custa mais caro”, garante o executivo. O ciclo sustentável ideal, segundo ele, não deve afetar o bolso do cliente.
Campanhas de incentivo junto ao consumidor são fundamentais para que o ciclo de reciclagem ganhe força no Brasil, afirma o diretor de diretor de pós-venda da Nokia do Brasil, Luiz Xavier. “Hoje, apenas 3% dos aparelhos são destinados pelo consumidor para reciclagem. A empresa vai fazer o papel dela, mas o usuário também precisa ter um pouco de conscientização sobre a escolha e o descarte destes produtos”, completa Ricardo, da Umicore. “Um pequeno gesto faz com que a gente faça a coisa certa”, finaliza.
Para o sociólogo e cientista político Sergio Abranches, a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos deve ocorrer a curto prazo e alinhar o Brasil a regulamentações ambientais já existentes há anos em países da Europa e nos Estados Unidos.
Autor do blog Ecopolítica e comentarias da rádio CBN, Abranches lança em agosto um livro com o título provisório de “Depois de Copenhague” (Editora Civilização Brasileira /Record), analisando a situação ambiental do mundo a partir do debate da Conferência de Copenhague, realizado em dezembro de 2009.
Em entrevista à Computerworld, Abranches destaca que as novas regras também vão acabar com a ‘fachada verde’ adotada por muitas empresas apenas como estratégia de marketing. Segundo ele, a adoção de políticas sustentáveis sérias tende a trazer economia, não representar custos, além de atrair o consumidor brasileiro sempre em busca de um diferencial.
Com uma legislação apropriada, o descarte correto de eletroeletrônicos deve transcender estratégias de marketing?
Chegamos ao limite da possibilidade de qualquer empresa fazer ‘greenwash’ porque o consumidor também está mais exigente. Além disso, é impossível termos uma disparidade de regras ambientais em diferentes países – a maior parte das empresas de eletroeletrônicos é transnacional e o consumidor lá fora também cobra uma postura desta empresas.
Há ainda uma parcela considerável de consumidores corporativos que também é pressionada por exigências de mercado e compliance com mecanismos globais. isso não fi ca mais da porta para dentro. É preciso fazer cálculos de sustentabilidade e prestar contas ao mercado. Por este motivo, acabou a fase do marketing e passamos para a obrigação. Toda a gestão de uma empresa deve ser sustentável.

O fabricante que reajustar os preços de seus produtos por conta da adequação ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos está sendo sustentável?
Há uma especificidade no mercado brasileiro que envolve a cultura da transferência de preço diante de qualquer custo extra que a empresa tenha de absorver. Temos uma tolerância peculiar a preços mais altos neste sentido.Nos setores mais competitivos, a empresa que praticar este reajuste pode perder mercado – assim como ocorre no exterior. Acho que o consumidor não tem de ‘pagar um prêmio’ porque a empresa é sustentável. este não é um ‘serviço’ que você tem de comprar.
Por outro lado, quando a empresa faz um trabalho realmente sério de redução de pegadas – emissões de carbono, lixo eletrônico e uso de componentes tóxicos em produtos – vai observar ganhos em economia de energia e reaproveitamento de materiais, por exemplo. e mesmo que a empresa passe a usar um material não tóxico, que seja mais caro, o consumo deve ser menor. na maioria dos casos, a ‘iniciativa verde’ significa redução de custos, quando se trata da visão integral do ciclo de vida do produto.

Qual é a sua opinião sobre políticas de incentivo fiscal para empresas que possuem programas de reciclagem, como créditos em IPI (Imposto sobre produtos industrializados), por exemplo?
A questão é que toda a estrutura de incentivos fiscais no Brasil está errada. Temos incentivos para o uso de combustível fóssil, quando o correto é que eles sejam direcionados a empresas que investem em energia renovável. no Brasil, o incentivo faz sentido em questões fundamentais como esta, mas acabamos gerando uma política do ’desconto’.

O consumidor brasileiro já é mais consciente em relação a produtos ‘verdes’? Ele vai forçar as empresas a adotarem boas práticas de sustentabilidade?
o Brasil tem um comportamento de consumo variável. Assim como nos Estados Unidos, há um processo vertiginoso de renovação de status – um consumidor da classe D no supermercado mira sempre o produto da classe A. É uma sociedade que também está disposta a comprar qualidade, mas tem um orçamento limitado.
Pesquisas indicam que o consumidor com maior renda é mais consciente quanto à escolha de produtos sustentáveis, mas você encontra consumidores das classes c e D que também gostariam de comprar estes produtos. se o item for mais caro, somente a faixa de alta renda vai optar por ele. se o preço for o mesmo, os consumidores vão optar pelo ‘verde’ que também é sinônimo de status, sofisticação e distinção na sociedade.
Agora que foi aprovado na Câmara dos Deputados, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pode ser regulamentado ainda este ano?
Acho que a legislação vai ser aprovada em curto prazo porque não há muito o que contestar. ela passou agora – após 19 anos em tramitação – porque a maior parte dos setores que oferecia resistência já faz reciclagem. os bancos, por exemplo, tinham problemas com o descarte de ATMs e hoje o destarte já é auditado pelas empresas. no setor corporativo, a questão dos resíduos sólidos já está incorporada. só que entramos em fase eleitoral este ano, o que torna o processo lento. Acredito que logo no início da nova legislatura teremos a regulamentação."
Fonte: ComputerWorld

Salve os elefantes: DIGA NÃO AO MARFIM

"Em poucos dias dois países estão buscando acabar com a proibição do comércio de marfim -- uma decisão que pode exterminar a população de elefantes e colocar estes animais mais próximos da extinção.

No entanto, muitos países africanos e conservacionistas querem prorrogar a proibição deste comércio cruel. A decisão será tomada durante a reunião da ONU em Doha que acontece esta semana e a opinião pública global pode influenciar esta decisão!

Assine a petição agora, clique aqui, e divulgue a campanha -- ajude-nos a conseguir milhares de assinaturas antes da entrega na convenção da ONU:

 
Para os 175 participantes da Covenção da ONU sobre Comércio Internacional de Espécies em Extinção: Nós cidadãos do mundo todo pedimos que não sejam criadas exceções à proibição do comércio de marfim, e que a proibição seja prorrogada por mais 20 anos. Pedimos também que medidas necessárias sejam tomadas para enforçar a proibição do marfim e a proteção dos elefantes."

Vou comprar um carro

Se precisar de um carro para me sentir poderoso, não preciso do carro, mas de um terapeuta

Finalmente me rendi aos apelos da sociedade e decidi comprar um carro. Estou cansado de pegar o elevador do meu prédio todos os dias para ir trabalhar, de bike, e ouvir: "Vai passear, hein!". Ou dizer com orgulho para crianças que não tenho carro, faço tudo de bicicleta e me perguntarem: "Mas você é pobre?".

Sempre ouvi que quem não tem um carro é um nada, que o carro traz status. Você não é o que come, mas sim o que dirige. Sem falar do fato de esta cidade parecer ser feita só para quem se desloca sobre quatro rodas. Portanto, com um carro vou me sentir um cidadão, algo que não consigo a pé, de bicicleta ou de transporte público.

Mas que carro comprar? Outro dia vi um documentário que falava sobre essa febre americana por utilitários, esses minitanques também conhecidos como SUV. Quando perguntado aos donos o motivo da escolha, a resposta era: "Com ele me sinto poderoso". Sério: se precisar de um carro para me sentir poderoso, não preciso de um carro, e sim de um terapeuta.

Quando tenho de dirigir um carro, pesa pensar que, graças às minhas aceleradas, estou despejando toneladas de fumaça na cara dos outros e ajudando a matar cerca de 20 pessoas por dia. Carro a álcool só é bom contra o aquecimento global; em compensação, polui mais que um a gasolina. Carros, só com os barulhentos e poluidores motores a combustão.

Mas existe um carro a ar comprimido. Compacto, desenvolvido por um ex-engenheiro da Fórmula 1, com autonomia de 300 km e necessidade de oito horas para recarregar na tomada comum ou 20 minutos numa "bomba" especial. O ar expelido do escapamento é mais limpo do que o que entra. O custo? Cerca de US$ 15 mil. Mas por que nenhuma montadora se interessa? Sugiro que assistam ao documentário Quem matou o carro elétrico? e verão que as próprias montadoras, que, por lei, foram obrigadas a fabricá-los, tiraram todos os carros de circulação assim que conseguiram derrubar a lei. Pelo visto, os interesses dos beneficiários dessa dependência dos combustíveis fósseis são mais fortes que nossa intenção de ter carros limpos.

Melhor desistir da ideia, ainda não inventaram um carro que eu compre sem peso na consciência. E, quando isso acontecer, ele vai ficar mais tempo na garagem, pois não estou a fim de contribuir para esse caos que vivemos, pois mesmo um carro "verde" congestiona.

Vou comprar um carro

(André Pasqualini Diretor-geral do CicloBR (andre@ciclobr.com.br)) 
DestakJornal

'Bike pública não funciona sem ciclovia'

"Imagens do trânsito de São Paulo muitas vezes não fazem jus ao problema dos congestionamentos na cidade. Ao vivo é pior. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitora cerca de 800 dos mais de 17 mil km de ruas de São Paulo. Em junho do ano passado, às 19 horas, 293 km desse total. Segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral, São Paulo perde R$ 31 bilhões por ano com engarrafamentos — mais que o orçamento da cidade em 2010, que é de R$ 27 bilhões. O Rio de Janeiro perde R$ 15,5 bilhões. A pesquisa leva em conta as perdas com combustível, acidente e o tempo desperdiçado no trânsito.
Para discutir estes problemas, Galileu bateu um papo com o colombiano Oscar Diaz, diretor do Instituto para Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), baseado em Nova York.


Vendo de fora, o que você apontaria como o maior problema do trânsito de São Paulo?
A quantidade de carros. Tem muito carro na rua. Agora temos uma ciclovia sendo implantada na Marginal Pinheiros, o que é um começo. O governo local tem uma política pró-bicicleta interessante, mas o sistema de transporte de ônibus, no entanto, não é bom. Não foi bem feito. Outra coisa que não tem sentido é a extensão do Expresso Tiradentes, que era de ônibus, e agora vai ter uma continuação em monotrilho. Não tem sentido as pessoas descerem do ônibus para pegar outro meio de transporte. Eu não sei porquê eles têm, agora, uma fascinação pelo projeto do monotrilho. Monotrilho tem uma capacidade reduzida. Eles poderiam fazer um BRT (ônibus mais rápidos e eficientes, com corredores exclusivos) de grande qualidade, pois têm demanda.
E o pedágio urbano, você acha que funcionaria em São Paulo?
Sim. Deveriam implantá-lo nas ruas de maior engarrafamento. Dessa forma, haveria menos carros, menor poluição, mais pessoas usando o transporte público ou a bicicleta. Alguém me falou que tem mil carros novos, por dia, em SP. É uma loucura. É urgente uma política de restrição.
E qual seria a melhor solução para as grandes cidades?
Melhorar o serviço de ônibus. Acho que tem que fazer o BRT. Os monotrilhos são mais caros e têm capacidade menor. Não se pode cobrir, dessa forma, a cidade. É como em Bogotá você precisa de políticas mais fortes.
E as bicicletas, você acha que funcionariam no trânsito de São Paulo?
Acho que sim, mas têm de ser protegidas, em ciclovias, espaços específicos para bicicletas. Não que esperamos que todos vão andar de bicicleta, mas se você tiver 10% da população indo de bicicleta, já é um ganho para a cidade. Nesse momento eu acho que sistemas como o de Paris (Lyon, Velib) não funcionariam, ainda, por questões de segurança. O primeiro passo é implantar a ciclovia.
Uma coisa bem séria aqui no Brasil é o desrespeito dos motoristas com os ciclistas. Como mudar isso?
Fazer uma boa ciclovia é uma boa mensagem. Eu ando de bicicleta. Minha vida tem o mesmo valor que da pessoa que vai de carro. Se tem o mesmo valor, porque não posso ter o direito de ter uma via exclusiva? É um direito. É muito engraçado as pessoas dizerem que se trata de uma cultura. Não se pode fazer conscientização sem infraestrutura. Primeiro infraestrutura, depois conscientização. Incentivo ao uso da bicicleta tem que ser questão de política pública. Nova York está fazendo isso agora. Implantando ruas exclusivas para pedestres e ciclistas.
O que é melhor: metrô ou vias exclusivas para ônibus?
Com o mesmo dinheiro que você tem uma linha de metrô, você pode ter muito mais extensão de vias exclusivas para ônibus, você pode ter mais e cobrir melhor a cidade, além de transportar mais gente.
Porque as cidades ficam patinando na questão da mobilidade?
Porque são decisões difíceis, que exigem sacrifícios. E é muito difícil ter políticos que tomam decisões difíceis."
RevistaGalileu

domingo, 2 de maio de 2010

Lei Ficha Limpa

De Avaaz:
"Caros amigos,



Faltam 3 dias para a votação da Ficha Limpa. Clique a abaixo para acabar com a corrupção!:

Assine a 
petição!
A nossa pressão está funcionando! Em uma vitória incrível, centenas de deputados, quase todos que receberam os milhares de emails e telefonemas nossos, assinaram o pedido de urgência para levar a Ficha Limpa para votação nesta terça-feira!

Agora nós só temos 3 dias para garantir um vitória histórica na luta contra a corrupção no Brasil. 3 dias é pouco, mas ainda podemos atingir a nossa meta de 2 milhões de nomes na petição.

Nós temos agora 1.940.007 assinaturas - e estamos organizando um ato no gramado do Congresso Nacional para entregar os 2 milhões na terça - precisamos ter certeza que todos que conhecemos já assinaram! Encaminhe este email, para que terça à noite seja a festa da vitória!

http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/?vl

Quando a Ficha Limpa se tornar lei ela irá remover das eleições candidatos que cometeram crimes sérios como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e assassinato. Só assim poderemos eliminar uma classe política criminosa responsável por sujar o nosso governo e roubar os recursos do nosso país.

Obrigado por acreditar neste país e se engajar de forma ativa. Juntos nós podemos mudar a política do nosso país.

Com esperança,

Graziela, Ricken, Pascal, Alice, Luis, Iain, Paul e toda a equipe Avaaz

PS. O ato no Congresso Nacional será das 16h às 18h - para maiores informações escreva para portugues@avaaz.org "

Assinem ai galera, é mto importante p/ nosso País!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Bolsa feita de terno e camisa

Peça feita com material 100% reciclado é exemplo de design funcional e de consciência ambiental.
As Suit Totes foram criadas usando duas matérias-primas essenciais do guarda-roupa de qualquer um: camisa e blazer. Na sequência, foram aplicadas alças de couro de outras peças que também ganharam nova função. Ou seja, além de criativa e funcional, a bolsa é 100% produzida com material reciclado e um bom exemplo de que muito pode ser criado de onde ninguém esperava - e em tempos de moda boyish, a peça é uma opção descolada e irreverente para entrar na tendência.
As peças estão à venda na Poketo, outra marca que se dedica a dar destaque para produtos sustentáveis. Para comprar é só entrar no site da marca, que faz entregas internacionais.